O que aconteceu
Prezados,
Contratei com a Egali Intercâmbio um pacote de intercâmbio de três semanas para o Canadá para minha filha, menor de idade. A escolha por uma agência especializada teve como único objetivo garantir assessoria profissional e mitigar riscos em um processo sobre o qual eu não tinha experiência prévia. No entanto, graves falhas de orientação resultaram em um prejuízo financeiro direto e inviabilizaram parte do planejamento original.
A orientação expressa da agência foi solicitar primeiro o visto americano, sob a justificativa de que isso abriria a possibilidade de comprar passagens mais baratas com conexão nos Estados Unidos. Para endossar essa estratégia, a consultora garantiu em reunião de planejamento que "para menores de idade, faz muitos anos que não tenho nenhum visto negado" e que a única forma de negativa seria a falta de comprovação de renda, afirmando que a aprovação para estudantes em férias escolares seria "autojustificável".
Amparados por essa [Editado pelo Reclame Aqui] garantia de aprovação consular, fomos ativamente incentivados pela agência a emitir as passagens aéreas com conexão nos EUA antes mesmo da solicitação do visto. A justificativa institucional foi clara: "se a gente já resolver fazer a matrícula do terrestre de todo mundo e já comprar passagem aérea, é melhor para vocês, que desde já garante os melhores valores". Em nenhum momento fomos alertados de forma transparente sobre os riscos e as multas atreladas a uma eventual negativa do visto. Quando questionei proativamente sobre pressa na compra e multas, a resposta da agência limitou-se a explicar os custos no cenário de uma troca voluntária por passagens mais baratas, omitindo completamente o risco consular de um bilhete já emitido.
O visto americano da minha filha foi negado. Consequentemente, as passagens emitidas via Estados Unidos por recomendação e intermediação direta da Egali tiveram que ser canceladas. A agência isentou-se de qualquer responsabilidade pelas próprias orientações, repassando uma multa de cancelamento de USD 500 da companhia aérea, acrescida da retenção de comissão da própria Egali, gerando um prejuízo de R$ 3.209,40.
Além disso, do estorno parcial aprovado no distrato, recebi apenas uma fração até o momento, restando um saldo pendente de R$ 1.177,40.Entendo perfeitamente que a concessão de vistos é uma decisão soberana do consulado. Contudo, a minha reclamação não é sobre a negativa consular em si, mas sim sobre a falha na prestação do serviço de assessoria (Art. 14 do CDC) e a violação do dever de informação clara, ostensiva e adequada (Art. 6, III, do CDC). A agência desenhou a estratégia de risco, garantiu verbalmente a segurança do processo, intermediou a venda antecipada pressionando por prazos curtos e, agora, tenta transferir o ônus integralmente para o consumidor.
Diante do exposto, solicito: O repasse imediato do saldo pendente do estorno já reconhecido de R$ 1.177,40.O ressarcimento integral do valor de R$ 3.209,40 (referente à multa e comissões retidas), uma vez que a emissão prematura da passagem ocorreu única e exclusivamente por indução e falha de orientação da Egali.
Aguardo uma resolução amigável, razoável e definitiva por este canal.