O que aconteceu
# FISCHER: QUANDO O PÓS-VENDA É PIOR QUE O DEFEITO DO PRODUTO!
Depois de registrar minha insatisfação com a quebra do botão seletor do forno Fischer Fit Line e questionar a cobrança de mais de R$ 100,00 por uma simples peça plástica, recebi a resposta da empresa.
E, sinceramente, a resposta conseguiu ser ainda mais decepcionante que o próprio problema.
A Fischer limitou-se a repetir que a garantia de 12 meses terminou e que, portanto, a substituição da peça e a mão de obra devem ser pagas pelo consumidor.
Parabéns pela criatividade! Uma resposta burocrática, previsível e que não enfrenta absolutamente nenhum dos questionamentos apresentados.
Vamos aos fatos:
**1. A GARANTIA VENCEU. E DAÍ?**
A empresa parece desconhecer que o Código de Defesa do Consumidor também prevê a responsabilidade por vícios ocultos. O artigo 26, 3, estabelece que, tratando-se de vício oculto, o prazo decadencial começa quando o defeito fica evidenciado.
Portanto, repetir que a garantia contratual terminou não resolve a discussão sobre a origem e a natureza do defeito.
**2. A FISCHER INVESTIGOU A CAUSA DA QUEBRA?**
Não. Não apresentou laudo, diagnóstico, análise técnica ou qualquer elemento que demonstrasse desgaste natural ou mau uso.
Simplesmente transferiu a conta ao consumidor.
**3. MAIS DE R$ 100 POR UM BOTÃO DE PLÁSTICO!**
A empresa também não apresentou qualquer justificativa para o preço da peça. Preferiu dizer que os valores são estabelecidos pelas assistências técnicas e recomendar que eu procure outros estabelecimentos.
Ou seja, além de fabricar e comercializar o produto, a Fischer aparentemente não se considera responsável nem por esclarecer adequadamente o custo de reposição de um componente essencial ao funcionamento do forno.
**4. A SOLUÇÃO DA FISCHER É FAZER O CONSUMIDOR PEREGRINAR!**
A orientação oficial foi procurar outras assistências, solicitar orçamentos e escolher aquele que parecer mais conveniente.
É impressionante como o pós-venda funciona: o consumidor compra o produto, enfrenta o defeito, procura a fabricante e recebe como solução a tarefa de pesquisar onde vai gastar menos para consertá-lo.
Isso não é atendimento. É transferência de responsabilidade.
**MINHA POSIÇÃO É SIMPLES:**
Não estou exigindo um forno novo, nem tentando obter vantagem indevida. Quero uma resposta tecnicamente fundamentada sobre a quebra do componente, uma justificativa para o valor cobrado e uma solução comercial razoável.
A Fischer teve a oportunidade de demonstrar respeito ao consumidor. Preferiu apresentar uma resposta padronizada, escorada no vencimento da garantia, sem enfrentar o mérito da reclamação.
Uma empresa não demonstra qualidade apenas colocando seu logotipo no produto. Demonstra qualidade quando assume responsabilidade pelo que fabrica e oferece um pós-venda minimamente compatível com aquilo que anuncia.
**AFINAL, PARA A FISCHER, UM BOTÃO DE PLÁSTICO VALE MAIS DO QUE A CONFIANÇA DO CLIENTE?**
Depois dessa experiência, minha confiança na marca está ainda mais comprometida.
Fica registrada minha indignação com a postura da empresa e com a completa ausência de uma solução efetiva.