O que aconteceu
*RECLAMAÇÃO FORMAL - ATENDIMENTO DESUMANO*
Meu nome é Jennifer Lima Castro, tenho 30 anos e sofro com endometriose desde os 11 anos de idade. Em maio deste ano, realizei uma cirurgia e comecei a tentar engravidar.
Desde o dia 07/10 vivi dias de insegurança e agonia. Estive na emergência sem diagnóstico conclusivo, atendida por profissionais totalmente desumanos, que não demonstraram nenhuma sensibilidade.
No dia 09/10 precisei retornar e vivi horas de sofrimento. O médico que me atendeu, apesar de ter anos de profissão, não demonstrou um ano de sensibilidade. Ele disse friamente: "você precisa fazer uma curetagem", como se eu não tivesse acabado de perder um sonho e uma vida, como se fosse apenas um exame de sangue.
A partir daí meu sofrimento aumentou. Me deixaram na emergência por mais de 4 horas sem me alimentar e sem água. Só às 22h me levaram para o leito. Às 02h da manhã comecei a sentir muita dor e simplesmente ninguém fez nada.
Após as 03h da manhã, começaram a tentar fazer um acesso para medicação para dor. Me torturaram por mais de uma hora e não conseguiram. A minha dor não era só física. Depois de me machucarem muito, meu esposo pediu que parassem e chamassem o médico, pois eu não estava bem. Só então, após muitas idas ao balcão e insistência com enfermeiras e técnicas desumanas, o médico veio e me levou para o centro cirúrgico. Lá, ainda disse: "ela não deixou fazer o acesso". Como deixar alguém me furar por mais de uma hora? Pessoas que machucaram minha pele e meu coração, que já estava em pedaços, sem sequer dizer "me desculpe" ou "sinto muito pelo que você está passando".
Só após o procedimento a dor física foi tratada, e apenas uma técnica cuidou de mim como se fosse sua filha.
Fica a minha pergunta: vocês avaliam os profissionais apenas pelo currículo?
Naquele hospital me senti a pior pessoa do mundo. Dos inúmeros profissionais que passaram por mim, apenas uma médica e uma enfermeira tiveram um pingo de compaixão.
Que tipo de plano de saúde é esse, que pago quase R$ 500,00 por mês e quando precisei não soube tratar uma pessoa com o mínimo de compaixão e empatia? Uma mulher de 30 anos, que sofreu anos com uma doença e que acabara de perder o sonho de ser mãe.
É doloroso saber que ainda serei cobrada por um serviço desumano e cruel, que não desejo nem para o meu pior inimigo. Espero nunca mais precisar daquele hospital e daqueles profissionais que estudaram para estar ali, mas não possuem um pingo de amor à profissão.
Atenciosamente,
*Jennifer Lima Castro*