Não resolvido

RECLAMAÇÃO FORMAL NEGLIGÊNCIA NO ATENDIMENTO DE PRONTO-SOCORRO

Hospital Ipiranga - Mogi das Cruzes

cidade: Mogi das Cruzes

O que aconteceu

Quero registrar uma reclamação sobre uma situação de negligência no atendimento de pronto-socorro que meu marido, *****, precisou no Hospital Ipiranga de Mogi das Cruzes, pelo convênio Amil.

No dia 6 de setembro, domingo, meu marido chegou ao hospital às 6h07 da manhã, horário em que pegou a ficha, necessitando de atendimento de pronto-socorro de emergência.

Ele havia sofrido um acidente de trabalho extremamente grave, no qual foi prensado por uma máquina contra outra máquina. Chegou ao hospital com o rosto bastante machucado, apresentando sangue, hematomas e outros ferimentos. Também estava com o braço machucado, a roupa de trabalho rasgada em vários lugares e apresentava dificuldade para se movimentar, estando em uma cadeira de rodas.

Meu marido passou pela triagem e informou que estava com dor no peito e que havia sentido falta de ar. Inclusive, o próprio enfermeiro responsável pela triagem o ajudou a sair do carro, portanto, teve contato direto com a situação e pôde visualizar as condições em que ele se encontrava.

Apesar disso, meu marido foi colocado para aguardar atendimento, como se não se tratasse de uma situação de emergência.

Cheguei ao hospital às 6h28 e, ao ver a situação, questionei imediatamente as funcionárias da recepção sobre o motivo de meu marido estar aguardando daquela forma. Fui orientada a conversar com o médico.

Fui até o médico e expliquei a situação. Ele disse que já iria chamá-lo. Cerca de um minuto depois, meu marido foi chamado e, assim que o médico o viu na cadeira de rodas e percebeu seu estado, afirmou:

Não era para ele estar aguardando aqui. Ele deveria estar na emergência. O caso dele é emergência.

Somente então meu marido foi levado às pressas para a emergência.

Ou seja, ele permaneceu aproximadamente 25 minutos aguardando atendimento, apesar de ter sofrido um acidente com potencial risco à vida, apresentando ferimentos visíveis, dor no peito, falta de ar e dificuldade para se movimentar.

Considero extremamente grave que uma situação como essa tenha sido tratada inicialmente como se fosse um atendimento de baixa complexidade, quando o acidente poderia, inclusive, ter ocasionado o falecimento do meu marido caso houvesse uma lesão interna mais grave.

Após ser encaminhado para a emergência, começaram os atendimentos. Ele foi levado para realizar um raio-X, porém, como estava com muita dor e não conseguia se movimentar adequadamente, não conseguiu realizar o exame. Entendo que, diante daquela situação, o correto seria primeiro controlar a dor para então realizar o exame.

Ele retornou à emergência, recebeu medicação para dor pela veia e, posteriormente, foi novamente levado ao raio-X, conseguindo realizar o exame.

Depois, retornou à emergência e, após alguns minutos, foi levado para realizar uma tomografia.

Posteriormente, cerca de 30 minutos depois, foi novamente levado para realizar outra tomografia, dessa vez de outra parte do corpo que não havia sido solicitada anteriormente.

Considerando que se tratava de um acidente de **prensagem/esmagamento**, entendo que seria necessária uma avaliação mais abrangente desde o início, justamente para verificar a possibilidade de lesões em outras regiões do corpo.

Após algumas horas, o atendimento foi finalizado por volta das 13h00. O médico informou que estava tudo bem e que meu marido teria apenas uma pequena fratura no braço, dando-lhe alta.

Meu marido, *****, recebeu alta e fomos embora.

Após almoçarmos e chegarmos em casa, meu marido tomou banho e retiramos toda a sua roupa. Foi nesse momento que identificamos diversos machucados que, aparentemente, não haviam sido observados pela equipe médica durante o atendimento.

Entre eles, havia um corte profundo na região da axila, de aproximadamente 7 cm, cuja foto segue anexa.

Fizemos o tratamento do ferimento em casa com Nebacetin.

No dia seguinte, devido à nossa preocupação com tudo o que havia acontecido e diante da insegurança em relação ao diagnóstico recebido, procuramos o Hospital Nipo-Brasileiro, em Guarulhos, para obter uma segunda opinião médica.

Nesse hospital, foram realizados novos exames, incluindo raio-X, tomografia e ultrassom, e identificaram-se duas pequenas fraturas: uma na costela e outra na clavícula.

Além disso, o médico não identificou fratura no braço, contrariando o diagnóstico informado no Hospital Ipiranga.

Portanto, o resultado foi totalmente diferente daquele apresentado no atendimento inicial.

No Hospital Nipo-Brasileiro, meu marido foi atendido por meio do meu convênio Bradesco, pois o hospital não atende pelo convênio Amil.

Apesar de as fraturas serem pequenas e não necessitarem de cirurgia, meu marido foi devidamente medicado e recebeu alta, graças a Deus.

Também considero importante destacar a diferença na abordagem do atendimento. No Nipo-Brasileiro, o médico solicitou que meu marido retirasse a roupa para que pudesse verificar seu corpo inteiro, permitindo a identificação de possíveis lesões que não haviam sido observadas anteriormente.

Além disso, assim que chegamos à triagem, a enfermeira o chamou rapidamente, pois, segundo fomos informados, o hospital possui um protocolo específico para situações envolvendo queda, esmagamento e outros tipos de trauma.

Diante de tudo isso, deixo registrada minha indignação com o atendimento prestado pela equipe do Hospital Ipiranga de Mogi das Cruzes

Entendo que o problema começou já na triagem, realizada pelo enfermeiro que, segundo minha percepção naquele momento, demonstrava mais interesse em mexer no celular do que em realizar adequadamente o atendimento. Apesar de ter visto as condições do meu marido e de ter ajudado a retirá-lo do carro, ele não reconheceu a gravidade da situação e o colocou para aguardar.

A partir daí, ocorreram diversos outros problemas durante o atendimento, incluindo a não identificação de todos os ferimentos e divergências importantes nos exames e no diagnóstico posteriormente realizado em outro hospital.

O que mais me preocupa é pensar que, caso meu marido tivesse sofrido uma lesão interna grave, o tempo perdido aguardando atendimento poderia ter tido consequências muito mais sérias, inclusive fatais.

Por isso, solicito um retorno formal sobre o ocorrido e que sejam tomadas as medidas necessárias para apuração dos fatos e para evitar que situações semelhantes aconteçam com outros pacientes.

Não quero que outra pessoa passe pela mesma situação e, principalmente, não quero que outra família precise descobrir posteriormente, em outro hospital, lesões que deveriam ter sido identificadas durante o primeiro atendimento.

As fotos dos ferimentos identificados posteriormente seguem anexas para comprovação.

Aguardo um retorno e um posicionamento sobre as providências que serão tomadas.

Obrigada.

*****

Reclamações parecidas

4

Interações da reclamação

  1. Hospital Ipiranga - Mogi das Cruzes respondeu

    29/09/2026 às 10:20

    Prezada Sra Jennifer,

    Lamentamos os transtornos decorrentes da situação relatada e esperamos que o paciente esteja bem.

    Conforme conversamos, realizamos a análise do prontuário e verificamos que o atendimento foi conduzido de acordo com os protocolos vigentes. Ainda assim, reconhecemos a importância das considerações apresentadas, pois relatos como o seu contribuem para a avaliação contínua dos nossos processos e para o aprimoramento dos serviços prestados.

    Reforçamos nosso compromisso em proporcionar uma experiência cada vez mais segura, acolhedora e satisfatória aos nossos clientes.

    Agradecemos pela oportunidade de esclarecer a situação e lamentamos os desconfortos vivenciados.

    Atenciosamente,

    Atendimento Rede Total Care - Hospital Ipiranga Mogi

  2. Reclamação encerrada e avaliada pelo consumidor

    Avaliação do consumidor

    Problema foi resolvido?Não
    Voltaria a fazer negócio?Não
    Nota do atendimento2

    Nada foi resolvido