O que aconteceu
Ligações Abusivas e Desrespeitosas
Venho, por meio desta manifestação, expressar minha profunda insatisfação e indignação com a postura da Editora Abril no que se refere às ligações incessantes, insistentes e, em muitos momentos, desrespeitosas que tenho recebido em meu número de contato. Tais ligações são realizadas com o intuito de oferecer renovação de assinaturas ou produtos aos quais já manifestei, de forma clara e repetida, que não tenho interesse.
O que deveria ser uma abordagem pontual, respeitosa e profissional transformou-se em uma rotina abusiva e desgastante. Em mais de uma ocasião, informei aos atendentes que não gostaria de receber novos contatos, deixando minha posição transparente e inequívoca. Ainda assim, mesmo após tais solicitações, as ligações continuam ocorrendo de forma recorrente, em horários inadequados e em uma frequência que ultrapassa qualquer parâmetro aceitável de relacionamento com o consumidor.
Esse tipo de conduta não apenas fere o bom senso e a ética no trato com o cliente, mas também configura um desrespeito direto ao meu direito de escolha e ao meu tempo, impondo um desgaste emocional desnecessário e uma sensação de invasão da minha privacidade. Ressalto que, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor, o assédio comercial e a insistência abusiva são práticas vedadas, justamente por causarem incômodo e constrangimento.
O que mais chama atenção é que, apesar de já ter esclarecido em diferentes momentos que não tenho interesse em renovar qualquer assinatura ou adquirir qualquer outro produto, a Editora Abril insiste em me submeter a esse ciclo de ligações, como se a minha manifestação de vontade fosse irrelevante. Essa postura demonstra não apenas a ausência de controle interno e de respeito às preferências do consumidor, mas também uma clara falha em adequar seus processos às normas básicas de atendimento.
Torna-se ainda mais grave o fato de que, mesmo sendo uma empresa de porte e renome nacional, a Editora Abril parece ignorar totalmente práticas de governança e compliance que deveriam nortear o relacionamento com clientes. O impacto desse comportamento abusivo é extremamente negativo: em vez de estreitar laços, a insistência exagerada mina completamente qualquer possibilidade de boa vontade ou de retorno futuro como consumidor.
Portanto, exijo providências imediatas, incluindo:
1. A exclusão definitiva do meu contato de qualquer lista de ligações, vendas ou prospecção.
2. O compromisso formal da empresa em respeitar a decisão do consumidor quando este expressa claramente não ter interesse.
3. A revisão dos processos de telemarketing e das métricas de abordagem, para que outros consumidores não sejam submetidos ao mesmo constrangimento.
Deixo registrado que, caso esse padrão de comportamento persista, não hesitarei em acionar os canais competentes de defesa do consumidor, incluindo o Procon e a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), relatando em detalhes a prática abusiva à qual fui submetido. Também me reservo o direito de expor publicamente essa conduta em plataformas de reclamações, redes sociais e, se necessário, em esfera judicial, para que se dê a devida visibilidade ao descaso da empresa em respeitar algo tão básico quanto a manifestação de vontade de um cliente.
Reforço: não se trata de uma reclamação isolada ou de um mero incômodo passageiro, mas de uma sequência repetitiva, abusiva e desrespeitosa de ligações que violam meu direito ao sossego, ao respeito e à autodeterminação como consumidor. É inadmissível que, em pleno século XXI, uma empresa do porte da Editora Abril ainda adote práticas de telemarketing que se aproximam mais do assédio do que de um relacionamento comercial saudável.
Diante do exposto, aguardo resposta formal da Editora Abril, acompanhada das devidas providências e garantias de que tais abusos não voltarão a se repetir.
Reclamações parecidas
4Interações da reclamação
Editora Abril respondeu
27/08/2025 às 14:58
Olá, Paulo. Boa tarde!
Espero que esteja bem.
Sou Larissa, gerente responsável pelo acompanhamento das manifestações registradas no Reclame Aqui pela Editora Abril.
Lamento o transtorno causado pelas ligações que você tem recebido. Gostaria de esclarecer que essas chamadas não são realizadas diretamente pela Editora Abril, mas sim pela empresa GOSAT AVGO TECH LTDA (CNPJ 40.*******.*******/*******23), que presta serviços de telecomunicações para nós e outras empresas.
A AVGO não realiza ligações comerciais por conta própria; sua função é fornecer infraestrutura de telecomunicações. Por isso, se as chamadas vêm identificadas com o nome da AVGO, é porque estamos utilizando os serviços deles para contatar clientes.
Para ajudá-lo a lidar com essas ligações, sugerimos:
Atender à chamada e identificar a empresa responsável, entrando em contato diretamente para resolver o problema.
Solicitar o bloqueio de números indesejados junto à sua operadora de telefonia.
Cadastrar seu número na lista “Não Me Perturbe” https://*******
). O bloqueio entra em vigor em até 30 dias, lembrando que empresas de cobrança ainda podem realizar chamadas para números cadastrados.
Registrar seu número em nossa BLACKLIST interna temporária através do link: https://*******
, para bloquear chamadas provenientes do nosso sistema.
Pedimos desculpas pelos transtornos causados em nome dos nossos prestadores de serviços. Reforçamos que a Editora Abril segue rigorosamente as regulamentações brasileiras e exige o mesmo de seus parceiros, incluindo o respeito à lista “Não Me Perturbe”.
Caso queira solicitar a exclusão de seus dados, envie a solicitação para: *******
Por fim, solicitamos que, considerando estes esclarecimentos, você reencaminhe a reclamação registrada em nome da Editora Abril diretamente à empresa responsável pelas ligações.
Agradecemos sua compreensão e seguimos à disposição para qualquer dúvida adicional.
Desejo uma excelente quarta-feira! 🌷
Atenciosamente,
Larissa Lima
Abril Assinaturas
Consumidor respondeu
28/08/2025 às 16:08
A resposta apresentada pela Editora Abril, ainda que envolta em uma linguagem polida e cordial, é profundamente insatisfatória, evasiva e incapaz de resolver o problema central. Em nenhum momento há uma assunção de responsabilidade clara e direta por parte da empresa, que se limita a terceirizar a questão para uma fornecedora de telecomunicações, como se o incômodo sofrido pelo consumidor fosse apenas um efeito colateral inevitável de sua [Editado pelo Reclame Aqui] de prestadores de serviço.
Primeiro, é importante deixar claro: quem se beneficia comercialmente com tais ligações é a Editora Abril, não a prestadora de telecomunicações. Portanto, é absolutamente inaceitável que a empresa tente deslocar a responsabilidade para um terceiro. O consumidor não tem qualquer relação contratual, comercial ou de interesse com a empresa GOSAT AVGO TECH LTDA. Quem detém a relação com o consumidor, quem utiliza os serviços e quem lucra com a estratégia de abordagem é a Editora Abril. Logo, é exclusivamente a Editora Abril que deve se responsabilizar por impedir tais práticas abusivas e garantir que a vontade do cliente seja respeitada.
Segundo, a resposta apresentada incorre em um equívoco gravíssimo: ao invés de oferecer uma solução definitiva e proativa, transfere para o consumidor a obrigação de realizar uma série de medidas paliativas atender chamadas, identificar o responsável, bloquear números junto à operadora, cadastrar-se em listas como Não Me Perturbe e até acessar sites de terceiros para tentar se proteger. Ou seja, a vítima da prática abusiva é instruída a investir tempo, energia e esforço adicionais para resolver um problema que não deveria sequer existir caso a Editora Abril tivesse processos internos adequados de governança, compliance e respeito ao Código de Defesa do Consumidor.
Essa postura de terceirizar a responsabilidade para o consumidor é um insulto à inteligência de qualquer cliente. Soa como se a Editora Abril dissesse: Nós vamos continuar tentando te ligar, mas você pode se virar para nos bloquear. Essa lógica é inversa, injusta e desrespeitosa. A obrigação de respeitar a vontade do cliente e cessar os contatos parte de quem origina as ligações ou seja, da Editora Abril, independentemente de quais empresas ela contrate para operacionalizar o processo.
Terceiro, a resposta sugere que eu encaminhe a reclamação diretamente à empresa terceirizada, como se fosse aceitável que um consumidor tivesse que gerenciar disputas com fornecedores ocultos contratados pela Abril. Isso é um completo absurdo. A Editora Abril, como beneficiária e demandante do serviço, é a única responsável por exigir de seus fornecedores condutas compatíveis com a lei, com o respeito e com a ética empresarial. Pedir ao cliente que converse com a empresa que liga é, no mínimo, um exercício de negligência e uma tentativa clara de fuga da responsabilidade principal.
Além disso, a nota afirma que a Editora Abril segue rigorosamente as regulamentações brasileiras. Permita-me discordar veementemente: se tais regulamentações estivessem sendo seguidas de fato, eu não teria que insistir reiteradamente para que minha vontade fosse respeitada, nem estaria sendo incomodado por ligações incessantes de renovação que já recusei diversas vezes. Seguir a regulamentação exige não apenas discurso, mas efetividade algo completamente ausente no caso presente.
A opção de solicitar exclusão de dados, apresentada quase como uma carta de alforria, também demonstra uma inversão da lógica. Não deveria ser necessário pedir exclusão de dados para simplesmente ter paz e ver respeitada uma decisão de não renovar. O uso contínuo de dados para importunar um cliente já demonstra, por si só, desvio de finalidade e falta de respeito à autodeterminação informativa garantida pela LGPD.
Por fim, gostaria de registrar a total inadequação do tom da resposta, que, embora educado, encerra-se com um pedido de reencaminhamento da reclamação à empresa responsável pelas ligações. Este tipo de encaminhamento não é aceitável. O consumidor não pode ser transformado em intermediário entre a Editora Abril e suas terceirizadas. A obrigação de corrigir processos, fiscalizar fornecedores e respeitar a vontade expressa do cliente é e sempre será da Editora Abril.
Em resumo: a resposta foi evasiva, incompleta, terceirizou responsabilidades, transferiu o ônus da solução para o consumidor, e não apresentou nenhuma garantia de que a situação não se repetirá. Diante disso, reafirmo minha insatisfação, mantenho minha avaliação negativa e registro que, caso o problema persista, levarei a questão a instâncias superiores, como o Procon, a Senacon e demais órgãos competentes, bem como a exposição pública da conduta para que outros consumidores tenham ciência da postura da empresa.
Reclamação encerrada e avaliada pelo consumidor
Avaliação do consumidor
Problema foi resolvido?NãoVoltaria a fazer negócio?NãoNota do atendimento0Minha experiência com a Editora Abril foi extremamente negativa. O que deveria ser uma simples relação de assinatura se transformou em um verdadeiro tormento. Após diversas vezes informar de forma clara que não tenho interesse em renovar, continuo sendo alvo de ligações insistentes, repetitivas e em excesso, a ponto de se tornarem invasivas e desrespeitosas.O pior é que, mesmo após reclamar formalmente, a empresa terceiriza a responsabilidade para fornecedores de telecomunicação, como se isso justificasse ou diminuísse o incômodo. No fim, quem sofre é sempre o consumidor, que precisa perder tempo atendendo, bloqueando números, cadastrando-se em listas e tomando medidas que jamais deveriam ser necessárias se a Editora Abril realmente respeitasse seus clientes.Por isso, deixo aqui meu alerta: pensem muito bem antes de assinar qualquer coisa da Editora Abril. O risco é acabar entrando em um ciclo sem fim de ligações de renovação, que mais parecem uma armadilha da qual o consumidor nunca consegue sair. Se você valoriza sua tranquilidade, sua privacidade e seu direito de dizer não, recomendo fortemente que evite contratar qualquer serviço da empresa.