Não resolvido

Defeito de fabricação em dois pares de amortecedores e recusa em reembolsar mão de obra - Postura Lamentável!

KYB Amortecedores

cidade: Santo André

O que aconteceu

Registro aqui minha indignação com a experiência que tive ao adquirir amortecedores dianteiros da marca Kayaba para meu Audi A3.

No dia 18/08/2026 comprei um par de amortecedores dianteiros Kayaba na Diapel, em São Caetano do Sul. Instalado o produto, constatou-se defeito de fabricação. Ao buscar solução, vivi um empurra-empurra desgastante: a Diapel direcionava a responsabilidade à Kayaba, e a Kayaba devolvia a questão à Diapel. Ninguém assumia.

Depois de insistir, fui atendido pelo senhor Denis Oliveira (funcionário da Kayaba), que orientou a devolução do produto à Diapel com a promessa de restituição do valor, já que não havia outro par em estoque nem previsão de chegada. Cumpri o combinado, devolvi a peça e providenciei tudo por conta própria.

Diante da ausência do produto, comprei um novo par, desta vez na Yokota, em São Mateus, no dia 26/08/2026. Para minha surpresa, o novo par apresentou exatamente o mesmo defeito. Voltei a procurar o senhor Denis e, somente após muita insistência, ele se deslocou pessoalmente até a mecânica, onde constatou o defeito com os próprios olhos. Na ocasião, ele mesmo orientou a troca de marca e afirmou que reembolsaria a mão de obra, reconhecendo que o problema decorria de falha de fabricação do produto.

Mais uma vez tive que me deslocar por conta própria, arcar com o transtorno, devolver a peça e aguardar a restituição do valor.

Ocorre que, após todo esse desgaste, o senhor Denis informou que o reembolso da mão de obra havia sido recusado, sob a justificativa de preenchimento de um suposto formulário de acordo comercial. Trata-se de exigência abusiva, imposta como única via para que eu conseguisse reaver o dinheiro de um produto que se mostrou reiteradamente defeituoso.

A prova de que o defeito era do produto é simples e incontestável: trocada a marca dos amortecedores, o barulho cessou imediatamente.

A postura da Kayaba, neste episódio, é simplesmente lamentável. Ao colocar dois pares consecutivos de amortecedores defeituosos no mercado e, pior, ao se recusar a reparar integralmente o prejuízo que causou, a empresa demonstra total descaso com o consumidor. Uma conduta inadmissível, que não prejudica quem compra: prejudica a própria marca, pois cada atendimento como esse só contribui para denegrir a imagem e a credibilidade da Kayaba perante o mercado. Quem deveria zelar pela própria reputação age, na prática, para destruí-la.

É inadmissível que uma marca preste esse tipo de desserviço e se recuse a cumprir o que determina a Legislação atinente à matéria. Não se trata de mero infortúnio isolado, mas de dois pares consecutivos com o mesmo vício de fabricação, seguidos de resistência injustificada em reparar integralmente os prejuízos que suportei por notória falha do produto comercializado.

Diante disso, exijo:

a) o reembolso integral do valor pago a título de mão de obra, gasto que só existiu por conta do defeito de fabricação do produto Kayaba - comprovadamente pela Nota Fiscal encaminhada ao Senhor Denis;

b) o ressarcimento dos transtornos e deslocamentos que tive que suportar sozinho ao longo de todo o processo de devolução das peças.

Reclamações parecidas

4

Interações da reclamação

  1. KYB Amortecedores respondeu

    01/10/2026 às 13:23

    Boa tarde,

    Estivemos em contato com o cliente desde a abertura desta reclamação.

    A revenda Diapel nos procurou no dia 25/08/26, ocasião que o veículo do cliente se encontrava em oficina, com sintoma de rangidos ao rotacionar o volante data esta que a KYB teve conhecimento do assunto.

    Devemos lembrar que esse tipo de sintoma está geralmente ligado a componente periférico como rolamento superior do coxim diante de uma investigação criteriosa.

    Como o veículo do consumidor se encontrava em oficina particular para diagnóstico, buscando agilizar os trâmites previstos pela legislação (que é remover o produto e disponibilizar na revenda onde foi comprado, para que em até 30 dias após estar disponivel onde foi comprado, o fabricante emita um parecer técnico final e providenciando solução caso seja encontrado defeito de fabricação obedecendo o artigo 18 do CDC).

    Ao contrário da dificuldade de contato e empurra-empurra relatado, nosso consultor de campo Denis procurou o cliente e no dia 26/08/26 (um dia após o primeiro contato com a KYB) oferecendo um ACORDO COMERCIAL que não é um procedimento de garantia, visto que não avaliamos o produto como é previsto pela lei, buscando agilizar e diminuir os transtornos relacionados às etapas previstas para análise de eventual garantia. O documento assinado encontra-se anexo no email (arquivo A).

    O consumidor optou em buscar produto KYB novamente, de mesmo código e aplicação, em outra revenda terceira chamada Yokota. Novamente retornou ao time de suporte KYB alegando o mesmo sintoma de rangido ao virar o volante, agora evidenciando ainda mais que o problema nunca esteve no amortecedor e sim em outro agente externo ou componente periférico, visto que eram outros produtos, de outros lotes de outra revenda.

    Nosso consultor Denis preferiu verificar in loco nessa segunda vez, o carro estava com o produto instalado, não havendo possibilidade de uma análise minuciosa. Então, no dia 15/09/26 oferecemos novamente outro acordo comercial autorizando devolver o produto usado sem análise do fabricante, para evitar a burocracia relacionado à análise do produto, documentação essa que foi assinada e não fere nenhuma regra da legislação vigente. (anexo B enviado no email). A sugestão para o consumidor buscar outra marca de produtos visava minimizar a insatisfação do consumidor dos eventos relatados.

    É importante observar os seguintes pontos contrastantes com o que foi levantado:

    - Em nenhum momento a KYB assumiu que os amortecedores removidos possuíam defeito de fabricação onde uma garantia fosse autorizada.

    - A hipótese de a KYB arcar uma eventual mão de obra é somente para casos em que o produto passou pela análise da fábrica dentro dos prazos e regras estipuladas em legislação e SE for constatado defeito real de fabricação com parecer técnico final sobre o assunto (algo que não ocorreu).

    - Não tivemos oportunidade de oferecer posto de atendimento para análise pois o consumidor optou em utilizar oficina particular de sua escolha cuja qual a KYB não tem qualquer tipo de vínculo ou parceria que possa evitar cobranças de mão de obra para remoção do produto buscando avaliação.

    - A proposta do acordo comercial é uma sugestão oferecida ao consumidor, demonstrando boa-fé do fornecedor, em agilizar as tratativas de devolução e ressarcimento do produto. Os termos descritos no documento proposto são claros e de fácil entendimento, o consumidor tem a autonomia em ler previamente e entender se as regras são cabíveis para ele. A assinatura demonstra ciência e concordância com esse benefício excepcional sugerido, celebrando um acordo bilateral e se trata meramente de uma DEVOLUÇÃO DE PEÇA USADA possibilitando o consumidor buscar ressarcimento dos produtos devolvidos.

    - Não há prova que a troca da marca do produto e o sintoma supostamente tenha sido sanado por conta disso. Existem vários fatores externos que podem influenciar outro resultado, como troca de componentes periféricos que poderiam estar causando o sintoma relatado, manuseio e posição de montagem, dentre outros.

    - Registramos que em nenhum momento alguma regra vigente ou direito do consumidor foi ou está sendo transgredida ou ferida, sendo atendido todos os aspectos legais de momento. Todo o trâmite das duas situações descritas aconteceu em menos de 30 dias, sendo um prazo extremamente razoável, mesmo em casos que não foram procedimentos de garantia previstos por lei.

    Dessa forma entendemos como mero infortúnio isolado, com todo auxílio e suporte que pudemos oferecer, buscando auxiliar da melhor forma e dentro de um prazo extremamente razoável. O cliente não sofreu desamparo, mas está discordante do veredicto final da KYB sobre o assunto, o que é pode ser compreensível se tornando uma mera opinião sobre o assunto.

    Portanto, dessa forma, a KYB do Brasil não irá oferecer alternativas e nem ceder às exigências elencadas nessa reclamação, tratando este assunto como encerrado.

    Ficamos certos da compreensão.

    KYB do Brasil

  2. Reclamação encerrada e avaliada pelo consumidor

    Avaliação do consumidor

    Problema foi resolvido?Não
    Voltaria a fazer negócio?Não
    Nota do atendimento0

    É lamentável essa postura deprimente de uma empresa que se diz séria.Nunca mais na minha vida comprarei qualquer coisa que seja fabricado por vocês.Zero responsabilidade e total desrespeito ao código de defesa do consumidor.A prova da troca da marca do amortecedor que sanou o problema é mais do que evidente.Seguiremos por outros meios legais cabíveis.