Respondida

Meu bebê de 18 meses esperou horas por um exame no hospital da Unimed

Unimed Campina Grande - PB

cidade: Campina Grande

O que aconteceu

Levei meu bebê de 18 meses ao hospital da Unimed em campina. Os profissionais até se esforçam para realizar um bom atendimento, mas esse sistema não existe! Horas esperando um exame, a criança em jejum, colocam um acesso, mas demoram tanto que o acesso sai. Quando autoriza o exame, falta autorizar a anestesia, quando autoriza a anestesia falta o anestesista. Os médicos especialista ficam todos de sobre aviso. São horas e horas de demora e isso chega a ser desumano quando se trata principalmente de pediatria. Liberam a tomografia e não liberam a anestesia. Porque não lançam, autorizam tudo e depois. A pessoa paga na fatura mesmo depois, então porque ficar segurando a pessoa no hospital. Porque não pagam pra o anestesista estar no hospital efetivamente de plantão? Médico tem aos montes. Isso é um absurdo. Agora se a gente atrasar um dia o pagamento ninguém espera.

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Interações da reclamação

  1. Unimed Campina Grande - PB respondeu

    02/10/2026 às 10:21

    Prezada Sra. Camylla, bom dia.

    Esperamos encontrá-la bem.

    Em atenção à sua manifestação registrada nesta Ouvidoria, referente ao atendimento prestado ao seu filho no Pronto Atendimento do Hospital Unimed Campina Grande (HUniCG) em 28/09/2026, informamos que esta Operadora realizou uma apuração minuciosa sobre o relato e o histórico assistencial do caso.

    Compreendemos a natural apreensão da senhora diante da necessidade de investigação de uma alteração cervical em uma criança, bem como o desgaste relacionado ao tempo de permanência e ao preparo para os exames. Sua manifestação é acolhida com profundo respeito e motiva os esclarecimentos prestados a seguir.

    No dia 28/09/2026, a Triagem/Classificação de Risco foi iniciada às 10h48 e concluída às 10h53, sendo atribuída a prioridade Verde (Pouco Urgente), considerando os achados clínicos do momento e o relato de dor leve, sem sinais de gravidade imediata.

    Às 11h06, aproximadamente 12 minutos após a classificação, o paciente recebeu o primeiro atendimento médico pela equipe de Ortopedia, em razão do histórico de queda. Foi realizada radiografia do ombro, que não demonstrou alterações ósseas, sendo o paciente encaminhado à Pediatria para continuidade da investigação.

    Na avaliação pediátrica, registrada às 11h28, o paciente apresentava-se clinicamente estável (afebril, eupneico e sem sinais inflamatórios locais). Contudo, diante do abaulamento cervical identificado, a médica pediatra solicitou com brevidade uma ultrassonografia de partes moles.

    O exame de ultrassom evidenciou uma formação cística multisseptada em região cervical (medindo aproximadamente 6,5 × 3,2 × 6,4 cm), com características sugestivas de malformação linfática, levantando também a hipótese de cisto branquial como diagnóstico diferencial. Por se tratar de um achado novo e relevante, fez-se necessário o aprofundamento imediato da investigação médica.

    Dando sequência à conduta, às 16h26 consta parecer especializado com a indicação de Tomografia Computadorizada cervical com contraste sob sedação, além da solicitação de avaliação pela Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Para garantir maior celeridade e segurança ao paciente, o HUniCG viabilizou a presença do cirurgião especialista ainda no ambiente do Pronto Atendimento.

    Após exame físico, o cirurgião de Cabeça e Pescoço constatou que o paciente mantinha-se estável, com lesão cística indolor e de consistência amolecida em região supraclavicular esquerda. O especialista concluiu que não havia indicação de cirurgia de urgência ou emergência e que a investigação diagnóstica poderia prosseguir em caráter ambulatorial, disponibilizando inclusive seus contatos diretos à família para o acompanhamento posterior.

    Ressaltamos que a jornada assistencial do seu filho não se limitou à solicitação de um exame, envolvendo ampla mobilização multidisciplinar: avaliação ortopédica, avaliação pediátrica, exames de imagem (radiografia e ultrassonografia), indicação tomográfica e parecer presencial da Cirurgia de Cabeça e Pescoço. A obtenção de avaliação especializada ainda na emergência reafirma o empenho da equipe médica em definir uma conduta segura e resolutiva.

    Quanto ao jejum e à sedação, esclarecemos que a realização de Tomografia Computadorizada em crianças pequenas exige suporte anestésico para garantir a imobilidade e a segurança do paciente durante o exame. Trata-se de um protocolo preventivo rigoroso que exige etapas indispensáveis: tempo adequado de jejum, avaliação pré-anestésica e disponibilidade da equipe especializada. A liberação autorizativa do plano de saúde é uma etapa administrativa que antecede o cumprimento desses requisitos clínicos e operacionais.

    Compreendemos que a definição progressiva de novas condutas e exames, à medida que surgem novos achados no ultrassom, possa ter transmitido a sensação de morosidade. Contudo, essa dinâmica reflete a prudência da prática médica diante de diagnósticos complexos.

    Em relação aos pontos operacionais citados, como a comunicação sobre os tempos de espera, o acionamento da Anestesiologia e a intercorrência com a perda do acesso venoso, informamos que o relato foi encaminhado às lideranças de Enfermagem e do Atendimento para alinhamento contínuo das equipes, visando aperfeiçoar a comunicação e o suporte prestado às famílias durante o tempo de permanência.

    Lamentamos sinceramente pelo desgaste e ansiedade vivenciados por sua família. A Unimed Campina Grande reitera seu compromisso com a qualidade, a segurança e a humanização da assistência prestada aos seus beneficiários.

    Atenciosamente,

    Ouvidoria Unimed Campina Grande