Falha no atendimento e falta de suporte da Vale em estação de trem resultou em trauma para passageira e filha.

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Belo Horizonte - MG

24/08/2026 às 11:11

ID: 257213917

A minha experiência com a Vale - Trem de Passageiros começa em 10/06/26, data a qual eu comprei os bilhetes de ida e volta para uma viagem ESPECIAL, ÚNICA E PLANEJADA. Era o início de um momento marcante, estaria viajando SOZINHA PELA PRIMEIRA VEZ com minha filha de 14 anos. Comprei os bilhetes com saída de Belo Horizonte (saída: 07h) para a estação Pedro Nolasco, em Cariacica, Vitória. E no dia 14/06/26 realizei a compra do retorno, saindo de Pedro Nolasco (saída: 18h) para Belo Horizonte. Tudo organizado e planejado, nos hospedamos em um AirBnb próximo às praias que iríamos conhecer e a 15 minutos da estação Pedro Nolasco. Foram 4 dias lindos, deliciosos e marcantes, que infelizmente, com o pior desfecho que poderia ter. No dia do retorno, saímos do apartamento que estávamos hospedadas às 17h, porém vários imprevistos aconteceram naquele dia: alguns acidentes e engarrafamentos nos fizeram chegar na estação exatamente às 17:49h. A porta de acesso estava fechada e NESTE MOMENTO, não havia NINGUÉM para nos orientar. Não havia uma escuta, uma análise no atraso embora o horário da partida fosse às 18h, é comunicado que o embarque seria até às 17:45h. E dessa forma fria e distante de qualquer consideração com o HUMANO, a VALE me colocou ali naquele ambiente: pela porta de vidro, víamos os passageiros entrando no trem, ainda parado, a cerca de 8 passos de onde estávamos. Gritamos (haviam outros desafortunados naquela situação), imploramos, suplicamos por PELO MENOS UM ATENDIMENTO. Nada. Os minutos se passavam e meu coração batia acelerado em compasso. Enquanto o embarque ia acontecendo, VÁRIOS motoristas clandestinos nos cercaram, nos intimidando com palavras de ordem: ENTREM NO MEU CARRO AGORA E EU LEVO VOCêS ATÉ A PRÓXIMA ESTAÇÃO, É A ÚNICA OPÇÃO!. TENHO 35 ANOS DE TRABALHO AQUI E NUNCA ELES PERMITIRAM A ENTRADA APÓS O HORÁRIO, SEU TEMPO ESTÁ ACABANDO, VOCÊ PRECISA ENTRAR NO MEU CARRO AGORA!. Eu já estava desesperada nesse momento e ao olhar para minha filha, assustada, agarrada ao meu braço, mãos geladas, eu percebi que o horror estava apenas começando. Eu perguntei para um desses senhores: Mas qual o valor que vocês cobram para esse translado? E qual garantia, se a gente chegar lá e o trem já tiver passado?. Me respondeu: 300,00, moça. Não tem garantia não, tem que ir agora!. Olhei para o lado e um carro saiu cantando pneus.. Me lembrei imediatamente das orientações repassadas durante a viagem de trem BH/Vitória, para que não fizéssemos transportes clandestinos e que deveríamos realizar apenas viagens por aplicativos. Achei confusa a orientação da empresa dentro do seu trem estar em completo desacordo no que acontece ali, NA SUA PORTA, NA VIDA REAL. Eu continuava ali, tentando entender o que seria feito com a nossa situação. O relógio se aproximava de 18h, o embarque de passageiros de fato, acabava. Eu fui tomada pela perplexidade: como assim eu estava ali, sendo deixada para trás com uma criança de 14 anos, em um lugar ermo, com pessoas agressivas, histéricas e ameaçadoras? Pensei: vai vir alguém da Vale conversar com a gente e remarcar nossos assentos para o próximo trem, só pode. Mas o tempo ia passando e nada, não tinha UM FUNCIONÁRIO DA VALE para nos receber, entender o que havia acontecido e nos orientar para a solução do problema que estávamos vivendo. Me senti extremamente desamparada e violentada (sim, uma mulher descobre na vida os vários tipos de violência possíveis sobre sua existência e aquele momento era mais um) e liguei para a Polícia. Foi em vão, me informaram que, como não havia a outra parte no local (A VALE) não poderiam enviar uma viatura, me orientaram a ir na delegacia mais próxima para registrar o BO. Eu olhei para minha filha, ela estava desolada, desesperada. Optei por seguir ali, na crença que A VALE seria responsável por nossas vidas naquele contexto de sua inteira responsabilidade. Nesse momento, já era quase 18:30h 18:30h, o segurança da estação Pedro Nolasco, se aproxima da porta de vidro de acesso, abre ela lentamente para escutar os nossos questionamentos. Ele confirma que não há NINGUÉM RESPONSÁVEL PELA VALE ALI NAQUEL LUGAR e quando disse moço, o que eu faço agora?, ele sorriu, calmamente e disse: da próxima vc chega mais cedo. E fechou a porta. Fim. Era essa a resposta que eu tinha naquele momento aterrorizante: eu não tinha o apoio da polícia, não tinha o apoio da VALE e estava ali, sozinha com minha filha de 14 anos sem saber o que fazer. O lugar estava escuro e já com poucas pessoas e iniciei uma crise severa de ansiedade. Foram momentos de pânico e tensão, onde meu marido, de BH, conseguiu conduzir a situação. Consegui falar com o proprietário do Airbnb, que autorizou nosso retorno imediato para suas dependências. Foi pura sorte ele já não ter novas locações e conseguir nos receber. Chamei um carro por aplicativo e meio a tanto choro, perplexidade e revolta, fui realizando ligações, uma atrás da outra, para o tal canal de comunicação da empresa. Em todas as minhas tentativas de saber o que fariam comigo e com minha filha, me foi repetido o que eu já sabia: que o embarque encerrava 15 minutos antes de cada partida, que esta informação está nos bilhetes e que eu teria até um ano para remarcar a viagem. Em momento algum deram solução para o fato de eu estar sozinha, com uma criança, em outro estado, sem apoio, sem saber o que fazer, como eu iria voltar e onde eu ficaria até resolver toda a situação. Não existe um planejamento PARA A VALE DE CUIDAR DAS PESSOAS E DE SUA EXPERIÊNCIA QUE ESTÁ SOB SUA RESPONSABILIDADE PARA A VALE, OS PASSAGEIROS SÃO APENAS NÚMEROS E NÃO VIDAS. Eu consegui regressar para o apartamento onde estava e consegui comprar uma passagem de ônibus para o dia seguinte. O custo financeiro disso ficou em torno de R$1.000,00, mas o impacto emocional de tudo isso foi IMENSURÁVEL. Para além da crise de ansiedade que tive e que custou a passar dado o contexto de estar sozinha em outro estado com minha filha e com a infinidade de agressões que passamos eu estava DEVASTADA pelo desfecho da primeira viagem sozinha com minha filha. Eu não canso de repetir: uma viagem necessariamente planejada e aguardada, dada a alta busca pelo passeio ofertado pela empresa VALE. Os retornos que tive da VALE, incluindo na Ouvidoria, foram padronizados e taxativos: que o embarque se encerrava 15 minutos antes de cada partida, que esta informação está nos bilhetes e que eu teria até um ano para remarcar a viagem. Não existia uma ESCUTA ATIVA, UM ACOLHIMENTO, UMA FLEXIBILIDADE. É no mínimo, uma irresponsabilidade uma empresa dessa envergadura não compreender o tamanho do impacto na vida das pessoas uma operação como essa a qual se presta realizar: tanto para o positivo, como para o negativo, quando se nega a operar com o mínimo de HUMANIDADE. O meu intuito com esse registro, não é reaver o meu prejuízo financeiro. Muito menos minimizar o transtorno e desfecho caótico e traumático ao qual me fez viver junto a minha filha isso seria impossível! Mas eu busco por REPARO REAL E EFETIVO: QUE A VALE COMPREENDA SEU PAPEL NESSA OPERAÇÃO E SUA RESPONSABILIDADE COM AS VIDAS QUE MOVIMENTA; ENTENDA QUE SÃO SERES HUMANOS COM SONHOS, HISTÓRIAS E PLANEJAMENTOS FEITOS. É preciso deixar PELO MENOS UM FUNCIONÁRIO VALE em casa estação, para que análise de atrasos IMPREVISTOS ACONTECEM A TODO MOMENTO E CONTINUARÃO A ACONTECER com sensibilidade e atenção. É inadmissível que isso volte a acontecer e essa aqui é minha última tentativa antes de iniciar mais uma etapa traumática que a Vale vai me obrigar a fazer se não for escutada da forma correta: um longo, moroso e custoso processo judicial, porque AS VIDAS IMPORTAM!

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