O que aconteceu
Título: 5h30 de retenção com criança, sem assistência e com manobra de bitrem que colocou minha família em risco
Na noite de 12/10/2026 e madrugada de 13/10/2026, levei cerca de 5 horas e meia para realizar um trajeto sentido Santos que normalmente demora aproximadamente 40 minutos. Cheguei a Santos às 3h30 da manhã, sozinha com meu filho de 4 anos e minha cachorra de 14 anos.
A retenção começou ainda na Imigrantes, na bifurcação de acesso à Interligação Planalto, onde todos os veículos sentido litoral eram direcionados obrigatoriamente para a Anchieta. A fila continuou pela Interligação até o acesso à Anchieta. A descida da serra foi pela Anchieta, pois a Imigrantes estava indisponível para descida.
Minha viagem havia começado às 11h da manhã, em Ilhabela. Não atribuo à Ecovias os atrasos anteriores na balsa e na Tamoios. Esse contexto explica meu estado de exaustão após deixar meu namorado em São Paulo e seguir sozinha para Santos.
Ficamos horas retidos sem receber assistência e sem informação útil sobre quando sairíamos dali. Meu filho passou fome e sede. Não tínhamos acesso a comida e água.
Em alguns pontos do acostamento, havia carros parados com o pisca-alerta ligado, com pessoas tentando descansar ou dormir. Onde o acostamento estava livre desses veículos, outros motoristas passavam para ultrapassar a fila em velocidade muito superior à do trânsito parado.
Em meio à neblina, eu não me sentia segura para parar, ligar o pisca-alerta e desembarcar com meu filho ou minha cachorra. Temia que um veículo atingisse a traseira do meu carro ou nos atropelasse. Não conseguia atender às necessidades básicas dos dois em segurança. Minha cachorra acabou urinando sobre si mesma e chegou a Santos molhada de urina.
Tive uma crise de ansiedade. Depois de chegar, não consegui dormir em razão da ansiedade e, no dia 13/10, não consegui comparecer ao trabalho. O impacto continuou depois da viagem e afetou minha saúde, meu descanso e minha rotina profissional.
Meu namorado me acompanhava pelo telefone e procurou informações pelo WhatsApp divulgado pela Ecovias, pelo perfil da concessionária no X e pelo site oficial. Apesar das tentativas, não conseguiu esclarecimentos suficientes sobre as condições de passagem ou a perspectiva de liberação.
No WhatsApp, o atendimento informou que nossa solicitação não se enquadrava como SOS e encerrou a conversa sem esclarecer a situação nem oferecer encaminhamento efetivo.
No site, a Imigrantes aparecia com tráfego normal sem deixar clara, na informação consultada, a indisponibilidade da descida. A indicação de lentidão na Anchieta não traduzia as horas de retenção e os períodos de completa imobilidade.
Não afirmo que inexistiam boletins publicados. A reclamação é que os canais consultados não nos forneceram informação clara, suficiente e útil para compreender a situação e obter apoio.
Informações públicas registram um engavetamento às 17h23 no km 47 da Anchieta, com bloqueio total durante parte do atendimento e posterior liberação parcial. Às 22h04, o boletim oficial ainda registrava Operação Subida 2x8, concentrando a descida na pista Sul da Anchieta.
Como essa configuração foi reavaliada após o acidente? A Ecovias dispõe de contagem de veículos, câmeras e monitoramento operacional. Quais dados foram considerados? Quais alternativas foram avaliadas? Por que essa configuração foi mantida?
Reconheço que mudanças de sentido exigem segurança. Se não era seguro ampliar a descida, qual foi o plano para informar e assistir quem permaneceria retido? Quais avisos foram disponibilizados antes do direcionamento obrigatório à Anchieta?
Também observei buracos e irregularidades no pavimento da Anchieta. Minha cobrança é pela conservação da rodovia, e não apenas pelo desconforto pessoal. A tarifa de referência para automóveis nas principais praças do sistema é de R$ 40,60, apontada pela imprensa no reajuste de julho de 2026 como a mais cara do Brasil. O serviço precisa ser compatível com essa cobrança.
Durante o percurso pela Anchieta, presenciei caminhões, inclusive bitrens, mudando de faixa sem espaço suficiente e avançando sobre o espaço dos automóveis.
Em uma dessas situações, um bitrem de grande porte estava na faixa da direita, enquanto eu estava na esquerda. O motorista tentou entrar na minha faixa sem espaço suficiente e passou a deslocar o caminhão lateralmente sobre o espaço ocupado pelo meu carro.
Eu não tinha para onde desviar à esquerda, junto ao limite lateral da pista. Temi ser prensada contra a lateral da serra e interpretei a conduta como intimidação para me obrigar a abrir espaço. Precisei frear e permitir sua entrada à minha frente para evitar uma colisão.
Estava sozinha com uma criança pequena e uma cachorra idosa. Não foi apenas uma discussão: precisei agir para evitar que meu carro fosse atingido por um veículo de grande porte.
Também senti medo de [Editado pelo Reclame Aqui], considerando o histórico de ocorrências divulgado nas rodovias da região de Cubatão. Não houve [Editado pelo Reclame Aqui] comigo; relato o temor que agravou minha ansiedade naquela situação.
Como contexto separado daquela noite, já vivenciei outras situações de quase acidente com caminhões no sistema. Sei que multas e fiscalização competem às autoridades responsáveis, mas quero saber o que a Ecovias faz para monitorar essas condutas, acionar os responsáveis e promover direção defensiva e respeito à sinalização.
Solicito:
1. Explicação documentada sobre a reavaliação e as decisões operacionais após o acidente.
2. Apuração das falhas de atendimento e informação no WhatsApp, no X e no site.
3. Esclarecimentos sobre a assistência disponibilizada durante a retenção e os avisos anteriores ao direcionamento obrigatório à Anchieta.
4. Informação sobre as medidas adotadas diante da circulação irregular pelo acostamento.
5. Verificação das condições de conservação do pavimento.
6. Preservação das imagens disponíveis e orientação para apurar a manobra do bitrem.
7. Esclarecimentos sobre monitoramento, articulação com a fiscalização e conscientização dos condutores de veículos pesados.
8. Tratamento específico do meu caso, considerando os impactos relatados na minha saúde e no trabalho, com orientação para apresentar documentos e solicitar análise de eventual reparação cabível.
9. Providências concretas, com prazos, para evitar a repetição dessas falhas.
Não aceito uma resposta limitada a trânsito de feriado ou houve um acidente. Isso não explica a gestão das horas seguintes, a ausência de apoio, as falhas de informação e as condições de segurança que enfrentamos.
Minha indignação é com a diferença entre o serviço cobrado e a experiência vivida. Minha família merece uma resposta séria, específica e respeitosa.