Em réplica

Cadeira SENSETUP Perfs E5 informação divergente, solução inadequada e problema recorrente no encosto

Sensetup

cidade: Campinas

O que aconteceu

Adquiri da SENSETUP, por meio do *****, uma Cadeira Presidente Ergonômica Perfs E5 Preto, recebida em 09/06/2026.

A compra foi realizada pela internet e a escolha desse modelo não foi por acaso. Meu filho é alto e, justamente por isso, a informação apresentada no anúncio foi determinante para a decisão de compra. O anúncio informa expressamente que a cadeira acomoda até 1,95 m.

O problema é que, ao utilizar o produto, constatamos uma situação que considero, no mínimo, confusa e incompatível com a informação utilizada para a compra.

Na parte traseira da cadeira existem marcações de ajuste correspondentes a 1,50 m, 1,60 m, 1,70 m, 1,80 m e 1,90 m. Porém, ao chegar à marcação de 1,90 m, não há efetivamente um estágio de ajuste para essa altura. Trata-se apenas de um RESET, que faz o mecanismo retornar à posição mínima, de 1,50 m.

Ou seja, para o consumidor que olha a cadeira e vê uma marcação de 1,90 m, é absolutamente natural entender que existe ali uma regulagem correspondente a essa altura. Mas, na prática, não é isso que ocorre.

Inclusive, em 15/06/2026, poucos dias após receber o produto, entrei em contato com a SENSETUP pelo WhatsApp e enviei um vídeo demonstrando exatamente essa situação. A própria empresa respondeu:

Realmente a sua cadeira Perfs E5 possui um sistema de trava em até 4 níveis, o último é considerado reset mesmo.

Essa resposta, na realidade, reforça a minha reclamação: se o último ponto é apenas um RESET e não uma regulagem para 1,90 m, por que existe a indicação de 1,90 m?

Tentamos continuar utilizando a cadeira na maior regulagem efetivamente disponível, de 1,80 m, mas ela se mostrou desconfortável para meu filho, justamente em razão de sua altura. Portanto, o produto não está proporcionando a ergonomia esperada para a finalidade pela qual foi escolhido.

Sei que o prazo legal para arrependimento em compras pela internet é de 7 dias. Não estou tentando simplesmente devolver um produto porque mudei de ideia ou porque não gostei dele.

O que estou solicitando é uma solução razoável para uma situação que envolve uma característica relevante apresentada no anúncio e a forma como o produto efetivamente funciona. Além disso, é importante destacar que a questão da regulagem foi comunicada à empresa já em 15/06/2026, apenas seis dias após o recebimento da cadeira.

Em 14/08/2026, voltei a entrar em contato com a SENSETUP pelo WhatsApp, explicando que a ausência desse último estágio de ajuste estava realmente prejudicando a ergonomia e questionando novamente a possibilidade de devolução. No mesmo dia (se não me engano), também formalizei o pedido de devolução pelo site, que foi negado em razão do prazo já transcorrido.

Durante esse novo atendimento, a empresa ofereceu como alternativa o envio de uma nova base, que deixaria a cadeira mais alta.

Expliquei, entretanto, que o problema não era a altura do assento da cadeira, mas sim a posição do encosto em relação à altura do usuário, justamente o ponto relacionado às marcações de 1,50 m a 1,90 m mencionadas desde o primeiro contato. Apesar dessa explicação, a nova base foi enviada.

Naturalmente, agradeço a tentativa da empresa de apresentar uma alternativa. Porém, a solução oferecida não atua sobre o problema que motivou a reclamação. Elevar o assento não cria o estágio de regulagem do encosto que não existe e, portanto, não resolve a inadequação ergonômica que estamos relatando desde junho.

Há ainda uma segunda questão que passou a preocupar.

No contato de 14/08, também informei que o encosto de cabeça havia ficado bambo, sem sustentação. Posteriormente, consegui reapertá-lo utilizando uma chave Allen e, por esse motivo, inclusive deixei de insistir nesse ponto, acreditando que o problema estivesse solucionado.

Entretanto, o encosto de cabeça voltou a ficar solto novamente (!!!).

Isso muda bastante a percepção inicial. O que parecia ser apenas uma necessidade pontual de reaperto passou a demonstrar um comportamento recorrente, indicando que pode existir efetivamente algum problema no mecanismo de fixação do encosto de cabeça, questão que entendo estar relacionada à garantia do produto.

Assim, hoje temos uma cadeira que:

foi anunciada como adequada para usuários de até 1,95 m, informação determinante para nossa escolha;

possui uma marcação de 1,90 m que, na prática, não corresponde a um estágio de regulagem, mas apenas ao RESET do mecanismo;

teve essa questão comunicada à SENSETUP já em 15/06, apenas seis dias após o recebimento;

não se mostrou ergonomicamente adequada na regulagem máxima efetivamente disponível;

recebeu como tentativa de solução uma nova base para aumentar a altura do assento, embora tenhamos explicado que esse não era o problema relatado;

apresenta agora também um problema recorrente no encosto de cabeça, que voltou a ficar solto mesmo após ter sido reapertado.

A diferença entre acomoda até 1,95 m e uma cadeira cujo mecanismo de encosto oferece regulagens efetivas somente até a marcação de 1,80 m é extremamente relevante para quem escolhe uma cadeira ergonômica justamente em função da altura do usuário.

Por isso, acredito que analisar toda essa situação exclusivamente sob a ótica de que o prazo de 7 dias passou acaba deixando de lado o ponto central da reclamação.

Não se trata de um simples arrependimento tardio. O questionamento sobre a regulagem foi feito poucos dias após o recebimento, tentamos utilizar o produto mesmo assim, buscamos uma solução diretamente com a empresa e, além da questão ergonômica permanecer, surgiu também um problema recorrente no encosto de cabeça.

Não estou buscando qualquer vantagem indevida. Ao contrário, tentamos fazer a cadeira funcionar adequadamente para nossa necessidade e demos oportunidade para que as alternativas propostas resolvessem a situação.

Por isso, peço à SENSETUP que considere o histórico completo do caso, e não apenas a data em que o pedido formal de devolução foi realizado, e reavalie a possibilidade de receber a cadeira de volta e realizar o ressarcimento integral do valor pago.

Acredito que este seja justamente o tipo de situação em que uma empresa demonstra sua preocupação com o consumidor: não apenas cumprindo formalmente os prazos mínimos previstos, mas compreendendo um problema concreto, devidamente comunicado e documentado, e buscando uma solução razoável quando o produto não atendeu à finalidade que justificou sua compra.

Espero sinceramente que a SENSETUP reavalie o caso e nos permita encerrar essa situação de forma amigável, com a devolução do produto e o ressarcimento do valor pago.

Obrigado e no aguardo.

Reclamações parecidas

4

Interações da reclamação

  1. Sensetup respondeu

    27/08/2026 às 09:34

    Prezado Rodrigo,

    Em retorno, referente ao pedido #*****, identificamos lhe encaminhamos a orientação quanto ao ajuste da altura do encosto e suas posições de utilização, assim como realizamos a substituição das peças "estrela e pés" da cadeira, para alcançar a maior altura possível), conforme solicitado.

    Esclarecemos que o prazo legal para experimentar a cadeira e solicitar a devolução por desistência são de até 7 dias corridos, após o recebimento da compra.

    E referente ao encosto de cabeça citado, necessitamos que nos encaminhe as evidências (vídeo apresentando o problema), através de nosso contato: 11 91296-8761, para a análise do técnico. Constatando alguma anormalidade, realizamos a substituição, com o envio de uma nova peça.

    Desde já, lamentamos por quaisquer transtornos e nos colocamos a disposição para esclarecimentos.

    Atenciosamente,

    Equipe Sensetup

  2. Consumidor respondeu

    27/08/2026 às 11:47

    Agradeço o retorno da SENSETUP, porém alguns pontos importantes da reclamação permanecem sem resposta.

    Em relação à substituição das peças estrela e pés, é importante esclarecer que essa alteração não resolveu o problema relatado. Conforme já informado anteriormente à empresa, a questão não está na altura do assento da cadeira, mas sim no ajuste de altura do encosto.

    O ponto central da reclamação continua sendo a divergência entre as informações apresentadas no produto/anúncio e seu funcionamento efetivo: a cadeira é anunciada como adequada para pessoas de até 1,95 m e apresenta marcações de regulagem do encosto até 1,90 m, porém essa última posição não corresponde a uma regulagem efetiva, mas ao RESET do mecanismo, que retorna à posição mínima.

    Portanto, aumentar a altura da cadeira por meio da substituição da base não soluciona a questão ergonômica apresentada. Inclusive, quando essa alternativa foi oferecida, expliquei expressamente que o problema não era a altura da cadeira, mas, ainda assim, as peças foram encaminhadas.

    Quanto ao encosto de cabeça, não há qualquer dificuldade de minha parte em encaminhar foto ou vídeo demonstrando que ele voltou a ficar solto. Farei isso, se necessário. Entretanto, gostaria de reforçar que esse não é o ponto principal da minha solicitação.

    Minha reclamação não tem como objetivo receber sucessivas peças de reposição até conseguirmos adaptar a cadeira. O que estou solicitando é a devolução do produto e o ressarcimento do valor pago, considerando todo o histórico já apresentado.

    Também compreendo perfeitamente a existência do prazo legal de 7 dias para o direito de arrependimento. Contudo, volto a destacar que a questão da regulagem do encosto foi comunicada à SENSETUP em 15/06, apenas seis dias após o recebimento da cadeira, inclusive por meio de vídeo, ocasião em que a própria empresa confirmou que a marcação final correspondia ao RESET.

    Por isso, reduzir toda a situação simplesmente ao término do prazo para desistência não contempla o teor da reclamação. Não se trata apenas de uma desistência ou de não ter gostado da cadeira, mas de uma característica relevante para a escolha do produto, questionada dentro dos primeiros dias de uso, e que até hoje não foi solucionada.

    Diante disso, peço novamente que a SENSETUP reavalie a possibilidade de aceitar a devolução da cadeira e realizar o ressarcimento do valor pago, considerando o histórico completo do caso e buscando uma solução definitiva e amigável para a questão.