O que aconteceu
Venho registrar minha profunda indignação e preocupação com a situação enfrentada pelo meu tio Zaqueu Ribeiro no Hospital do Rocio, em Campo Largo, Paraná, nesta quinta-feira, 08 de outubro de 2026.
Meu tio foi encaminhado à unidade hospitalar após apresentar um quadro clínico preocupante, com pressão arterial extremamente elevada, chegando a 22, além de alteração na fala e desvio da boca, sintomas compatíveis com suspeita de acidente vascular cerebral (AVC).
O paciente chegou ao hospital por volta das 14 horas e, até aproximadamente 21h20, permanecia aguardando a disponibilização de um leito e esclarecimentos sobre sua situação clínica.
Segundo as informações que conseguimos obter, foi realizada uma nova tomografia, porém, até aquele momento, não havia sido informado a ele o resultado do exame nem apresentada uma definição clara sobre os próximos procedimentos.
Ressalto que o paciente está sozinho no hospital, sem acompanhante, enquanto seus familiares se encontram em outra cidade, impossibilitados de acompanhar presencialmente a situação. Tentamos contato telefônico com a instituição, mas não conseguimos atendimento.
Durante a espera, meu tio relatou que sua pressão havia sido aferida na chegada, mas não soube informar sobre novas verificações. Também relatou pressão de 19 por 6, após ter apresentado valores extremamente elevados anteriormente.
Somente por volta das 21h20 ele informou ter recebido uma pequena porção de sopa e um comprimido, sem que a família tivesse recebido qualquer esclarecimento sobre a evolução do quadro.
Compreendemos que um hospital pode enfrentar superlotação e dificuldades relacionadas à disponibilidade de leitos. Entretanto, diante de uma suspeita de AVC, é indispensável que o paciente receba acompanhamento compatível com a gravidade do quadro e informações claras sobre as condutas médicas adotadas.
Não estamos exigindo privilégios nem atendimento diferenciado. Estamos cobrando segurança, transparência, dignidade e respeito a um paciente que se encontra sozinho e fragilizado.
A ausência de informações deixa a família extremamente angustiada, especialmente diante da possibilidade de uma condição neurológica grave, na qual o tempo de avaliação e tratamento pode ser decisivo.
Diante disso, solicito formalmente ao Hospital do Rocio:
1. Esclarecimentos sobre a situação assistencial do paciente e a demora na disponibilização de leito.
2. Confirmação de que os exames foram avaliados pela equipe médica responsável.
3. Informações sobre as providências adotadas para o acompanhamento do paciente enquanto aguarda internação.
4. Um canal efetivo de comunicação com a família, observadas as regras de sigilo médico e autorização do paciente.
5. Apuração da dificuldade de comunicação enfrentada pelos familiares.
A saúde e a vida de um paciente não podem ficar sem o devido acompanhamento enquanto se aguarda a disponibilidade de um leito.
Aguardo um posicionamento formal da instituição e, principalmente, providências efetivas para garantir a segurança e a assistência ao paciente.
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4Interações da reclamação
Hospital do Rocio respondeu
13/10/2026 às 09:45
Olá, Sandy!
Agradecemos por compartilhar sua experiência conosco na plataforma do Reclame Aqui. Compreendemos a importância do seu relato e a preocupação com o atendimento do seu familiar.
Como o atendimento envolve o tratamento de dados pessoais e informações protegidas por sigilo médico e pela Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei n 13.709/2018), nossa equipe fez o contato diretamente por e-mail com os esclarecimentos e orientações sobre o caso.
Seguiremos à disposição para o que for preciso por meio dos nossos canais oficiais.
Atenciosamente,
Serviço de Ouvidoria Hospital do Rocio
https://www.hospitaldorocio.com.br/ouvidoria