Funcionária de caixa tratou cliente com autismo de forma desrespeitosa e rude em fila preferencial.

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São Paulo - SP
12/09/2026 às 06:11
ID: 258854079
Sou frequentadora da unidade da Rua Rego Freitas, em São Paulo, e, na última terça-feira, 08/07, por volta das 19h, senti-me extremamente coagida e desrespeitada pela funcionária que estava no caixa.
Sou autista e, por esse motivo, utilizo um fone abafador de ruídos. Entrei na fila preferencial e estava utilizando meu cordão de identificação.
A senhora que estava à minha frente ainda não havia finalizado o processo dela quando ouvi a funcionária me perguntando se poderia passar a minha compra. Eram apenas quatro itens e, inclusive, essa mesma senhora havia se oferecido para que eu passasse à frente dela justamente pela pouca quantidade de produtos que eu tinha.
A funcionária passou os quatro itens e, ao final, solicitei a inclusão do Clube. Nesse momento, ela elevou consideravelmente o tom de voz a ponto de quase gritar e disse: Como assim você está pedindo só agora? Eu já passei tudo e não dá mais.
Eu a interrompi e utilizando minha voz de educadora (trabalho com crianças) disse: Tudo bem, mas você não precisa ser grossa.
Só então, ela abaixou o tom de voz e começou a falar da forma como devemos falar com qualquer pessoa. Em seguida, disse que não estava sendo grossa, apenas tentando me explicar a situação. Também afirmou que, como eu estava utilizando o abafador de ruídos, eu não havia escutado quando ela perguntou sobre o Clube.
Esse ponto é especialmente importante para mim: se a própria funcionária percebeu que eu não havia escutado uma informação, bastaria repetir a pergunta. O fato de eu utilizar um abafador de ruídos não deveria ser motivo para ser rude comigo.
Saí do estabelecimento sem conseguir utilizar o Clube, sentindo-me desrespeitada, constrangida e totalmente desregulada. Por pouco, o episódio não desencadeou uma crise em mim.
Considero especialmente grave que esse tipo de situação tenha acontecido em uma fila preferencial. Pessoas que utilizam esse atendimento podem ter diferentes necessidades e especificidades, que nem sempre são visíveis ou evidentes para quem está atendendo.
Acredito que a empresa deveria oferecer treinamento adequado aos funcionários que trabalham nesse tipo de atendimento, especialmente sobre como lidar com pessoas com deficiência e suas diferentes necessidades.
Não estou questionando o fato de não ter sido possível incluir o Clube na compra. O que considero inadmissível foi a forma como fui tratada diante de uma situação que poderia ter sido resolvida de maneira simples e respeitosa.