CAIXA Seguradora nega indevidamente indenização DPVAT para vítima com sequelas permanentes de acidente de trânsito.

Em réplica
Santa Luzia do Paruá - MA
09/06/2026 às 13:09
ID: 250910697
Venho, na qualidade de procuradora da vítima, registrar total indignação com a postura da CAIXA Seguradora diante da negativa do pedido de indenização DPVAT, mesmo havendo ACIDENTE DE TRÂNSITO COMPROVADO, internação hospitalar, tratamento médico e sequelas permanentes devidamente documentadas.
A justificativa apresentada pela seguradora chega a ser absurda e desumana. A vítima sofreu grave traumatismo craniano decorrente de acidente automobilístico em 2022, permaneceu internada, passou por procedimento cirúrgico, evoluiu com sequelas neurológicas permanentes, perda auditiva, crises epilépticas e incapacidade laboral, conforme laudos médicos recentes anexados ao processo.
A CAIXA tenta desconsiderar toda a realidade clínica da vítima apenas porque houve alta hospitalar em 08/12/2022, ignorando completamente que ALTA HOSPITALAR NÃO SIGNIFICA CURA E NEM ENCERRAMENTO DO TRATAMENTO. A vítima continuou em acompanhamento médico especializado durante os anos seguintes, realizando exames, consultas e tratamentos contínuos, justamente em razão das sequelas permanentes deixadas pelo acidente.
Os próprios documentos médicos apresentados comprovam claramente o nexo causal entre o acidente e o quadro atual da vítima, inclusive laudos de neurologista e otorrinolaringologista emitidos em 2025 e 2026 confirmando epilepsia pós-traumática, encefalomalácia pós-trauma, perda auditiva permanente e incapacidade para atividades laborais. Ainda assim, a seguradora insiste em criar obstáculos administrativos para negar um direito legítimo.
Além disso, é extremamente grave a alegação genérica de reprovação de metadados do BAM, sem qualquer demonstração técnica concreta, sem perícia documental e sem oportunizar contraditório. A seguradora simplesmente lança uma acusação vaga e utiliza isso como fundamento para negar um benefício social destinado justamente às vítimas de acidentes de trânsito.
O DPVAT possui natureza social e foi criado para amparar vítimas, não para submetê-las a tratamento burocrático abusivo e interpretações restritivas que ignoram a condição humana do segurado.
A postura da CAIXA demonstra total falta de razoabilidade, sensibilidade e boa-fé administrativa, especialmente diante de uma vítima que permanece convivendo diariamente com sequelas neurológicas graves decorrentes do acidente.
Solicitamos a imediata reanálise do pedido, com observância da documentação médica apresentada e respeito aos direitos da vítima, sob pena de adoção das medidas judiciais cabíveis, inclusive comunicação aos órgãos de fiscalização e controle.
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Resposta da empresa
11/06/2026 às 12:16
Olá, Marta!
Entendemos a sua necessidade e queremos te informar algo importante.
Como o seu pedido se refere a um benefício em nome de outra pessoa, por segurança e obedecendo a legislação, não podemos compartilhar as informações. Isso representaria quebra de sigilo bancário e só podemos fazer isso quando há autorização legal ou decisão judicial.
Por isso, para que possamos ajudar da melhor forma, é importante que o próprio titular do benefício faça o registro da reclamação.
Se você é procurador ou representante legal, o atendimento pode ser realizado presencialmente em uma agência da CAIXA, mediante apresentação dos documentos que comprovem essa condição. Mesmo com o envio da procuração, não é possível verificar sua autenticidade por este canal.
Agradecemos a oportunidade de falar com você.
Equipe CAIXA
Réplica do consumidor
15/06/2026 às 15:45
Eu, *****, venho manifestar minha profunda indignação e revolta com a forma desrespeitosa e desumana com que a CAIXA Seguradora vem tratando o meu pedido de indenização do DPVAT.
Esta não é a primeira reclamação realizada. Minha procuradora já apresentou contestação detalhada, acompanhada de documentos médicos e argumentos técnicos, porém, mais uma vez, a CAIXA ignorou completamente os fatos e manteve uma negativa injusta, demonstrando total falta de sensibilidade com a situação de uma vítima de acidente de trânsito.
Sofri um grave acidente automobilístico em 2022, com traumatismo craniano, internação hospitalar e necessidade de procedimento cirúrgico. Em decorrência desse acidente, evoluí com sequelas neurológicas permanentes, crises epilépticas, perda auditiva e incapacidade para atividades laborais, fatos amplamente comprovados por exames e laudos médicos.
É absolutamente revoltante verificar que a CAIXA insiste em ignorar toda a realidade clínica enfrentada por mim, utilizando como fundamento para a negativa apenas o fato de ter recebido alta hospitalar em 08/12/2022, como se alta significasse cura ou encerramento do tratamento.
Tal conclusão é absurda e completamente dissociada da realidade. O meu tratamento não terminou em 2022. Permaneci em acompanhamento médico contínuo durante os anos seguintes, realizando consultas, exames e tratamentos especializados em razão das sequelas deixadas pelo acidente.
Existem diversos documentos médicos anexados ao processo que comprovam de forma inequívoca que o tratamento se estendeu até o ano de 2026, incluindo laudos recentes emitidos por especialistas, que confirmam a existência de epilepsia pós-traumática, encefalomalácia decorrente do traumatismo craniano, perda auditiva permanente e limitações incapacitantes diretamente relacionadas ao acidente sofrido.
Mesmo diante de toda essa documentação, a CAIXA prefere ignorar a verdade dos fatos e insistir em uma interpretação restritiva e desumana, como se uma vítima que convive diariamente com sequelas permanentes pudesse simplesmente ser considerada curada porque recebeu alta hospitalar anos atrás.
Também causa extrema preocupação a alegação genérica de reprovação dos metadados do BAM, utilizada para justificar a negativa sem qualquer demonstração técnica concreta, sem esclarecimentos e sem oportunizar o contraditório. A seguradora faz uma acusação vaga e, a partir dela, tenta afastar um direito garantido às vítimas de acidentes de trânsito.
O DPVAT possui natureza social e foi criado justamente para amparar pessoas que tiveram suas vidas profundamente afetadas por acidentes. Infelizmente, a postura adotada pela CAIXA demonstra total falta de razoabilidade, boa-fé e humanidade, submetendo a vítima a uma verdadeira via-crúcis burocrática.
Sinto-me desrespeitada, humilhada e abandonada por uma instituição que deveria assegurar direitos e não criar obstáculos para negá-los.
Diante da ausência de solução administrativa, mesmo após reclamação anteriormente apresentada por minha procuradora, EXIJO a imediata reabertura e reanálise do meu pedido, com a devida consideração de toda a documentação médica existente, inclusive aquela que comprova a continuidade do tratamento até o ano de 2026.
Não estou pedindo favor. Estou exigindo o reconhecimento de um direito legítimo, amparado por provas médicas e pela própria finalidade social do seguro DPVAT.
Caso a negativa injusta seja mantida, adotarei todas as medidas cabíveis perante o Poder Judiciário, bem como junto aos órgãos de defesa do consumidor e de fiscalização competentes, para que sejam apuradas as reiteradas condutas abusivas praticadas pela seguradora.
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