O que aconteceu
GOL permite que passageiros pintem as unhas durante o voo? Falta de intervenção da tripulação me causou dor de cabeça e crise alérgica.
No dia 31/10/2026, viajei pela GOL no voo G3 1328, no trecho Congonhas (SP) Montes Claros (MG), cujo embarque teve início às 08h55. Meu assento era o 30B, e a passageira envolvida estava aparentemente no assento 30A, junto à janela.
Durante a viagem, a passageira começou a pintar as unhas utilizando esmalte dentro da aeronave, em um ambiente fechado e compartilhado com dezenas de outros passageiros.
O odor intenso dos produtos provocou em mim dor de cabeça e exacerbação dos sintomas de rinite. A situação ficou ainda mais desagradável quando a passageira passou a posicionar a mão próxima à saída de ar-condicionado localizada acima de mim, aparentemente com a intenção de acelerar a secagem do esmalte, fazendo com que os vapores fossem direcionados à minha região.
Ressalto que optei por não abordar diretamente a passageira, pois não queria me indispor ou gerar uma situação de constrangimento e conflito durante o voo. Justamente por isso, esperava que a tripulação, ao perceber o ocorrido, tomasse as providências cabíveis.
O que considero especialmente preocupante foi a postura da equipe. As comissárias passaram pelo local, visualizaram a situação e não adotaram qualquer providência para interromper a atividade ou verificar o desconforto causado aos demais passageiros.
É inadmissível que um passageiro tenha que suportar a exposição involuntária a odores intensos e solventes químicos durante uma viagem aérea, especialmente quando a própria equipe responsável pelo bem-estar a bordo presencia a situação e não toma nenhuma atitude.
Não se trata de uma simples questão de preferência pessoal ou intolerância a cheiros. Trata-se de respeito aos demais passageiros, de convivência em um ambiente coletivo e da responsabilidade da companhia em proporcionar condições adequadas durante o transporte.