O que aconteceu
Venho registrar o terror psicológico e a total desorganização da Prevent Senior no atendimento à minha mãe, uma paciente idosa de 65 anos, com histórico oncológico.
A forma como tudo foi conduzido é tenebrosa e desumana.
A dentista da minha mãe notou uma alteração na língua e orientou que seria prudente fazer uma biópsia. Preocupada e proativa com sua saúde, ela buscou avaliação com o cirurgião de cabeça e pescoço da rede. A primeira consulta ocorreu no dia 11/09, e o médico afirmou categoricamente que não era absolutamente nada, negando a necessidade de biópsia. Tranquilizada por essa primeira avaliação, ela comprou no dia 16/09 uma passagem para viajar no dia 14/11 para Portugal onde eu moro, e tem previsão de ficar 3 meses.
Mesmo com a passagem comprada, por cautela e orientação da dentista, minha mãe retornou ao mesmo médico mais DUAS vezes para ter certeza absoluta. Nas duas ocasiões, ele manteve a firme postura de que não havia necessidade nenhuma de biópsia. Para encerrar o assunto, na consulta do dia 01/10, o próprio médico digitou e emitiu um relatório atestando por escrito que ela estava "sem lesões inequívocas".
Apesar de todo esse histórico exaustivamente documentado, no dia 19/10, do nada, ela recebeu ligações e e-mails convocando-a para uma "jornada do acolhimento". Foi chamada para falar com enfermeiros e médicos, recebendo uma bateria de exames pré-operatórios para uma suposta cirurgia para "tumor de língua".
Como é possível um médico afirmar três vezes que não é nada (mesmo questionado repetidamente sobre a indicação de biópsia da dentista), a paciente planejar sua vida com base nisso, e, semanas depois, o sistema convocar a idosa para exames pré operatórios de um tumor que nunca foi diagnosticado e nem foi feito biópsia?
Para piorar o terror, ao comparecer à referida consulta pré-operatória assustada e sem entender nada, ouviu que "ela não é obrigada a fazer nada", como se a minha mãe que estivesse recusando, ela simplesmente foi convocada para algo que ela não tinha ideia nenhuma que ia acontecer, o médico falou que não era nada e inclusive deu um relatório para ela que falava que não tinha nada, mas nessa "jornada do acolhimento" disseram que o que no sistema diz é outra coisa, aliás, nem souberam explicar ao certo, onde está o mínimo de atendimento humano nisso?
Ela nunca se negou a nada! Ela foi atrás do diagnóstico três vezes e foi o médico da rede quem disse que não era nada e que não era necessário biópsia!
E o ápice do desrespeito, diante de toda essa confusão criada por eles mesmos, simplesmente informaram que o médico "vai ligar na segunda-feira para esclarecer". Ou seja, obrigam uma senhora de 65 anos a passar o fim de semana inteiro em absoluto pânico, sem saber o que está acontecendo com a própria saúde. Como a pessoa segue a vida assim? Como sabe se vai poder viajar ou não? O convênio brinca de forma cruel com a saúde mental do paciente.
Exijo um esclarecimento FORMAL e por escrito sobre essa falha bizarra de comunicação, atestando o real estado de saúde dela.