O que aconteceu
Toyota, até quando os moradores terão que suportar o alarme da concessionária Kinto em Rio Claro?
Como uma empresa do porte da Toyota permite que uma concessionária vinculada à sua marca desrespeite uma regra tão básica de convivência: o direito ao sossego?
A concessionária Kinto, em Rio Claro (SP), mantém um alarme que dispara constantemente, a qualquer hora, causando incômodo e perturbando a tranquilidade de quem mora nas proximidades. Não estamos falando de um episódio isolado, mas de uma situação recorrente, que transforma o que deveria ser um mecanismo de segurança em uma fonte permanente de perturbação.
É inadmissível que uma empresa de alcance mundial não consiga resolver um problema dessa natureza. A finalidade de um alarme é proteger um patrimônio, não transferir o custo dessa proteção para os moradores vizinhos, que não têm qualquer responsabilidade sobre o estabelecimento.
Vivemos em uma época de recursos tecnológicos avançados, sistemas inteligentes e inteligência artificial. Como uma empresa desse porte não consegue implementar um sistema que identifique disparos indevidos, diferencie uma ocorrência real de uma falha e interrompa os acionamentos repetitivos, sem submeter a vizinhança a esse transtorno?
E faço uma pergunta bastante simples: por que esse alarme não toca na residência do gerente ou do proprietário da empresa a cada vez que dispara? Será que, se o incômodo fosse sentido diretamente por quem tem a responsabilidade de resolver o problema, essa situação já não teria sido solucionada?
Os moradores não são responsáveis pela segurança da concessionária e não podem ser obrigados a conviver indefinidamente com um alarme que dispara a toda hora. Segurança patrimonial não pode servir de justificativa para ignorar o direito ao sossego alheio.
Por isso, recorro à Toyota para cobrar uma providência efetiva. Não basta encaminhar uma resposta protocolar ou prometer que o caso será verificado. É necessário que a empresa cobre da concessionária Kinto de Rio Claro a identificação da causa dos disparos e a adoção de uma solução definitiva.
Espero que a Toyota trate este caso com a seriedade que sua marca exige, respeitando não apenas seus clientes, mas também os cidadãos que vivem no entorno de seus estabelecimentos.
O que se pede não é nenhum privilégio: é respeito, responsabilidade e o cumprimento de uma regra elementar de convivência em sociedade.