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Meu Volkswagen Taos 2025 teve as pastilhas traseiras totalmente gastas e danificou os discos em menos de 20.000 km

Volkswagen

cidade: Joinville

O que aconteceu

Sou proprietário de um Volkswagen Taos 2025, comprado 0 km em maio de 2025, com todas as revisões feitas na rede autorizada. Na revisão de 20.000 km, realizada na concessionária Vox, em 23/10/2026, com o veículo a 19.990 km, o mecânico da própria concessionária constatou, em vídeo, que:

- As pastilhas dianteiras ainda estão em meia-vida;

- As pastilhas traseiras estão totalmente gastas, sem material de atrito;

- O desgaste já marcou o disco de freio, que também precisará ser substituído.

Questionada sobre a causa, a concessionária informou que o desgaste se deve ao freio de estacionamento eletrônico.

Esse desgaste não é compatível com o uso normal do veículo:

O padrão de desgaste está invertido. Segundo a Jurid, fabricante de componentes de freio, e a imprensa especializada, o freio dianteiro responde por 70% a 80% da frenagem, e o traseiro é menos exigido, com trocas de pastilhas mais espaçadas. No meu veículo, as traseiras acabaram enquanto as dianteiras ainda estão na metade. Se a causa fosse o modo de condução, as dianteiras teriam se desgastado primeiro.

Mesmo considerando a distribuição eletrônica de frenagem, que em carros modernos pode exigir um pouco mais do eixo traseiro, fontes técnicas consideram anormal quando as pastilhas traseiras se desgastam duas vezes mais rápido que as dianteiras. É exatamente o caso do meu veículo.

A própria concessionária apontou um componente do veículo como causa. O freio de estacionamento eletrônico atua com o carro parado. Funcionando corretamente, não deveria gastar as pastilhas. Se o desgaste é causado por ele, há mau funcionamento de um componente, e isso não é desgaste natural.

O freio é um item de segurança. Rodar com pastilhas sem material, já danificando o disco, compromete a frenagem e poderia ter colocado em risco a minha família, que utiliza o veículo diariamente. Isso aconteceu dentro do intervalo de revisão recomendado pela própria Volkswagen, sem que eu tivesse como perceber o problema antes.

Não é um caso isolado. Há diversas reclamações públicas de proprietários do Taos com o mesmo problema, especificamente nas pastilhas traseiras e nas mesmas quilometragens, o que indica uma questão do produto, e não do uso individual.

O veículo está dentro da garantia contratual de 3 anos. Solicito:

A análise técnica do freio de estacionamento eletrônico e das pinças traseiras, com leitura dos códigos de falha;

A substituição em garantia das pastilhas, dos discos e de qualquer componente defeituoso, sem custo;

caso a Volkswagen mantenha a recusa, a justificativa técnica por escrito, explicando como as pastilhas traseiras podem se esgotar antes das dianteiras em uso normal.

Tenho os vídeos gravados na concessionária, com a avaliação do mecânico, e posso enviá-los no atendimento.

Referências técnicas:

Jurid, via portal O Mecânico (distribuição de 70% na dianteira e 30% na traseira): https://omecanico.com.br/revisao-de-freios-deve-incluir-avaliacao-de-todos-os-componentes-afirma-especialista/

AutoPapo (80% da frenagem na dianteira; trocas traseiras mais espaçadas): https://autopapo.com.br/noticia/tamanho-freio-traseiro/

Syl (vida útil tí[Editado pelo Reclame Aqui] de pastilhas dianteiras e traseiras; desgaste traseiro rápido como indício de problema no mecanismo de estacionamento): https://www.syl.com.br/post/freio-dianteiro-e-traseiro-por-que-eles-desgastam-em-velocidades-diferentes

Phoenix Systems, em inglês (desgaste traseiro duas vezes maior que o dianteiro como sinal de anormalidade): https://phoenixsystems.co/blogs/company-news-tips/why-are-my-rear-brakes-wearing-faster-than-the-front