O que aconteceu
Minha reclamação sobre a qualidade das pinças e a falta de suporte da empresa
Adquiri cinco pinças chanfradas na feira em São Paulo, após receber diversas informações sobre a qualidade do material, apresentado como aço cirúrgico de alto padrão, sua durabilidade e precisão.
Durante a venda, a empresa destacou toda a história e o marketing por trás do produto. Inclusive, havia profissionais no estande relatando que utilizavam as pinças havia três anos sem precisar de afiação e que a precisão permanecia perfeita. Também me garantiram que, caso eu precisasse de manutenção, havia profissionais que realizavam a afiação na minha cidade.
Entretanto, a realidade foi completamente diferente. Com apenas um mês de uso, as pinças perderam o corte, começaram a beliscar e machucar minhas clientes, comprometendo a qualidade e a segurança do meu atendimento. O desempenho se tornou inferior ao de pinças comuns de perfumaria, algo inadmissível para um produto vendido como material profissional de alto padrão.
Tentei entrar em contato com a empresa diversas vezes e, quando finalmente consegui atendimento, fui informada de que não haveria troca, sob a alegação de mau uso, sem que o problema fosse efetivamente solucionado.
O mais frustrante foi a falta de suporte. Precisei entrar em contato com aproximadamente 20 amoladores, e nenhum deles realizava a afiação de pinças. Somente depois de insistir para que a empresa apresentasse uma solução, recebi um único contato de um profissional localizado a cerca de quatro horas da minha casa, em São Paulo.
Agora, além do prejuízo com um produto que apresentou problemas após apenas um mês de uso, terei que arcar com os custos de envio e devolução das pinças, além da afiação. Minha estimativa é de aproximadamente R$ 180 em despesas adicionais.
Não considero aceitável que toda a responsabilidade e os custos sejam transferidos para o consumidor, principalmente quando a compra foi realizada com base em promessas de qualidade, durabilidade e facilidade de manutenção que não corresponderam à minha experiência.
Comprei cinco pinças acreditando estar investindo em ferramentas profissionais de qualidade, e não em produtos que perderiam sua eficiência em apenas um mês e para os quais eu sequer conseguiria assistência técnica acessível.
Solicito uma solução concreta por parte da empresa, pois não considero justo arcar sozinha com todos esses prejuízos. Caso as pinças continuem apresentando problemas e a empresa não ofereça uma solução adequada, vou buscar os meios legais cabíveis para defender meus direitos como consumidora.
Não se trata apenas do valor pago, mas da confiança depositada na marca, do tempo perdido tentando resolver o problema e, principalmente, do impacto que ferramentas sem a precisão adequada podem causar no meu trabalho e no atendimento e nas minhas clientes