O que aconteceu
MEU CÃO FALECEU NO WEVETS BUTANTA E ATE AGORA NAO OBTIVE ESCLARECIMENTOS CLAROS DO HOSPITAL
No dia 1o de outubro de 2026, levei meu cão ao Hospital Veterinário WeVets Butantã para investigar episódios ocasionais de tosse e leve respiração abdominal. Ele chegou consciente, caminhando normalmente, comendo e se comportando de maneira habitual. Fomos ao hospital apenas para realizar exames e identificar a causa dos sintomas. Durante a avaliação, foi constatada oxigenação de 86%, quando, segundo a equipe, o esperado seria acima de 93%. Sua pressão arterial era de 130 mmHg. Após um exame rápido de ultrassom, foi identificada a presença de líquido ao redor do coração, posteriormente descrita como derrame pericárdico com tamponamento cardíaco. Mesmo permanecendo calmo e tranquilo, ele recebeu oxigênio por meio de um dispositivo nasal. Segundo os relatórios do hospital, foram administrados um medicamento sedativo e furosemida, sem meu consentimento prévio. A documentação foi assinada por mim somente após a administração dos medicamentos. Em seguida, fui informada de que meu cachorro seria encaminhado à UTI para uma avaliação mais detalhada. Em pouco tempo depois, fui comunicada de que ele havia apresentado grave desestabilização. Questiono especialmente o que ocorreu nesse intervalo. Segundo a própria equipe, em aproximadamente quinze minutos, ele apresentou pressão arterial impossível de aferir e enfraquecimento dos batimentos cardíacos. Diante da gravidade, solicitei que nenhum procedimento de retirada do líquido ao redor do coração fosse realizado sem que eu falasse com o responsavel pelo procedimento. Nesse momento, uma das veterinárias respondeu, você quer que ele salve seu cachorro ou quer que ele venha falar com você?. Posteriormente o veterinário responsável pela UTI desceu para conversar comigo, durante a conversa recebeu uma mensagem, retornou imediatamente à UTI e depois informou que havia realizado a intubação. Naquele momento, pelas informações transmitidas pela equipe veterinaria, fui levada a entender que ele havia sofrido uma parada cardiaca, e que isso seria o motivo da intubação. Posteriormente, o hospital informou que não houve parada cardiaca, gerando mais duvidas sobre a gravidade do episodio e as informações que me foram fornecidas.
Durante a internação, autorizei os exames e procedimentos solicitados pelo hospital. No dia 2 de outubro, por volta das 21h50, recebi uma ligação pedindo que eu fosse ao hospital, eu já estava a caminho e cheguei cerca de dez minutos depois. Ao chegar, fui informada de que meu cachorro havia falecido e encontrei seu corpo já rígido. Tenho plena ciência da gravidade do quadro clínico, entretanto questiono as condutas adotadas, a rapidez da deterioração e a sequência dos procedimentos. Identifiquei também divergências nos relatórios, sem esclarecimentos sobre os horários registrados. Desde 3 de outubro, busco esclarecimentos junto ao hospital e à ouvidoria. Apesar de quase trinta dias de tentativas, continuo sem respostas completas e conclusivas. As informações são desencontradas, inclusive quanto às medicações, suas dosagens e horários, e parte da documentação solicitada não foi disponibilizada, assim como a identificação completa dos profissionais envolvidos. Essa falta de transparência tem prolongado e agravado o sofrimento e o desgaste emocional pela perda do meu cachorro. Solicito respostas técnicas claras e fundamentadas, documentação integral do atendimento e da internação, esclarecimentos sobre as divergências apontadas, acesso às imagens das câmeras de segurança já solicitadas e o nome completo e número de CRMV de todos os veterinários envolvidos, especialmente das duas profissionais que realizaram o primeiro atendimento, cujas identificações já solicitei diversas vezes sem resposta.