O que aconteceu
Discriminação contra mim e meu filho.
Venho por meio desta mostrar minha indignação em relação à forma como eu e meu filho fomos tratados dentro do Colégio PH Barra da Tijuca. No dia 12 de Setembro, sábado, levei meu filho de 14 anos até a unidade para obtermos informações sobre a escola no geral. Chegando lá, uma recepcionista nos atendeu, comentei com ela que há dois anos atrás meu filho havia sido premiado com uma medalha de bronze na Olimpíada Nacional de Ciências, sendo assim perguntei se essa premiação nos ajudaria a conseguir algum desconto nas mensalidades ou algum outro benefício, já que um aluno dedicado, inteligente e muito estudioso é um excelente exemplo e orgulho para qualquer escola. A recepcionista pediu para que esperássemos pois ela iria lá dentro conversar com a pessoa responsável pelo setor financeiro. Minutos depois retorna uma pessoa que nos encaminha para uma sala privada, chegando ali, junto com meu filho, a primeira coisa que ela me perguntou foi quanto que eu pagava na escola atual do meu filho, falei o valor e logo em seguida me questionou se eu teria condição de pagar um PH, quanto que eu ganhava e se eu tinha marido, tudo isso perante ao meu filho de 14 anos que se sentiu extremamente constrangido e decepcionado, pois ele tinha uma outra imagem da escola, assim como eu também tinha.
Uma administração verdadeira não faria esse tipo de questionamento, pediria contra-cheques e na hora da inscrição da matrícula ela saberia exatamente a profissão de cada pessoa. Resolvi não falar qual é a minha profissão nem a do meu marido e me mantive na posição que ela nos colocou como pobres coitados que não teriam condições de pagar uma escola como o PH.
Ela nos dispensou rapidamente dizendo que ia avaliar a situação e que entraria em contato conosco, fato que nunca ocorreu. Também não comentou nada sobre o prêmio que meu filho recebeu, pegou o certificado, me devolveu e naquele momento olhei para o meu filho e vi o mal que ela estava causando a ele com o tamanho descaso.
Após esse episódio constrangedor e altamente discriminatório, certamente eu não matricularia meu filho em uma escola desse nível baixíssimo, mas resolvi ligar para ver até onde essa situação de discriminação absurda iria. Liguei uma semana depois, e pedi a recepcionista para eu dar uma palavrinha com a tal pessoa do financeiro. Liguei justamente para deixar registrado o ocorrido. Ela me atendeu ao telefone, daí resolvi falar para ela que ela teve uma atitude na frente do meu filho extremamente constrangedora e acabei falando para ela que independente da profissão, nível sócio-econômico, etc..ela está ali para mostrar respeito e empatia com todos pois se trata de uma instituição de ensino que deveria ter como base esses dois exemplos. Jamais matricularia meu filho em uma escola onde eu não pudesse honrar com meus compromissos.
Sei exatamente de todos os custos de uma instituição de ensino pois já trabalhei como educadora. Além dos custos físicos da instituição, como o aluguel do espaço, água, luz..existem ainda os custos com todos os colaboradores da escola e que merecem todo o nosso respeito, pois estão ali em suas lutas diárias e nos ajudando com a educação de nossos filhos.
Voltando a questão da ligação ao telefone, expliquei todo o constrangimento que ela nos fez passar e a comuniquei que colocaria uma nota no Reclame Aqui. Ela novamente não deu a mínima para a situação e nem se retratou comigo, simplesmente disse que eu a interpretei mal. Contra fatos não existem argumentos, então é a minha palavra contra a dela. Sou comerciante, não deveria colocar aqui a profissão que exerço nem a do meu marido, pois não é a profissão que determina o caráter e a dignidade das pessoa e sim o seu comportamento. Sou comerciante no ramo de jóias há mais de 40 anos, e meu marido é funcionário público federal há mais de 30.
Nos meus 40 anos de profissão jamais discriminei qualquer tipo de pessoa independente do seu grau de instrução, sua formação, sexo, religião, nível sócio-econômico, etc..
Nesse momento só gostaria de pedir para que os verdadeiros responsáveis pela unidade do Colégio PH Barra sejam mais criteriosos com os funcionários que contratam e peço aos pais que fiquem atentos não só em relação a custos, pois seus filhos não estão à venda.
Fiquem atentos à verdadeira educação e valores morais como respeito, empatia e caráter que são as bases fundamentais para a formação do Ser Humano e que por experiência própria e relatos que pesquisei no último dias sobre essa instituição PH, e cheguei a conclusão que não é uma instituição acolhedora, séria e verdadeira. Andei pesquisando com algumas famílias que tiraram seus filhos do PH e são muitos relatos negativos sobre essa instituição, falam sobre má administração financeira, má administração pedagógica, bullying, e agora somando a tudo isso, tem o meu relato de discriminação e falta de empatia.
No meu ponto de vista, o que fizeram conosco, prova que a Instituição de ensino PH, não está preocupada com alunos medalhistas, alunos bons e estudiosos mas sim com o dinheiro.
Nesse momento me junto a cada mãe, que assim como eu, se empenha, educa e busca agregar valores morais aos seus filhos para pedir que não os coloquem em uma instituição de ensino somente por Status, pois Status não agregam valores nenhum a moral e educação de seus filhos, mas só dá mais Status e alimenta a ganância dessas instituições que precificam e leiloam a cada novo ano a educação dos nossos filhos.
Pesquisem, pois existem instituições verdadeiramente sérias e comprometidas em nos ajudar não só com a formação profissional de nossos filhos, mas principalmente com a formação moral que é a base de tudo para ajudarmos essa e as futuras gerações.