O que aconteceu
ABUSIVIDADE E CONTRADIÇÃO Repetição de Negativa de Exame com Precedente Autorizado e Atendimento Recente na Mesma Clínica
Venho registrar minha profunda indignação com a Fundação Assefaz devido ao bloqueio e negativa de atendimento ocorrida no dia de hoje (02/10/2026) no consultório da médica que faz meu exame, Dra. Paula Albuquerque, onde eu realizaria os exames essenciais de colposcopia e citologia oncótica via rede indireta (UNIMED).
A negativa recebida hoje é pautada exatamente no mesmo motivo infundado do ano passado (2025), o que torna a conduta da operadora não apenas abusiva, mas completamente contraditória, conforme os fatos abaixo:
1. O Precedente de 2025: No ano passado, enfrentei exatamente o mesmo problema de recusa de autorização para esta mesma médica sob a alegação de restrição da rede própria. Naquela ocasião, após registrar reclamação formal detalhando a ausência de prestadores aptos no meu município de residência e os protocolos de atendimento (*****, ***** e *****), a Assefaz reconheceu o meu direito e liberou o atendimento, permitindo a realização dos exames na rede indireta.
2. A Contradição com o Atendimento desta Semana: Para agravar o absurdo da situação atual, nesta mesma semana eu fui atendida em consulta médica no mesmíssimo consultório da Dra. Paula Albuquerque, só que para consulta com a Dra Sheila, utilizando a rede UNIMED, sem qualquer tipo de impedimento. Não há qualquer lógica ou respaldo regulamentar em permitir a consulta na mesma clínica e, dias depois, negar os exames preventivos decorrentes dela sob pretextos que já foram superados administrativamente no ano passado.
Como beneficiária residente fora da capital, a regra de exclusividade de rede própria da Assefaz não se aplica ao meu caso, dada a óbvia escassez de alternativas viáveis locais. O ato de hoje interrompe de forma arbitrária um acompanhamento ginecológico preventivo anual que já havia sido consolidado e autorizado anteriormente.
Diante do evidente erro sistêmico e da conduta contraditória da operadora, exijo a imediata liberação da guia de autorização para a realização da colposcopia e citologia com a Dra. Paula Albuquerque.
Caso o plano persista em ignorar o histórico e o próprio precedente que criou, a demanda será encaminhada imediatamente como denúncia na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para aplicação das penalidades cabíveis.
Ressalto, ainda, que sou uma pessoa autista (TEA). Toda essa desorganização logística, a quebra abrupta de uma rotina de cuidados médicos já estabelecida e a necessidade de passar por desgastes repetitivos para garantir um direito básico geram uma sobrecarga sensorial e emocional imensa. Ser submetida a essa constante peregrinação e ter o atendimento negado diretamente na recepção do consultório causa um constrangimento que adoece e agrava significativamente meus níveis de estresse e ansiedade. O plano de saúde tem a obrigação legal e humanitária de garantir um atendimento digno, sem impor barreiras burocráticas que desestabilizem a saúde mental e o bem-estar de beneficiários neurodivergentes.
No aguardo de providências urgentes.
Atenciosamente,
Elizabeth Regina Tschá