O que aconteceu
À Ouvidoria do Hospital Samaritano,
Registro minha indignação com os atendimentos prestados ao meu filho, Thomaz, de apenas 1 ano e 8 meses, no pronto-socorro infantil.
Desde 02/09, ele apresenta um quadro respiratório recorrente. No primeiro atendimento, a médica afirmou que se tratava de um resfriadinho, orientou lavagem nasal e inalação e o liberou. Segui as orientações, mas meu filho não melhorou. Entre setembro e outubro, retornamos ao pronto-socorro cerca de seis vezes, possivelmente mais, diante da persistência dos sintomas.
Na última quinta-feira, durante o banho, Thomaz começou a chorar e gritar desesperadamente. Levei-o imediatamente ao pronto-socorro, onde fomos atendidos por um médico chamado Lucas.
Informei que, em um dos atendimentos anteriores, havia sido diagnosticada otite e que meu filho tinha acabado de tomar um frasco inteiro de amoxicilina. Também relatei que a avaliação mais recente do pediatra que o acompanhava havia sido inconclusiva.
O médico examinou o ouvido de Thomaz e pediu que eu ligasse para o pediatra. Ao final, liberou meu filho sem prescrever medicação ou solicitar exames, atribuindo o episódio ao cansaço após o retorno da escola.
Voltamos para casa, mas Thomaz continuou mal e apresentou estado febril. Procurei outro hospital, onde a pediatra diagnosticou otite, descrita por ela como braba. Segundo a profissional, o quadro não teria chegado àquele estado de um dia para o outro.
Como uma criança tão pequena, com esse histórico e um episódio de choro intenso, é liberada e, na sequência, recebe um diagnóstico de otite em outro hospital? A diferença entre as avaliações exige uma explicação clara.
Como mãe, é revoltante procurar atendimento repetidamente, seguir as orientações e continuar vendo meu filho sofrer sem uma resposta que esclareça o que está acontecendo.
Solicito a revisão dos prontuários e das condutas adotadas nesses atendimentos, especialmente no atendimento realizado pelo médico Lucas, com apuração pela direção médica. Peço também uma resposta formal sobre os critérios utilizados para a alta e sobre as providências adotadas após esta reclamação.
Aguardo o número de protocolo e o prazo para retorno.
Juliana Casemiro Carbonari
Mãe de Thomaz
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4Interações da reclamação
Hospital Samaritano Higienópolis respondeu
07/10/2026 às 15:25
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