Não respondida

Meu Bilhete Único foi suspenso por 180 dias sem explicação clara e preciso dele para trabalhar

Riocard Mais

cidade: Rio de Janeiro

O que aconteceu

REVOLTANTE! BUI SUSPENSO POR 180 DIAS, SEM NOTIFICAÇÃO IDENTIFICADA E SEM EXPLICAÇÃO CLARA PRECISO DO BENEFÍCIO PARA TRABALHAR!

Venho registrar minha profunda indignação com a suspensão do meu Bilhete Único Intermunicipal (BUI), que aparece no sistema com o motivo 7, referente a recadastramento, e com a informação de que ficarei 180 dias sem o benefício.

Considero inaceitável ser surpreendida com uma suspensão dessa gravidade sem ter recebido ou identificado qualquer notificação prévia no aplicativo, sem uma pendência de recadastramento visível e sem uma explicação individualizada sobre o que realmente aconteceu.

Atualmente, estou trabalhando e dependo do transporte público diariamente para cumprir minha jornada profissional. Desde o início do mês passado, utilizo meu cartão para ir e voltar do trabalho, sem emprestá-lo a terceiros. O cartão que utilizo para trabalhar fica comigo, guardado na minha bolsa.

Possuo dois cartões diferentes: um utilizado por mim para o deslocamento profissional e outro utilizado pelo meu pai. Solicito que a Riocard Mais confira individualmente os registros de cada cartão, para que não haja confusão entre os usuários e as ocorrências.

Reconheço que, durante um período anterior em que fiquei aproximadamente cinco meses desempregada, cheguei a emprestar meu cartão a terceiros. Naquela ocasião, tive problemas com o benefício, corri atrás da regularização e consegui recuperá-lo. Não estou escondendo meu histórico. Entretanto, essa situação anterior não responde, por si só, às minhas dúvidas sobre a suspensão atual, principalmente porque agora estou trabalhando e utilizando meu cartão diariamente.

O que me revolta é que não identifiquei nenhuma notificação solicitando o recadastramento da biometria facial no aplicativo, embora as notificações estejam ativadas. Não recebi aviso de pendência nem tive conhecimento de uma solicitação que precisasse cumprir. Simplesmente fui surpreendida com o benefício desativado.

Reconheço que minha aparência está um pouco diferente, pois estou com o cabelo de outra cor e alisado, enquanto meu cabelo natural é cacheado. Porém, uma mudança de aparência não comprova, por si só, que outra pessoa utilizou meu cartão. Se houve alguma divergência na biometria, quero saber qual foi, quando aconteceu e quais registros foram considerados.

Como posso ser penalizada por 180 dias sem sequer receber uma explicação clara sobre a ocorrência que motivou a decisão? Como posso saber se existe algum erro no reconhecimento facial, se não fui informada de nenhuma pendência antes de descobrir que o benefício estava suspenso?

A situação é ainda mais grave porque meu deslocamento é longo e exige três conduções na ida e três na volta. O auxílio-transporte da empresa não cobre integralmente todos esses deslocamentos. Com o BUI, gasto aproximadamente R$ 9,40 na ida e R$ 9,40 na volta. Sem o benefício, terei de tirar do meu próprio bolso cerca de R$ 10 a R$ 15 adicionais por dia, conforme o trajeto e as tarifas aplicáveis.

Ou seja, além de trabalhar, cumprir meus horários e arcar com as despesas que já tenho, agora preciso absorver um custo adicional diário para conseguir chegar ao trabalho e voltar para casa. Isso pesa diretamente no meu orçamento e compromete o dinheiro que recebo do meu próprio trabalho.

Não estou pedindo privilégio, nem que a Riocard Mais ignore as regras. Estou exigindo transparência, esclarecimento e uma análise concreta do meu caso. Não aceito que uma informação genérica no aplicativo seja tratada como resposta suficiente para uma penalidade de seis meses.

Diante disso, EXIJO:

1. A apresentação do laudo detalhado que fundamentou a suspensão, com as datas das ocorrências, os registros de biometria facial e a justificativa específica para a penalidade aplicada.

2. A confirmação de qual cartão foi analisado e se existe algum registro que tenha sido atribuído incorretamente ao meu cartão.

3. A informação sobre quando e por qual meio foi apresentada a solicitação de recadastramento, considerando que não identifiquei nenhuma notificação no aplicativo.

4. A verificação do histórico das ocorrências anteriores e da suspensão atual, esclarecendo por que foi aplicado o prazo de 180 dias.

5. A revisão urgente da decisão e a adoção das providências necessárias para tentar reativar meu benefício antes do término desse prazo.

6. Caso a Riocard Mais não tenha autonomia para autorizar a reativação, o encaminhamento formal da minha contestação à SETRAM e a indicação do procedimento de recurso.

7. Uma resposta objetiva, fundamentada e individualizada, e não apenas uma resposta automática reproduzindo as regras gerais.

8. Um número de protocolo para acompanhar a reclamação.

NÃO CONSIDERO ACEITÁVEL SIMPLESMENTE ME MANDAR ESPERAR 180 DIAS SEM ANALISAR AS CIRCUNSTÂNCIAS DO MEU CASO. Se a decisão foi baseada em ocorrências anteriores, quero saber quais são. Se houve divergência biométrica, quero conhecer o registro. Se existe uma pendência de recadastramento, quero saber como posso regularizá-la e por que não fui informada de maneira que pudesse identificá-la.

Preciso de uma solução efetiva, pois estou empregada e utilizo o transporte público para garantir minha renda. Não é razoável que eu descubra a suspensão de repente e tenha que suportar despesas adicionais diariamente sem sequer conseguir entender o que levou à decisão.

Aguardo providências urgentes da Riocard Mais e, se necessário, da SETRAM. Caso não obtenha uma resposta satisfatória, levarei a reclamação aos canais oficiais de ouvidoria e de defesa do consumidor, apresentando os registros e protocolos disponíveis.

Quero a revisão do meu caso, a explicação documentada da suspensão e a análise da reativação antecipada do meu BUI. Não quero respostas genéricas. Quero uma solução concreta.