Dificuldade para quitar empréstimo Caixa Tem, cobranças indevidas e juros abusivos

Em réplica
Arcos - MG
11/02/2026 às 17:30
ID: 240479403
Há tempos venho tentando quitar algumas poucas parcelas de um empréstimo realizado no app Caixa Tem. Ainda bem que vim tirando prints conforme orientação de atendente via telefone. Tentei pagar várias vezes, o aplicativo informou que não havia contrato vigente (conforme prints), liguei para o serviço de atendimento e, depois de muito tempo consegui falar com alguém. Para minha surpresa, a informação foi a mesma: "no sistema não consta nenhum contrato vigente no seu nome".
Meu nome foi parar no Serasa justamente por essa covardia e confusão toda causada pela própria Caixa. Depois da primeira reclamação, recebi um aviso de baixa de dívida, e, no mesmo dia, a mesma inclusão (o que é proibido de acordo com o CDC).
Fui até a agência e tive zero de surpresa. De acordo com a gerente, o valor emprestado na época da pandemia (a juros baixos) deve ser resolvido direto com o governo, uma vez que a Caixa apenas serviu como canal entre o consumidor e o empréstimo (o que sabemos que é conversa sem fundamento).
Entrei no app de novo e não há opção para renegociar. Vendo os valores das parcelas atuais, lhes pergunto: "Em que país vocês vivem? Com essa carga tributária, inflação absurda e políticos incompetentes, em quê vocês se baseiam para quase 100% de aumento no valor da primeira parcela em atraso? Chega a ser risível!
Quero realizar os pagamentos dentro daquilo que manda a lei, mas, a lei do consumidor e não o regimento absurdo que ligitima um absurdo de juros assim. Onde já se viu u.a parcela de sessenta e poucos reais virar mais de trezentos reais? Na época peguei R$500,00 paguei 8/12 parcelas, e uma, apenas uma parcela (das quatro em atraso), ficou quase o valor do empréstimo todo.
Isso sem contar os juros das outras parcelas.
Vocês impossibilitam o acesso, a renegociação, aplicam taxas exorbitantes, e ainda inserem meu CPF em órgãos de proteção.
Resumo do quadro: a Caixa, de maneira covarde, mantém meu nome nos órgãos de proteção ao crédito, não negocia e cobra juros absurdos para quitar a dívida, que, segundo a instituição, só recebe de uma vez.
Não quero deixar de pagar, porém, espero um mínimo de respeito por parte da Caixa com relação a todas essas questões.
Caso o justo não seja feito, não vou procurar mais resolver essa questão e vou deixar como está. Meu nome continuará sujo, e, em algum momento, sei que a Justiça vai olhar pra mim, e o que eu puder fazer para fazer valer essa covardia toda, eu vou fazer.
Um dia é da caça, ou da Caixa.. o outro..
Att; Antonio.
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Resposta da empresa
12/02/2026 às 15:10
Olá, Antônio!
Verificamos que você é titular de contrato de Microcrédito CAIXA Tem.
Seu contrato de Microcrédito Produtivo FGM está vinculado ao SIM Digital, uma linha de crédito da CAIXA com garantia do Fundo Garantidor de Microcrédito (FGM).
Conforme a Lei Nº 14.438, de 24 de agosto de 2022 e regra estabelecida contratualmente, quando o contrato SIM Digital ultrapassa 350 dias de atraso, o Fundo Garantidor assume o contrato. Nesse caso, não é mais possível pagar as parcelas atrasadas ou futuras, apenas quitar o contrato integralmente.
Mesmo com a intervenção do Fundo Garantidor, a obrigação de pagar o contrato permanece.
Para regularizar seu contrato, é necessário comparecer a uma de nossas agências e efetuar o pagamento integral do saldo devedor atualizado.
A informação de "pago" que aparece no aplicativo não significa quitação da dívida, mas sim uma migração de base que ocorre após o prazo de atraso mencionado.
Destacamos que a migração não resulta na quitação do contrato, de forma que a dívida permanece ativa, sendo devido o seu pagamento, bem como o apontamento nos órgãos de proteção ao crédito.
Agradecemos a oportunidade de falar com você.
Equipe CAIXA
Réplica do consumidor
13/02/2026 às 14:34
Então vamos resolver isso na justiça e se nem a justiça resolver, não haverá pagamento algum. Onde já se viu, uma parcela de pouco menos de R$ 70,00 se tornar quase R$ 300,00? É um absurdo saber que bancos possuem legislação própria e que podem fazer o que querem com o consumidor. Hoje, de acordo com a consulta que fiz, o valor final de pouquíssimas parcelas em atraso somadas já está no valor do dobro do que peguei emprestado. Vamos para a justiça e se nem lá resolverem, não haverá pagamento. Deixo prescrever, fico com o nome sujo por cinco anos, mas não pago um absurdo desse.
Att; *****.