O que aconteceu
Registro minha profunda indignação com o EBRADI, instituição que demonstrou, ao longo de toda a minha experiência como consumidora, um nível inaceitável de desorganização administrativa, despreparo dos funcionários, informações contraditórias e absoluto desrespeito ao consumidor.
O que deveria ser uma relação contratual pautada pela transparência, boa-fé e profissionalismo transformou-se em uma sucessão de transtornos, desgastes emocionais e situações que jamais deveriam ocorrer em uma instituição de ensino.
Apresenta uma deficiência evidente na comunicação entre seus próprios setores. Cada funcionário fornece uma informação diferente, orientações são transmitidas sem a devida verificação e procedimentos administrativos tornam-se processos intermináveis, marcados por contradições, retrabalho e ausência de resolutividade.
É inadmissível que uma instituição que oferece formação na área jurídica demonstre tamanha fragilidade no cumprimento de obrigações elementares relacionadas à informação, ao atendimento e à gestão contratual.
Após um processo extremamente desgastante, que me causou sofrimento, choro, frustração e significativo abalo emocional, finalmente consegui obter a confirmação do encerramento do meu contrato.
Ressalto que essa confirmação não decorreu de uma interpretação unilateral. A PRÓPRIA INSTITUIÇÃO entrou em contato comigo pelo WhatsApp e confirmou expressamente que meu contrato seria encerrado SEM APLICAÇÃO DE MULTA RESCISÓRIA.
Na mesma oportunidade, questionei especificamente a existência de mensalidades ou quaisquer outras pendências financeiras. A instituição informou que havia realizado as verificações internas necessárias e assegurou que não existiam valores pendentes nem cobranças relacionadas ao encerramento contratual.
Toda essa comunicação está documentada, conforme os registros de WhatsApp anexados à reclamação.
Diante dessa confirmação, considerei a questão definitivamente encerrada.
Entretanto, para minha absoluta perplexidade, CONTINUO RECEBENDO E-MAILS, MENSAGENS E LIGAÇÕES TELEFÔNICAS DE COBRANÇA, contrariando diretamente aquilo que a própria instituição confirmou.
Como uma instituição assegura expressamente a inexistência de pendências financeiras e, posteriormente, continua cobrando o consumidor?
Qual é a credibilidade de uma organização cujos próprios funcionários não conseguem fornecer informações consistentes sobre a situação contratual de seus alunos?
Quantas vezes o consumidor precisa explicar, comprovar e questionar uma situação que a própria instituição já declarou resolvida?
A situação ultrapassou os limites de um simples equívoco operacional. Trata-se de uma sucessão de falhas que evidencia ausência de integração entre os setores, deficiência na gestão das informações contratuais e desrespeito às legítimas expectativas criadas pelas declarações da própria instituição.
O Código de Defesa do Consumidor, especialmente em seus artigos 6, inciso III, e 30, estabelece o direito à informação adequada e a vinculação do fornecedor às informações suficientemente precisas prestadas ao consumidor. O artigo 42 também impõe limites às práticas de cobrança, vedando constrangimentos e ameaças.
Não é aceitável que a instituição transfira ao consumidor a responsabilidade de solucionar inconsistências que deveriam ser administradas internamente.
Outro episódio demonstra o despreparo no atendimento.
Recebi uma ligação de cobrança aproximadamente às 18h55, faltando cinco minutos para o encerramento do expediente informado pela própria atendente.
Naquele momento, eu estava dirigindo e expliquei educadamente que não tinha condições de consultar e fornecer o número de protocolo imediatamente, mas que conseguiria fazê-lo em aproximadamente dez minutos.
A resposta da atendente foi que o atendimento se encerraria às 19h.
É impressionante a falta de bom senso.
A PRÓPRIA INSTITUIÇÃO decidiu realizar o contato faltando cinco minutos para o encerramento de seu expediente e esperava que eu interrompesse meu deslocamento para atender imediatamente às suas exigências administrativas.
Meu expediente profissional havia terminado às 18h. Eu estava em deslocamento e, mesmo sem obrigação de atender àquela ligação naquele instante, optei por fazê-lo com educação.
O horário de encerramento do atendimento é uma questão de organização interna do IBRADI, não uma responsabilidade do consumidor.
Esse episódio representa exatamente o padrão de atendimento que venho enfrentando: falta de preparo, ausência de sensibilidade, comunicação inadequada e incapacidade de oferecer soluções efetivas.
O desgaste provocado por essa relação ultrapassou qualquer experiência razoável de consumo.
Precisei investir tempo, energia e equilíbrio emocional para conseguir algo que deveria ter sido resolvido de maneira objetiva e profissional: o encerramento de um contrato.
Quando finalmente recebi a confirmação de que tudo estava regularizado, imaginei que não precisaria mais lidar com a instituição.
Entretanto, as cobranças continuam.
NÃO ADMITO QUE A DESORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA DO EBRADI CONTINUE INTERFERINDO NA MINHA ROTINA, COMPROMETENDO MINHA TRANQUILIDADE E EXIGINDO QUE EU ESCLAREÇA REPETIDAMENTE UMA SITUAÇÃO QUE A PRÓPRIA INSTITUIÇÃO DECLAROU ENCERRADA.
A confiança na instituição foi completamente comprometida.
Uma organização que oferece serviços educacionais deve demonstrar responsabilidade, coerência e respeito às obrigações assumidas perante seus consumidores. Minha experiência demonstrou precisamente o contrário.
Diante dos fatos apresentados, EXIJO:
1. Confirmação definitiva e por escrito do encerramento do meu contrato, conforme anteriormente informado pela instituição.
2. Reconhecimento formal da inexistência de multa rescisória, mensalidades pendentes ou quaisquer outros valores relacionados ao contrato encerrado, nos termos da confirmação documentada por WhatsApp.
3. Interrupção imediata das cobranças que contrariem o encerramento contratual e a inexistência de pendências anteriormente confirmados.
4. Atualização dos registros internos, inclusive perante eventuais empresas terceirizadas responsáveis por cobranças, para impedir novos contatos relacionados a valores já declarados inexistentes.
5. Confirmação de que não houve inscrição negativa em órgãos de proteção ao crédito em decorrência dessas cobranças e, caso tenha ocorrido algum registro indevido, sua imediata regularização.
6. Resposta formal, objetiva e conclusiva, acompanhada da comprovação das providências adotadas, sem informações genéricas ou novas contradições entre os setores.
7. Cessação dos contatos telefônicos, mensagens e e-mails de cobrança referentes ao contrato encerrado, preservadas as comunicações estritamente necessárias à solução desta reclamação.
Possuo registros documentais das informações prestadas pela própria instituição, especialmente quanto ao cancelamento contratual e à inexistência de obrigações financeiras remanescentes.
Não estou solicitando um favor ou uma concessão excepcional. Estou exigindo que a instituição respeite aquilo que seus próprios representantes confirmaram.
O mais grave não é a ocorrência isolada de um problema administrativo, mas a incapacidade demonstrada pela instituição de solucioná-lo definitivamente, mesmo após sucessivos contatos e confirmações expressas.
Não tenho qualquer interesse em restabelecer vínculo com o EBRADI. Desejo exclusivamente que meu contrato permaneça definitivamente encerrado, que as informações anteriormente prestadas sejam respeitadas e que cessem as cobranças e os contatos indevidos.
O CONSUMIDOR NÃO DEVE SER OBRIGADO A SUPORTAR INDEFINIDAMENTE A DESORGANIZAÇÃO DE UMA INSTITUIÇÃO, TAMPOUCO A COMPROVAR REPETIDAS VEZES AQUILO QUE ELA PRÓPRIA JÁ RECONHECEU.
Espero uma solução definitiva, documentada e compatível com a gravidade dos fatos relatados.
Não aceitarei novas respostas contraditórias, transferências de responsabilidade entre departamentos ou promessas de regularização que não se concretizem.