O que aconteceu
Estou registrando esta reclamação porque, depois de meses respondendo e-mails, enviando documentos, procurando notas fiscais antigas, prestando esclarecimentos e tentando resolver essa situação de boa-fé, cheguei ao meu limite com a forma como essa tratativa foi conduzida.
Recebi uma notificação de auditoria de licenças do SketchUp, enviada pelo escritório Kasznar Leonardos em nome da Trimble, alegando supostas utilizações irregulares do software vinculadas à minha empresa.
Desde o primeiro momento, eu não ignorei a notificação e não me recusei a colaborar.
Respondi aos e-mails, encaminhei notas fiscais de licenças adquiridas anteriormente, apresentei informações sobre a estrutura do meu escritório, computadores, colaboradores e diferentes períodos da minha trajetória profissional. Também solicitei repetidamente informações técnicas para conseguir entender de onde estavam vindo os acessos atribuídos à minha empresa.
Inclusive, diante da preocupação com ocorrências vinculadas ao meu domínio que eu não conseguia reconhecer, registrei um Boletim de Ocorrência em 10/07/2026 e encaminhei o documento ao próprio escritório responsável pela auditoria.
Mesmo contestando as ocorrências apresentadas, eu nunca me recusei a buscar uma solução.
Expliquei inúmeras vezes a realidade da minha empresa. Sou um escritório pequeno, atualmente trabalho com apenas uma estação e historicamente adquiro o SketchUp Pro, modalidade que atende ao meu fluxo de trabalho.
Não realizo renderizações internamente, não utilizo V-Ray e terceirizo imagens em CGI ou utilizo ferramentas de inteligência artificial pagas. Portanto, não existe necessidade operacional para que meu escritório utilize a versão Studio. Tudo isso também foi informado durante a tratativa.
Mesmo assim, a Trimble apresentou como condição para encerrar a composição extrajudicial a aquisição de uma licença anual SketchUp Studio, sob o argumento de que a aquisição teria caráter reparatório.
Eu continuei colaborando.
Em 22/07, informei que mantinha meu interesse em resolver a situação de forma amigável e proceder à regularização da licença, mas que naquele momento não tinha condições financeiras para fazer a aquisição imediatamente e pedi prazo para conseguir realizá-la.
Fui então atrás de revendedores autorizados e procurei uma solução que estivesse dentro da realidade financeira da minha pequena empresa.
E eu efetivamente COMPREI UMA LICENÇA OFICIAL DO SKETCHUP PRO, por meio de revendedor autorizado, recebi a Nota Fiscal e encaminhei o comprovante.
O SketchUp Pro não é uma modalidade estranha ao produto: a própria documentação atual do SketchUp apresenta o Pro e Studio como modalidades de assinatura disponíveis. O SketchUp Pro, repito, é justamente a modalidade que sempre adquiri e que atende à minha atividade profissional.
Achei que, depois de meses colaborando e de finalmente adquirir uma nova licença oficial, conseguiríamos encerrar a situação.
Para minha surpresa, aconteceu exatamente o contrário.
Fui informada de que a licença Pro que eu havia acabado de comprar não seria aceita para encerramento da tratativa, porque a Trimble exigia especificamente uma licença Studio.
As alternativas apresentadas foram: fazer o upgrade da licença Pro que eu acabara de adquirir para Studio ou permanecer com a Pro e comprar também uma Studio.
E é justamente neste ponto que considero toda essa situação extremamente frustrante.
Eu já havia comprado uma licença oficial. Por que, depois de meses colaborando, eu deveria ser obrigada a adquirir uma modalidade significativamente mais cara, com recursos que não fazem sentido para a realidade da minha empresa, como única condição para encerrar essa tratativa?
Não sou uma grande empresa com dezenas de estações. Hoje tenho uma estrutura enxuta e cada investimento precisa ser compatível com minha realidade financeira e com aquilo que efetivamente utilizo.
Mesmo assim, novamente respondi. Mesmo não concordando com tudo isso, pois as alegações do usos indevido das 04 maquinas que foram apresentadas, nenhuma delas eram IMACS sob o meu uso.
Em 14/09 deixei expressamente registrado que a aquisição da licença Pro não significava reconhecimento das quatro ocorrências apontadas no relatório técnico, cuja vinculação integral à minha empresa eu continuava contestando. Ainda assim, pedi que reconsiderassem a situação levando em conta minha estrutura atual, meu histórico de licenciamento, a licença oficial recém-adquirida e todos os esclarecimentos que já havia prestado.
A resposta foi novamente a manutenção da exigência do Studio.
Além disso, posteriormente afirmaram que eu teria formalmente aceitado em 22/07 a aquisição do SketchUp Studio.
Discordo dessa afirmação.
Minha mensagem de 22/07 dizia que eu mantinha interesse em resolver amigavelmente a situação e proceder à regularização da licença, solicitando prazo porque não possuía condições financeiras para realizar a aquisição imediatamente. Essa é a mensagem que consta na própria troca de e-mails.
Depois de todo esse histórico, em 29/09 recebi um novo e-mail informando que, diante da ausência de nova resposta, a tratativa extrajudicial estava sendo encerrada sem resolução e que o caso seria encaminhado ao Departamento Jurídico da Trimble para análise de eventuais medidas legais.
Estou extremamente indignada com a situação.
Durante meses eu:
- respondi aos contatos;
- forneci documentos;
- apresentei notas fiscais;
- expliquei minha estrutura e meu histórico;
- solicitei esclarecimentos técnicos;
- registrei e encaminhei Boletim de Ocorrência;
- procurei revendedores autorizados;
- e, por fim, comprei uma nova licença oficial do SketchUp e encaminhei a respectiva Nota Fiscal.
Não me recusei a utilizar software licenciado. EU COMPREI UMA LINCENÇA OFICIAL!
O que eu não considero razoável é que toda essa colaboração seja insuficiente porque eu não aceitei comprar exatamente a modalidade mais cara exigida na composição, uma versão que não corresponde às necessidades da minha operação e que representa um investimento muito superior para uma empresa pequena como a minha.
Depois de meses tentando resolver amigavelmente, a sensação que ficou é extremamente desagradável: não importa quantos documentos eu apresente, quanto eu explique minha operação ou mesmo que eu compre uma licença oficial; se eu não comprar especificamente o Studio, a questão não se encerra.
É justamente essa condução que estou questionando publicamente.
Solicito que a Trimble reveja o meu caso de forma individualizada, proporcional e transparente, considerando todo o histórico de colaboração, as licenças oficiais que já adquiri, minha estrutura real de trabalho e também as contestações apresentadas em relação às ocorrências que deram origem à auditoria.
Enquanto a Trimble não responder às solicitações que fiz diretamente à empresa, considero inadequado continuar sendo pressionada pelo escritório de advocacia KASNAR LEONARDOS ADVOCACIA, para apresentar respostas ou quaisquer posicionamento dentro de prazos por ele estabelecidos, caso seja de fato este escritório esteja representando da Trimble, neste assunto. Todos as comunicações relacionados ao caso estão preservados.