O que aconteceu
No dia 10/10/2026, chegamos ao hotel My Mabu por volta das 18h30, exaustos após um dia inteiro de viagem na estrada sob forte chuva. Logo na entrada, fomos abordados por um promotor que ofereceu um almoço cortesia e massagens em troca de assistirmos a uma apresentação do clube no dia seguinte, com duração prometida de apenas 1 hora.
No dia 11/10/2026, às 9h, fomos conduzidos por um consultor a uma sala interna do hotel. O que seria uma simples apresentação turística se transformou em um processo de venda emocional e pressão psicológica agressiva que durou quase 4 horas (saímos de lá quase 14h, sem almoçar). Nossos filhos foram isolados em outra sala enquanto éramos submetidos a exaustivas propostas comerciais.
Mesmo informando categoricamente que não tínhamos condições financeiras visto que a oficina do meu esposo sofreu um incêndio devastador recentemente e perdemos tudo, e nosso amigo também enfrentou graves problemas financeiros com seu caminhão paralisado , o consultor continuou utilizando apelos emocionais, promessas de viagens internacionais (RCI) e sucessivas reduções de valores para nos envolver. Tomados pelo cansaço físico, pela fome e pela insistência, acabamos assinando o contrato de multipropriedade com a Prestige Incorporação / Empresa Hoteleira My Mabu. Na ocasião, foi realizada uma cobrança imediata nos nossos cartões de crédito no valor de R$14.614,00 (valor dividido em dez parcelas) dividida nos cartões de crédito meu e da minha amiga, ( contrato foi no nome das duas) além da emissão de boletos e cartão recorrente para próximas parcelas
O arrependimento foi imediato após sairmos da sala. No dia seguinte (segunda, 12/10) foi feriado nacional. O impacto psicológico da abordagem foi tão severo que me gerou uma forte crise de ansiedade e insônia. Assim, na terça-feira de manhã (13/10/2026), apenas 2 dias após a assinatura ( muito antes do prazo legal de arrependimento de 7 dias), formalizamos o pedido de cancelamento por meio de uma carta escrita a próprio punho, entregue diretamente no estabelecimento.
Permanecemos hospedados até o dia 17/10/26 conforme planejado, o que em nada anula o pedido de distrato já protocolado.
Hoje, dia 20/10/26 uma representante da empresa entrou em contato via WhatsApp, e para nossa surpresa informou que a empresa se recusa a efetuar o cancelamento sem a aplicação de multas abusivas, alegando que o direito de arrependimento não se aplica, a empresa se recusou formalmente a realizar o estorno integral dos valores e alegando custos operacionais e o uso de cortesias promocionais. Contudo a lei determina que o arrependimento no prazo anula o contrato sem ônus e exige a devolução imediata de todos os valores. Aa Jurisprudência pacífica do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor garantem o direito de reflexão de 7 dias para contratos assinados em estandes de vendas de hotéis e resorts sob forte apelo emocional, independentemente do motivo.
Diante do exposto, exijo o cancelamento imediato do contrato por Direito de Arrependimento (dentro do prazo legal), com a restituição INTEGRAL do valor pago como entrada/sinal, sem qualquer retenção de taxas ou aplicação de multas, cancelamento de boletos de manutenção recorrente e cancelamento do cartão recorrente para demais parcelas.
Segue anexo meu pedido de cancelamento a próprio punho protocolado dia 13/10 no espaço My Mabu , recebido pelo então gerente no momento Rafael Silva e e-mail com meu pedido de cancelamento dia 13/10/2026.