O que aconteceu
Venho registrar formalmente minha indignação com o atendimento e com a postura adotada pela responsável pela franquia The best Campo Comprido, ***** (Expresso Mall JK), Curitiba.
Ao encontrar um cabelo no sorvete, comuniquei o ocorrido à atendente, esperando uma solução e uma postura profissional. Entretanto, ela afirmou que não poderia fazer nada, alegando que estava usando touca e atribuindo a responsabilidade aos próprios clientes, que não utilizavam touca ao se servir.
Deixo claro que concordo que os clientes devem ter cuidados com a higiene, inclusive manter os cabelos presos quando necessário. Porém, essa orientação precisa ser informada de maneira clara antes de as pessoas iniciarem o atendimento no buffet. Existem outras franquias da mesma rede que disponibilizam luvas e orientam os clientes a prenderem os cabelos durante o autosserviço. Portanto, não considero justo que a responsabilidade seja transferida aos clientes depois que um problema já aconteceu, sem que as devidas orientações tenham sido fornecidas.
A Resolução RDC n 216/2004 da ANVISA estabelece boas práticas para serviços de alimentação, incluindo cuidados com a higiene e a manipulação segura dos alimentos. Encontrar um cabelo no produto levanta questionamentos sobre as condições higiênico-sanitárias e merece uma resposta responsável por parte do estabelecimento.
A situação se tornou ainda mais desagradável quando solicitei a nota fiscal da compra e fui informada de que ela não poderia ser fornecida. A emissão de documento fiscal deve observar a legislação tributária aplicável, e solicito esclarecimentos sobre essa recusa.
Ao perguntar o nome da atendente, ela afirmou ser a dona da franquia, em tom de deboche, transmitindo a impressão de que nada aconteceria e de que não haveria consequências para sua postura. Toda a situação ocorreu diante de diversas pessoas presentes no estabelecimento, causando constrangimento a mim e à minha família, inclusive aos meus filhos.
O Código de Defesa do Consumidor, em seus artigos 6 e 18, prevê a proteção à saúde e à segurança do consumidor e estabelece medidas cabíveis quando um produto apresenta problemas de qualidade ou se mostra impróprio para consumo.
Considero inadmissível que um consumidor, ao relatar um problema com um alimento e solicitar a nota fiscal, seja tratado com tamanha falta de respeito. Espero que a franqueadora apure os fatos, verifique as condições de higiene e as orientações oferecidas aos clientes, esclareça a questão fiscal e tome as providências necessárias para evitar que outras pessoas passem pela mesma situação. Caso não haja uma resposta adequada, avaliarei formalizar denúncias aos órgãos competentes, incluindo a Vigilância Sanitária, o Procon e a Secretaria da Fazenda do Paraná.