O que aconteceu
NÃO ALUGUEM IMÓVEIS PELA TOCA IMÓVEIS
Minha experiência com a Toca Imóveis, durante o período em que morei em Marília, foi extremamente DECEPCIONANTE. Fiquei com a impressão de que a cordialidade e o bom atendimento duram apenas até a assinatura do contrato. Depois disso, o cliente parece se tornar um problema a ser evitado, e não alguém a quem a imobiliária deve prestar um serviço. Fiquei com a impressão que me tornei um inimigo para a imobiliária.
NA ENTRADA DO IMÓVEL, JÁ ENFRENTEI PROBLEMAS QUE NÃO FORAM DEVIDAMENTE RESOLVIDOS. Aluguei um apartamento no início de 2025 e descobri que a vistoria de saída do inquilino anterior ainda não havia sido concluída quando me mudei. Havia pendências de limpeza e reparos. Ou seja, isso indica o interesse e a urgência por parte deles de que o imovel seja alugado rapidamente. Posteriormente, descobri que o antigo morador já havia pago por esses serviços, mas, mesmo após eu realizar a limpeza e solicitar os reparos, não recebi o ressarcimento nem vi os serviços serem executados pela imobiliária. Também tive dificuldades para conseguir a retirada de móveis em más condições.
Quando reclamei publicamente no Google, a Toca entrou em contato comigo. Inicialmente, acreditei que houvesse interesse genuíno em resolver os problemas. No entanto, a prioridade parecia ser conseguir que eu apagasse a avaliação, e não solucionar as pendências.
NA SAÍDA DO IMÓVEL, A EXPERIÊNCIA FOI AINDA PIOR. Fui informado de que a vistoria de saída seria automaticamente cobrada do inquilino, como se esse custo fosse uma obrigação. Após insistir e enfrentar dificuldades para obter respostas, consegui a isenção de uma taxa de aproximadamente R$ 200.
Como estava me mudando para outra cidade, precisei assinar um termo que condicionava os possíveis reparos identificados na vistoria à contratação da própria Toca, impedindo que eu negociasse os serviços com outros profissionais. Isso me deixou em uma posição extremamente desfavorável, especialmente porque entreguei o apartamento em ótimas condições inclusive melhores do que aquelas em que o recebi, devido às falhas na vistoria inicial. Também deixei um filtro de água e um chuveiro melhores do que os que encontrei no imóvel.
Ao receber o laudo de saída, fui surpreendido por cobranças relacionadas a:
i) Móveis cuja retirada eu já havia solicitado e cuja existência constava na contestação da vistoria de entrada;
ii) O reparo da fechadura inferior, que já estava quebrada quando recebi o apartamento, conforme registrado no laudo inicial;
iii) A troca de uma lâmpada que, até onde constatei, estava funcionando quando desocupei o imóvel. Nesse último caso, porém, acho justo pagar pelo reparo.
APÓS CINCO DIAS TENTANDO OBTER UMA RESPOSTA, sendo encaminhado de um setor para outro e recebendo retornos apenas no dia seguinte, finalmente fui informado de que os móveis não eram de minha responsabilidade. Ainda assim, o simples reparo da fechadura e a troca de uma lâmpada resultaram em uma cobrança próxima de R$ 500.
Cobrar esse valor por simples raparos, especialmente quando uma das pendências já existia na entrada do imóvel, demonstra falta de transparência e consideração pelo cliente de forma inaceitável. O problema não é apenas o dinheiro: é a dificuldade de comunicação, a demora para resolver questões básicas e a sensação de que o inquilino precisa lutar por cada direito, enquanto a imobiliária controla unilateralmente o processo.
ALERTAS PARA QUEM AINDA PRETENDE ALUGAR PELA TOCA
Apesar da minha recomendação de evitar a imobiliária, deixo algumas orientações para quem decidir contratá-la:
1. CONTESTEM AS TAXAS DE VISTORIA. Solicitem expressamente a isenção das vistorias de entrada e saída, quando aplicável. Não presumam que a cobrança seja obrigatória apenas porque foi apresentada dessa forma.
2. LEIAM O CONTRATO E, PRINCIPALMENTE, OS LAUDOS DE VISTORIA COM ATENÇÃO. Contestem todos os problemas preexistentes, fotografem e registrem tudo pelo aplicativo. Não deixem passar sequer os menores detalhes: eles podem reaparecer na cobrança de saída.
3. FIQUEM ATENTOS À TAXA DO APLICATIVO. O aplicativo da Toca, que deveria facilitar a comunicação, tem uma cobrança mensal obrigatória, segundo as condições que me foram apresentadas, na faixa de R$ 20 a R$ 30. Mesmo pagando por esse serviço, tive dificuldades para obter respostas em tempo hábil e precisei recorrer a ligações e ao atendimento presencial. Na prática, a ferramenta não correspondeu à finalidade que deveria cumprir.
4. CONFIRAM CADA COBRANÇA DE ALUGUEL. Não tive esse problema no último imóvel, mas, em outro apartamento onde morei, no qual outra pessoa era responsável pelo pagamento, presenciei cobranças duplicadas recorrentes. Por isso, confiram os boletos e os comprovantes com cuidado.
5. TENHAM MUITA CAUTELA COM A PINTURA DE SAÍDA. A Toca oferece o próprio serviço de pintura. Embora eu considere importante comparar preços e buscar alternativas, há relatos de conhecidos e uma experiência anterior que me deixaram descrente com a aceitação de pinturas realizadas por profissionais externos. Uma conhecida teve a pintura recusada TRÊS VEZES, apesar de ter contratado um pintor profissional. Isso pode atrasar a entrega das chaves e gerar discussões sobre cobranças adicionais pelo período de ocupação. Exijam critérios claros de aceitação antes de contratar qualquer serviço.
6. SE POSSÍVEL, NÃO ENTREGUEM AS CHAVES ANTES DE TEREM CONDIÇÕES DE ACOMPANHAR A VISTORIA DE SAÍDA E CONTESTAR EVENTUAIS COBRANÇAS. No meu caso, a mudança para outra cidade tornou isso inviável. Sem a possibilidade de acompanhar presencialmente o processo, fiquei dependente da avaliação da própria imobiliária e de um procedimento que considero pouco transparente.
7. ATENÇÃO AO ENCERRAR A CONTA DE ENERGIA NA CPFL. Uma das atendentes foi extremamente rude comigo quando solicitei à CPFL o desligamento da energia elétrica vinculada ao meu nome antes da vistoria de saída. Ela argumentou que a vistoria precisava de energia para verificar o estado das lâmpadas e do chuveiro, o que considero perfeitamente razoável. O problema foi a maneira desrespeitosa como tratou a questão, ignorando os motivos legítimos da minha decisão:
i) A energia não é desligada imediatamente após a solicitação. O processo pode demorar, inclusive por meses, até que o fornecimento seja efetivamente interrompido.
ii) Após o encerramento do contrato de locação, não considero aceitável continuar responsável por uma conta de energia vinculada a um imóvel que já desocupei. A responsabilidade pelo imóvel passa a ser do proprietário, e a regularização da titularidade deve ser tratada conforme os procedimentos aplicáveis.
iii) A própria Toca deveria se atentar à regularização da energia entre o inquilino e o proprietário quando o imóvel é desocupado. Diante do histórico de péssimo atendimento que tive com a imobiliária, não me senti seguro em deixar uma conta de energia em meu nome em um imóvel que já não ocupava e cuja administração estava sob responsabilidade deles.
CONCLUSÃO
Uma imobiliária deve intermediar a locação, preservar o imóvel e garantir uma relação transparente entre proprietário e inquilino. Não deveria transformar a resolução de problemas simples em uma batalha de dias, nem apresentar cobranças elevadas sem uma justificativa proporcional e convincente.
Minha experiência com a Toca Imóveis foi marcada por pendências desde a entrada, dificuldade de comunicação, cobranças questionáveis e uma saída desgastante. O que mais me incomoda é a impressão de que o cliente precisa insistir repetidamente para conseguir respostas e contestar despesas que deveriam ser tratadas com transparência desde o início.
NÃO RECOMENDO A TOCA IMÓVEIS. Se ainda assim decidir alugar por essa imobiliária, documente absolutamente tudo, guarde cada comprovante, leia cada cláusula e não confie apenas em promessas verbais. A prevenção poupa dinheiro, tempo e desgaste.