Não respondida

Sem Desempenho global

CBF - Confederação Brasileira de Futebol

cidade: Belo Horizonte

O que aconteceu

Não entendemos porque os times brasileiros não podem jogar com todos 22 atletas, só jogam os titulares (que estão todos lesionando porque é como se não existisse reservas). Falta nível de rendimento dos 22 jogadores do elenco com Periodização Tática, no gerenciamento de carga de alta intensidade (MD+1) e na automação dos modelos de jogo. Não pode ter modelo de compensação de carga no MD+1 (Match Day + 1). Porque enquanto os titulares fazem recuperação passiva ou ativa no dia posterior à partida, os reservas deveriam realizar sessões de altíssima intensidade tático-física (Small-Sided Games/Jogos Reduzidos). O Departamento de Performance não existe para ajustar o treino de modo a fazer o reserva atinjir métricas de GPS (distância percorrida em alta velocidade e acelerações) equivalentes às do jogo, impedindo a perda de ritmo metabólico e neuromuscular. [Editado pelo Reclame Aqui] Os times brasileiros não podem fazer gols sem ser rasteiro porque não sabem. Falta modelo de jogo sistêmico com jogo de posição, Gegenpressing e/ou intensidade de transição, a função deveria se sobressair ao indivíduo. O reserva entra em campo sem saber os gatilhos de pressão e ocupação de espaço e isso aumenta a dependência da virtude individual. Falta reenquadramento cognitivo (Finishers) os clubes de ponta trabalham psicologia do elenco para eliminar o estigma do "banco". O reserva deveria ser preparado como finisher (finalizador do plano de jogo), treinado para explorar o desgaste físico do adversário nos 30 minutos finais, porque isso não pode ocorrer? O calendário asfixia e falta especialistas em logística porque 70 a 80 jogos por ano e longas deslocações, o tempo de campo é consumido por recuperação física dos titulares e viagens. O tempo para treinar o coletivo com os reservas é muito reduzido. Falta combater a descompensação metabólica porque o titular sofre por sobrecarga de minutos, enquanto o reserva sofre por sub-estímulo. Sem o ambiente de jogo ou treinos simuladores de alta intensidade no dia pós-jogo, o reserva perde capacidade metabólica e tempo de reação. Há muita dependência do talento individual e quando uma peça chave sai, o sistema perde identidade por falta de automação repetida nos treinos e isso é falha dos dirigentes de todos times brasileiros, dos técnicos e da CBF.

Falta microciclo MD+1 (pós-jogo) com treino de alta densidade tática e física para simular demandas do jogo real. Não pode ter estrutura tática em todos times brasileiros fazendo sistema permanecer (troca-se a peça, mantém-se a função e os gatilhos). Falta equilíbrio fisiológico com manutenção de limiares neuromusculares equivalentes entre todos os 22 atletas. Falta descentralizar os treinos e otimizar as janelas de viagem. Não pode ter logística bifurcada de elenco (Split Squad Strategy) com deslocamento seletivo. Viajar com apenas 18 a 20 atletas com real probabilidade de atuar faz os reservas ficarem sem perspectiva imediata de jogo permanecem no Centro de Treinamento de origem. Falta núcleo técnico fixo no Centro de Treinamento, o grupo remanescente tem que treinar sob o comando de um auxiliar técnico fixo e de um preparador físico dedicado de modo a realizar microciclos normais de alta intensidade (MD-1, MD e MD+1), sem desgaste inútil de viagens e sem perda metabólica. Falta protocolo MD+1 In Loco (Treino na Cidade da Partida) porque a janela de fretamento inteligente é: em vez de embarcar de madrugada após o jogo o que priva os atletas de sono reparador e inviabiliza o treino , o voo de retorno é agendado para a tarde do dia seguinte (MD+1).

Falta sessão de compensação local. Na manhã pós-jogo, os reservas que viajaram e jogaram poucos minutos deveriam realizar sessão de alta densidade tática e física (Small-Sided Games) na própria cidade visitante. Falta rede de reciprocidade e Hubs Regionais. Não tem aliança de infraestrutura interclubes com convênios formais entre clubes para compartilhamento de Centros de Treinamentos, campos e academias nas principais capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Salvador, Fortaleza e Brasília). Falta uso de tecnologias portáteis de monitoramento (GPS, plataformas de força sem fio e kits de bioanálise rápida) para que a sessão de compensação realizada fora do Centro de Treinamento principal alimente instantaneamente o sistema central de dados do clube. Falta escalonamento da Comissão Técnica com rotatividade de Staff. A comissão técnica deveria operar em sistema de relevo. O treinador principal deve focar no plano de jogo imediato, enquanto o departamento de performance gerencia individualmente a carga dos atletas sub-estimulados, alinhando a função tática cobrada pelo treinador principal.