O que aconteceu
Já havia registrado reclamações junto à Ouvidoria do CBTEA sobre falhas recorrentes de comunicação, mudanças de profissionais sem aviso prévio e falta de transparência no acompanhamento terapêutico da minha filha, que é autista.
Após essas manifestações, participei de uma reunião com um representante chamado Matheus e solicitei uma informação básica: quem seria a terapeuta responsável pelo atendimento da minha filha às sextas-feiras, após a mudança do profissional que a acompanhava. Até hoje, essa pergunta não foi respondida.
Em 31/08, a própria clínica enviou uma mensagem informando expressamente que o horário de sexta-feira seria liberado. Por esse motivo, deixamos de comparecer às sextas-feiras: não por uma decisão nossa, mas porque o CBTEA havia retirado esse horário da grade.
Minha filha continuou frequentando o atendimento de terça-feira e esteve normalmente na clínica em 15/09. Na semana anterior, em 08/09, ela faltou porque estava com febre alta. A ausência foi comunicada e, no dia seguinte, a própria clínica confirmou por mensagem que a justificativa havia sido registrada.
Mesmo assim, em 18/09, recebi outra mensagem dizendo que, devido à continuidade do absenteísmo, seria necessário liberar o horário fixo do paciente. A clínica não informou qual horário estaria sendo retirado. Como a sexta-feira já havia sido liberada pelo próprio CBTEA, a mensagem dá a entender que agora pretendem retirar também a terça-feira.
A situação é absurda e constrangedora. A clínica retira o horário de sexta-feira, não responde quem seria a nova terapeuta e depois envia uma nova cobrança como se a família tivesse simplesmente deixado de comparecer. Além disso, desconsidera que minha filha esteve presente na terça-feira e que a única ausência recente nesse dia ocorreu por febre alta, com aviso e justificativa registrados.
Estamos falando de uma adolescente autista. Mudanças de profissionais e de horários precisam ser conduzidas com previsibilidade, responsabilidade e comunicação clara. Em vez disso, a família recebe mensagens genéricas, ameaças de retirada de atendimento e nenhuma resposta objetiva às perguntas feitas.
Solicito que o CBTEA esclareça publicamente:
se o atendimento de terça-feira foi retirado;
a qual horário se refere a mensagem enviada em 18/09;
quais ausências foram utilizadas para justificar a decisão;
se a clínica contabilizou como faltas as sextas-feiras posteriores à retirada do horário;
por que o comparecimento de 15/09 foi ignorado;
quem seria a terapeuta de sexta-feira;
e por que essa informação continua sem resposta.
Também solicito o registro completo de frequência da minha filha, com as datas, terapias e profissionais responsáveis.
O que não aceito é que a própria clínica retire um horário e depois responsabilize a família por não ter comparecido, utilizando isso para justificar a possível retirada de outro atendimento.