O que aconteceu
No dia 30 de setembro de 2026, por volta das 16:30h, fui até a unidade do supermercado Verdemar localizada na Rua Fernandes Tourinho, n 471, bairro Funcionários, Belo Horizonte/MG.
Vou a essa unidade com frequência e, até então, tinha sido bem atendido. Mas, o que ocorreu nesse dia me deixou extremamente chateado devido à conduta exagerada de quatro funcionários.
Ao chegar na loja, logo na entrada, peguei uma bala mentos e a coloquei no bolso, com a intenção de manter as mãos livres enquanto realizava as demais compras. Em seguida, fui até a padaria do estabelecimento.
Como havia, inicialmente, apenas um atendente na padaria, permaneci algum tempo na fila até ser atendido. Na minha vez, peguei um saco com pães de queijo, segui para o caixa, efetuei o pagamento e estava prestes a deixar o estabelecimento.
Nesse momento, ainda dentro da loja, uma colega de trabalho me ligou solicitando que eu também comprasse pastéis para ela.
Assim, retornei à padaria, peguei a fila novamente, pedi os pastéis, efetuei o pagamento deles no caixa e estava saindo do local.
Nesse momento quatro seguranças do supermercado Verdemar me cercaram para realizar uma abordagem, dizendo que eu não havia pago pela bala que estava em meu bolso.
Imediatamente, reconheci que realmente havia me esquecido de pagá-la e informei que retornaria ao caixa para resolver a questão. Entretanto, os seguranças passaram a agir de maneira cada vez mais agressiva.
Bem na entrada do supermercado, em frente aos caixas e diante de diversos clientes que se encontravam no local, os funcionários disseram que eu deveria acompanhá-los ou seria pior. Além disso, passaram a me segurar pelo braço, embora eu, em nenhum momento, tentei fugir ou evadir do local.
Mais uma vez, tentei conversar com os seguranças. Pedi que não me segurassem pelo braço, pois não havia qualquer necessidade, e reiterei que havia pagado por todos os demais produtos. A bala havia permanecido em meu bolso por mero ESQUECIMENTO, e que retornaria ao caixa para efetuar o respectivo pagamento.
Como resposta, os seguranças fizeram novas ameaças. Por causa de uma bala, disseram que eu deveria acompanhá-los até uma sala, sem informar o que aconteceria naquele local, sob o argumento de que isso seria para EVITAR CONSTRANGIMENTO. Caso contrário, segundo eles, ligariam para o 190 e todos iríamos até a delegacia.
Diante disso, não vendo qualquer necessidade de ser conduzido àquela sala, uma vez que a situação poderia ser solucionada mediante o simples pagamento da bala no caixa, já cansado daquela situação, afirmei novamente que ou realizaria o pagamento diretamente no caixa ou preferia que os funcionários acionassem a polícia.
Afinal, tratava-se de uma situação decorrente de um simples esquecimento, que reconheci prontamente e informei que estava disposto a resolver desde primeiro momento. A situação poderia ter sido solucionada de maneira tranquila e razoável. No entanto, os funcionários optaram por adotar uma postura cada vez mais intransigente e agressiva.
Inconformados com a minha recusa em acompanhá-los, os seguranças me CARREGARAM pelo braço, ME CONSTRANGENDO na frente de diversos clientes que estavam presentes no estabelecimento, justamente na entrada, de frente para os caixas, e me conduziram coercitivamente até uma sala.
Sim, todo esse movimento ocorreu porque, apesar de ter pagado os pastéis e os pães de queijo, realmente me esqueci de pagar por uma bala. Mesmo tendo reconhecido meu erro e manifestado, desde o primeiro momento, minha intenção de retornar ao caixa para efetuar o pagamento, os funcionários foram capazes de me levar obrigado até a sala.
Somente após ao chegarmos ao referido local os funcionários informaram que, segundo o procedimento da empresa, primeiro precisariam entrar em contato com o supervisor para "solicitar autorização" para prosseguir com o pagamento do produto.
Assim, um dos funcionários ligou para o supervisor para, enfim, solicitar a autorização. Inclusive durante a ligação, o segurança chegou a afirmar que EU estaria arrumando confusão.
Mas por qual razão EU estaria arrumando confusão? Por que eu queria resolver a situação indo diretamente ao caixa para efetuar o pagamento da bala? Por que eu não queria ceder à coação exercida pelos quatro seguranças? Por que eu questionava a necessidade de ser levado àquela sala?
A primeira providência que adotei ao perceber tinha esquecido de pagar pela bala foi informar a eles que pretendia retornar ao caixa para solucionar a questão. Por essa razão, não via necessidade de ser conduzido até uma sala quando poderia resolver a situação diretamente no caixa.
Os funcionários do supermercado Verdemar somente me informaram que seria necessária uma "autorização" do supervisor para proceder o pagamento depois que me carregaram até a sala.
Evidentemente, tudo o que eu pretendia naquele momento era solucionar a situação e evitar maiores desgastes. Por isso, esclareci que, se os seguranças simplesmente tivessem me informado previamente que não seria possível realizar o pagamento diretamente no caixa porque primeiro precisavam entrar em contato com o supervisor para obter autorização, eu teria compreendido a situação e acompanhado os funcionários de imediato.
No entanto, a resposta de um dos seguranças foi: Você queria o quê? Que te recebesse com flores? Esse é o procedimento da empresa!
Obviamente, eu não trabalho no supermercado Verdemar e, portanto, não tem como eu adivinhar quais são os procedimentos internos da empresa sem me informem antes.
Além de não terem me informado que o pagamento dependeria de autorização prévia do supervisor, os funcionários optaram por me submeter a uma abordagem coercitiva e ameaçadora, me carregando contra a minha vontade até uma sala.
Lá, finalmente, trouxeram uma máquina de cartão para que eu realizasse o pagamento da bala, EXATAMENTE a providência que eu havia solicitado desde o início para solucionar a questão.
Porém, após o pagamento, os funcionários não permitiram que eu ficasse com a nota fiscal, sob a justificativa de que eles precisavam do documento para realizar lançamento no sistema.
Em resposta, informei que, embora o comprovante de pagamento fosse documento de propriedade do consumidor (de minha propriedade), não me oporia a que os funcionários permanecessem com ele, desde que eu pudesse tirar uma fotografia do comprovante para meus próprios registros.
Ainda assim, os seguranças não permitiram sequer que eu fotografasse o meu próprio comprovante de pagamento referente à bala.
Cansado de toda a situação, mesmo sabendo que meu direito de obter o recibo estava sendo violado (da mesma forma que outros tantos diretos também foram violados diante as condutas desproporcionais dos seguranças) e percebendo que os funcionários não estavam dispostos a estabelecer diálogo razoável (postura que mantive durante todo o "episódio"), preferi deixar o local, apenas para evitar que o desgaste e o constrangimento sofridos se prolongassem ainda mais.
Hoje liguei para o setor responsável pela segurança do supermercado Verdemar e fiz uma reclamação comunicando a atitude dos quatro funcionários. Disseram que me dariam um retorno posteriormente. Vou aguardar para ver qual será a resposta do superior do departamento sobre esse momento tão desnecessário, que poderia ser facilmente resolvido, mas tornou-se caótico pela conduta exagerada dos seguranças.