Uso da TES no Protheus para impostos legados: clientes reclamam da obrigatoriedade de migrar para o configurador de tributos

Em réplica
Cambuí - MG
12/03/2026 às 12:47
ID: 243079631
Estamos reclamando por aqui e esperamos que outras empresas também se manifestem clicando no botão de "eu também" , "eu concordo" e "revoltante" da reclamação, além disso, abrir novas reclamações sobre o mesmo assunto e vincular a essa, pois em conversa com grupo de clientes Totvs, várias outras empresas tem a mesma reclamação.
A Totvs criou a ferramenta de configurador de tributos, que veio como uma evolução do produto, substituindo a TES e facilitando as configurações dos impostos, além disso, os novos impostos de ibs e cbs criados na reforma tributária são calculados somente por essa nova ferramenta. Até aqui, tudo perfeito, com certeza é um progresso para as empresas e evolução do produto Protheus. Porém, como nem tudo é uma maravilha, as empresas começam a esbarrar em problemas e morosidades impostas pela Totvs com relação a isso.
Os velhos impostos, se é que podemos chama-los assim, já tem data para acabar. Alguns deles são
PIS/COFINS - Extinção prevista para 2026
ICMS - Extinção prevista para 2033
ISS - Extinção prevista para 2032
IPI (formato antes da reforma) - Extinção prevista para 2027
Agora vem os pontos críticos do processo e a base da reclamação. A Totvs quer acabar com o uso da TES para clientes antigos e forçar o uso do configurador de tributos, a grande questão aqui é, pensem só em um cliente com 10 a 20 anos de Protheus cadastrando TES e os sub-cadastros atrelados a elas periodicamente, e ser forçado a cadastrar novamente no configurador de tributos todas as regras para esses impostos que já tem data para serem extintos.
É uma grande tarefa para empresa a troco de absolutamente nada! A empresa gastará tempo, dinheiro e esforços para pegar o cadastro de centenas de TES e remanejar tudo para a rotina de configurador de tributos para que chegue na data da extinção desses impostos e tudo deixe de ser usado! Sendo que na TES tudo já está funcionando para esses impostos legados.
Hoje o Protheus já está funcionando de forma mista, ou seja, é possível usar o ibs e cbs no configurador de tributos e usar o TES para os impostos antigos (icms, pis/confis e etc).
O que pedimos é que mantenham dessa forma até a extinção dos respectivos impostos, ou seja, para clientes que já tem o Protheus mantenham o uso da TES para o ICMS até a data da sua extinção (2033) por exemplo, com isso o ICMS irá morrer e o uso da TES para esse fim irá junto, não gerando retrabalho para as empresas de cadastrar configurador de tributos para esse imposto legado.
Logo, os impostos legados serão extintos e naturalmente a TES morrerá junto, não tem o porque forçar a empresa migrar todo um legado de anos para o configurador de tributos a troco de nada, sendo que esses impostos já estão com data para extinção.
Querer forçar a barra com isso é no mínimo falta de respeito com o cliente. Além do mais, se cadastrarmos centenas de regras no configurador de tributos com ICMS, PIS/COFINS depois dele ser extinto o que teremos é uma base cheia de poluição cadastral que poderia ter sido evitada se a Totvs usasse o bom senso.
Forçar o configurador de tributos para clientes novos é uma coisa (é uma implantação zerada), querer forçar a barra com cliente que já usam o Protheus a décadas, é outra coisa.
Nessa reclamação também estou colocando a documentação da totvs referente ao assunto com as datas informadas de descontinuidade.
*****
Espero que essa reclamação chegue a quem tem que chegar, e os responsáveis tenham bom senso.
A reforma tributária chegou para facilitar, e no final criou várias outras regras, se a Totvs não colaborar com o cliente com relação a isso do TES e impostos legados, ela está mais atrapalhando que ajudando!
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Resposta da empresa
13/03/2026 às 14:07
Sr. José, boa tarde!
Agradecemos por compartilhar sua percepção e pela oportunidade de esclarecer esse tema, que de fato é relevante para muitos clientes que utilizam o Protheus há anos.
A solução Configurador de Tributos foi apresentada aos clientes do Protheus em 2021 como o novo motor de cálculo tributário do sistema, iniciando um ciclo de evolução tecnológica da plataforma. Desde aquele momento, a TOTVS comunicou que o modelo baseado em TES passaria gradualmente por um processo de transição, com orientação para que novas implementações e evoluções tributárias fossem realizadas utilizando o Configurador de Tributos.
Ao longo dos anos seguintes, especialmente a partir de 2022, esse direcionamento foi reforçado em eventos, comunicados e documentações oficiais da TOTVS. Nesses momentos também informamos que novas legislações tributárias passariam a ser atendidas exclusivamente pelo Configurador de Tributos. Um exemplo prático dessa estratégia foi a implementação do ICMS Monofásico, que já foi disponibilizada apenas nessa nova arquitetura.
Com a publicação da Emenda Constitucional 132/2023 e posteriormente da Lei Complementar 214/2025, que definem o novo modelo da Reforma Tributária no Brasil, ficou ainda mais claro que o sistema precisaria evoluir para uma estrutura mais flexível e preparada para mudanças profundas no modelo de cálculo de tributos. Por esse motivo, a estratégia do produto passou a considerar o Configurador de Tributos como a base exclusiva para suportar os novos tributos (CBS e IBS) e também as adaptações necessárias nos tributos existentes durante o período de transição.
Importante destacar que, considerando o impacto operacional para os clientes, a TOTVS decidiu manter o cadastro de TES ativo até a expedição da Release 12.1.2710 com expedição prevista para Out/2027, respeitando o ciclo de vidas nas releases anteriores, inclusive esta estratégia foi uma das pautas do Webinar TOTVS Responde - Reforma Tributária - DFe feita em 05/03/2026 e disponível em nosso canal do Youtube.
Essa decisão está diretamente relacionada à extinção completa do PIS e COFINS prevista para Dezembro/2026 e à alteração do comportamento do IPI nesse mesmo período. O objetivo dessa definição é justamente evitar que clientes invistam esforço de migração para tributos cuja extinção é iminente.
Por outro lado, é importante considerar que tributos como ICMS e ISS deverão passar por alterações relevantes durante a fase de transição da reforma tributária. Já existem manifestações oficiais de Estados indicando, por exemplo, que os novos tributos poderão compor a base de cálculo do ICMS em determinados cenários. Esse tipo de mudança impacta diretamente a lógica de cálculo tributário e exige que as regras fiscais sejam revisadas, independentemente da tecnologia utilizada anteriormente.
Ou seja, mesmo que os tributos atuais tenham previsão de extinção futura, o período de transição da reforma exigirá revisões estruturais nas regras fiscais das empresas. Nesse contexto, o Configurador de Tributos foi desenvolvido justamente para oferecer uma estrutura mais moderna, flexível e preparada para acompanhar essas mudanças legislativas de forma mais rápida e segura.
Para maior transparência, destacamos que essas e outras informações sobre como o TOTVS Backoffice Linha Protheus vem tratando a Reforma Tributária podem ser consultadas no portal oficial de legislação da TOTVS, disponível em:
https://espacolegislacao.totvs.com/protheus-reforma-tributaria/
Agradecemos novamente pelo feedback. Ele é fundamental para continuarmos aprimorando nossas soluções e a forma como apoiamos nossos clientes diante das mudanças trazidas pela reforma tributária.
Réplica do consumidor
13/03/2026 às 17:47
Boa tarde,
Com certeza o configurador de tributos veio para ajudar, em nenhum momento foi dito o contrário. Também não disse nada referente aos impostos novos, esses com certeza já devem nascer no configurador de tributos. Aliás, clientes novos também já devem ser obrigados a começar no configurador de tributos. Esses não foram os pontos da reclamação.
E sim, estou ciente que estenderam para 2610 o suporte misto, mas isso não resolve a questão do ICMS e ISS.
O ICMS por exemplo vai até 2033 e também tem data de extinção eminente.
A justificativa que vocês estão dando de tem que modernizar, é que para vocês é mais fácil empurrar para o cliente as custas e esforços para migrar os cadastros, do que pegar a equipe de desenvolvimento para trabalhar em prol do cliente com relação a isso.
Vocês tem aproximadamente 3 mil desenvolvedores, e estão optando por gerar descontamento para os clientes ( mais um entre muitos ) do que manter o legado de algo que vocês mesmos criaram por mais 6 anos (2027 a 2033).
Muitas empresas querem abandonar o ERP Protheus, mas sabem porque não migram? Pois são décadas de processos e cadastros feitos, ou seja, tem empresas que não migram de ERP por conta do legado cadastral e ferramental que foi adaptado a empresa, ou seja, é melhor ficar com ERP em prol de um legado, do que arcar com as custas e esforços de mudar, e vocês, com toda sua sabedoria celestial da terra de Oz acham que é mais fácil migrar o cerne fiscal da empresa para outro lugar por causa de não querer manter um legado misto.
O fato de não querer manter o legado do TES para que ele morra de velhice junto com seu respectivo imposto (ICMS, ISS e afins) é um caos generalizado para as empresas.
E o pior, as duas ferramentas são de vocês. O TES existe a décadas e já foi adaptado para atender inúmeras novidades fiscais, vai cair a mão de vocês adaptá-lo junto com o configurador de tributos por mais 6 anos? (2027-2033)
Vocês acham que os bancos não tiram o cobol porque gostam dele? Porque é moderno? Porque não tem outras tecnologias melhores? Não! Eles não tiram por legado, e o legado tem peso, e mudar é caro!
De novo, o configurador de tributos com certeza é maravilhoso e será um Az na manga do ERP, além de ser infinitamente melhor que o TES. A questão não é a ferramenta, é o legado cadastral e o custo da mudança, aqui cabe a analogia do cobol!!
Para complementar, a questão toda é revoltante não porque é obrigado a mudar de uma ferramenta para outra, mas sim, porque essa mudança vai custar caro para a empresa e ser jogada fora em 2033 com a extinção do imposto.
Se esses impostos não fossem acabar, e por ventura a Totvs desse um prazo para ir mudando, mudaríamos e os impostos ficariam lá até sabe quando, décadas talvez. Mas não, esses impostos vão acabar e vocês querem que a empresa migre porque não estão afim de manter a ferramenta legada trabalhando com a nova.