O que aconteceu
Estou aqui na Unifor, bloco O, odontologia, para uma radiologia dentária do meu filho de 5 anos, autista, nível 2 de suporte. Aonde encontrei obstáculo atitudinal, além de não ter uma estrutura acolhedora para crianças com deficiência, inclusive no âmbito do espectro. Enfim, ficamos à espera deste exame que estava marcado para 7:30, e fomos atendidos quase às 9h. Devido à profissional, com sua alta insensibilidade e ignorância, colocou outras pessoas que não eram prioridade máxima à frente, além de uma outra que ela dizia ser prioridade máxima, mas, no entanto, não aparentava ter mais de 80 anos. Depois, desta, colocou mais duas outras que não estavam dentro da prioridade, por pura ignorância, preconceito, talvez não quisesse atender uma criança autista. Notei repulsa e muito despreparo da parte da profissional. A criança, quando entrou, já estava sobrecarregada, chorando, porque também não tinha um ambiente acolhedor. A profissional, a todo tempo, questionava a criança quando dizia que estava sentindo dor. Porque a criança tem hipotonia global, devido a muito tempo na mesma posição, sem que o exame fosse concluído, passou a doer a coluna, e a profissional sempre indagando que a criança estava mentindo. Contudo, não obteve êxito no exame e ela foi logo dizendo que, quando essa panorâmica não dá certo, realizam um tipo bem evasivo, que quanto mais a criança chora, melhor, o que deu a entender que aquela era a real intenção. Todavia, gostaria de deixar aqui a minha aversão a esses tipos de comportamentos preconceituosos, desrespeitosos, imorais, desumanos. Vou buscar fazer o exame no âmbito particular. A falta de conhecimento é a pior de todas as barreiras, a insensibilidade se sobrepõe. Nunca pensei que fosse passar isso, logo na Unifor, que é considerada uma boa universidade de Fortaleza. Espero sinceramente que melhore no atendimento ao público autista no bloco da odontologia, porque é um público do cotidiano de todos, e que tem que haver conhecimento e preparação para lidar.