O que aconteceu
Sou proprietário de uma Volkswagen Amarok, modelo Highline, ano 2019, e venho manifestar minha total indignação com um problema crônico grave que colocou a minha segurança e a da minha família em risco.No dia 18/08/26, o veículo sofreu uma pane súbita em plena rodovia, o motor simplesmente apagou em movimento e o carro perdeu todas as forças. Fui obrigado a acionar um guincho até a oficina.Após a desmontagem e avaliação técnica, o diagnóstico foi o pior possível e, infelizmente, o mais comum para os donos de Amarok: quebra catastrófica da bomba de alta pressão. O travamento da peça gerou uma enorme quantidade de limalhas de ferro que se espalharam por todo o sistema de injeção, destruindo bicos injetores, flauta e contaminando o tanque de combustível.Pesquisando na internet e na própria jurisprudência dos tribunais, constatei que este é um vício oculto de fabricação amplamente conhecido e recorrente neste modelo de veículo. Trata-se de uma falha de projeto que a Volkswagen se recusa a resolver de forma amigável através de recall, empurrando um prejuízo absurdo para as costas do consumidor.O combustível do meu carro estava completamente limpo e as revisões em dia, o que afasta qualquer desculpa padrão de "diesel adulterado". A bomba de alta deveria durar por toda a vida útil projetada do motor, e não quebrar prematuramente de forma destrutiva. Eu estava em viagem e para chegar em casa, tive que arcar por conta própria com o valor de R$ 14.380,00 para o conserto completo do sistema de injeção, além de R$ 1.000,00 em pernoite e alimentação, uma vez que estava a 2.000 km de casa. Como a Volkswagen é a fabricante e montadora do veículo, ela responde solidariamente pelos vícios do produto (Art. 18 do CDC), independentemente do término da garantia contratual, já que vício oculto não tem prazo para ser reclamado a partir do momento em que é descoberto.Exijo que a Volkswagen do Brasil entre em contato para providenciar o ressarcimento integral dos meus custos com o reparo e estadia. Caso contrário, a demanda será levada ao Juizado Especial Cível, onde a jurisprudência já é pacífica a favor do consumidor neste exato defeito da Amarok.Aguardo retorno com uma solução real, e não respostas automáticas.
Cabe ressaltar que mantenho as revisões em dia e a bomba de alta havia sido trocada em 17/07/25 preventivamente.
Reclamações parecidas
4Interações da reclamação
Volkswagen respondeu
21/09/2026 às 10:08
Olá, Mauro.
Agradecemos o seu contato e a oportunidade de analisar minuciosamente o seu relato referente ao seu veículo Volkswagen Amarok Highline.
Informamos que a sua manifestação foi acompanhada, tratada e conduzida com toda a atenção, prioridade e rigor operacional por nossa equipe do Serviço de Atendimento ao Cliente por meio do protocolo *****.
A Volkswagen do Brasil pauta todas as suas ações na transparência, no respeito às relações de consumo e no estrito cumprimento da legislação vigente, respaldando-se de forma integral nas diretrizes do Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990), em especial no seu Artigo 50, que estabelece os limites e prazos da garantia contratual concedida pelo fabricante.
Em atenção aos seus apontamentos sobre o sistema de injeção e o pedido de ressarcimento de valores, esclarecemos que o veículo em questão foi fabricado no dia 24/09/2019, estando com a garantia contratual de fábrica expirada desde 24/09/2022.
Após verificação em nossos sistemas e junto à rede autorizada, constatou-se que não há registro de passagem ou ordem de serviço de oficina aberta para a realização de diagnóstico técnico presencial ou execução do reparo citado em uma de nossas unidades credenciadas. A documentação apresentada refere-se exclusivamente à aquisição pontual de peças de balcão, sem histórico de mão de obra ou acompanhamento técnico de diagnóstico realizado em nossa rede oficial.
A concessão de atendimento em garantia ou eventual participação da montadora na cobertura de custos pressupõe a realização do diagnóstico técnico em oficina autorizada, além de o veículo estar dentro do período de vigência da garantia contratual. Dessa forma, diante da expiração do prazo de garantia ocorrida em 24/09/2022 e da realização dos serviços fora da rede credenciada, fica impossibilitada a realização de reembolso ou ressarcimento de despesas de reparo, hospedagem ou alimentação.
Compreendemos a sua insatisfação e registramos todas as suas observações sob o protocolo ***** para conhecimento das áreas internas. Com os devidos esclarecimentos prestados, informamos o encerramento do acompanhamento do seu caso.
Permanecemos à disposição em nossos canais oficiais para prestar qualquer suporte ou orientação adicional.
Atenciosamente,
Volkswagen do Brasil
0800 019 57 75
https://www.vw.com.br/pt/fale-conosco.html
Segunda a sexta-feira, das 8h às 18h (exceto feriados nacionais)
Consumidor respondeu
22/09/2026 às 14:06
A resposta da Volkswagen do Brasil é uma tentativa genérica de se esquivar da responsabilidade legal. Reitero que não se trata de um defeito por desgaste natural (coberto por garantia contratual), mas sim de um VÍCIO OCULTO DE FABRICAÇÃO (Art. 26, 3 do CDC), amplamente reconhecido pela jurisprudência de diversos Tribunais de Justiça do país especificamente para o modelo Amarok (defeito crônico de geração de limalhas pela bomba de alta pressão).A alegação de que o veículo deveria ter sido reparado em concessionária ignora o estado de necessidade e urgência, visto que o veículo sofreu pane súbita em rodovia a 2.000 km do meu domicílio, colocando a vida da minha família em risco. Exigir o trâmite lento de uma concessionária nessas condições viola o princípio da boa-fé objetiva e do dever de mitigação do próprio prejuízo pelo consumidor.O veículo possui histórico de revisões em dia e havia passado por troca preventiva do componente em 17/07/2025. Se a peça nova durou apenas 13 meses, a falha do produto é ainda mais evidente. As notas fiscais apresentadas comprovam o dano material exato de R$ 14.380,00. Diante da negativa em resolver o problema de forma amigável sob o protocolo *****, informo que esta será a última tentativa de composição. Caso não haja proposta de ressarcimento em até 48 horas, a demanda será formalizada no Juizado Especial Cível (JEC), onde além dos danos materiais comprovados, será pleiteada indenização por danos morais pelo risco à segurança e desamparo em viagem.Reclamação encerrada e avaliada pelo consumidor
Avaliação do consumidor
Problema foi resolvido?NãoVoltaria a fazer negócio?NãoNota do atendimento0Não demonstraram nenhum interesse em resolver o assunto.