Motorista da Gontijo ignora pedido de parada e deixa passageira em local perigoso

Respondida
Vila Velha - ES
14/05/2026 às 10:52
ID: 248627541
No dia *****, minha mãe viajou em um ônibus da Gontijo, saindo de Guarapari com destino a Governador Valadares, às *****, conforme ID da passagem *****.
Ao embarcar, informamos ao motorista que minha mãe desceria em Taruaçu de Minas. Minha mãe e eu fazemos esse trajeto há mais de ***** e, em todas as viagens anteriores, os motoristas sempre realizaram essa parada, já que pelo sistema da empresa não conseguimos comprar passagem diretamente para essas cidades menores. Normalmente, a passagem é emitida até Caratinga ou Governador Valadares, mas o ônibus realiza as paradas no trajeto para desembarque dos passageiros.
No momento do embarque, o motorista disse que não sabia onde ficava Taruaçu. Minha mãe explicou e ele pediu que ela o avisasse quando estivesse próximo. Até então, parecia estar tudo certo.
Quando chegaram em Caratinga, minha mãe avisou ao motorista que o local de desembarque estava se aproximando. Ao chegar próximo de Taruaçu, ela bateu na porta da cabine, mas o motorista não abriu e não parou. Depois que o ônibus passou da cidade e já estava chegando em Engenheiro Caldas, minha mãe começou a bater com mais força. Só então ele abriu a porta.
Minha mãe perguntou onde ele pretendia deixá-la, já que havia passado do local informado. O motorista respondeu que só pararia em Governador Valadares, porque esse era o destino final da passagem. Minha mãe explicou que não tinha ninguém para buscá-la em Governador Valadares e que meu tio já estava há cerca de 1 hora esperando por ela em Taruaçu, justamente por ser um local perigoso para uma mulher de quase 60 anos ficar sozinha de madrugada.
Após muita insistência, o motorista parou em Engenheiro Caldas, porém, segundo o relato da minha mãe, fez isso com muita má vontade, tratou a situação com ignorância e colocou as malas dela na rua de qualquer jeito.
Quero registrar minha total indignação com essa situação. Minha mãe foi deixada sozinha por volta das *****, no escuro, em uma cidade onde não havia ninguém aguardando por ela. Ela ficou exposta a um risco totalmente desnecessário por falta de preparo, atenção e educação do motorista.
Além disso, minha mãe relatou que o motorista conduziu o ônibus em alta velocidade durante a viagem, o que também nos preocupa muito, pois coloca em risco a vida dos passageiros.
Graças a Deus nada aconteceu com ela, mas a situação poderia ter terminado de forma muito grave. Caso algo tivesse acontecido, nenhuma nota de desculpas da empresa seria suficiente.
Entrei em contato com a empresa para registrar a reclamação formal, mas sequer me passaram o nome do motorista. A atendente informou que não tinha essa informação, o que considero inaceitável, pois a empresa deveria ter total controle sobre qual profissional conduziu determinado ônibus, em determinada data, horário, rota e ID de passagem.
Diante disso, solicito:
A apuração imediata do ocorrido;
A identificação do motorista responsável pela viagem;
Um posicionamento formal da empresa;
Providências internas para que esse tipo de situação não volte a acontecer;
Treinamento adequado aos motoristas sobre atendimento, paradas no trajeto e segurança dos passageiros.
Minha mãe foi exposta a uma situação de risco, constrangimento e desrespeito. Espero que a empresa trate esse caso com a seriedade que ele merece.
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Resposta da empresa
22/05/2026 às 14:38
Olá, Raiane, tudo bem?
Recebemos sua manifestação e agradecemos por relatar a situação ocorrida durante a viagem realizada em 13/05/2026, no trecho Guarapari/ES Governador Valadares/MG.
Informamos que o motorista responsável pela viagem foi devidamente identificado internamente e prestou os esclarecimentos sobre a ocorrência.
Conforme apurado, o local solicitado para desembarque não constava como ponto regular no plano de viagem. Durante o trajeto, diante da solicitação feita, o motorista chegou a reduzir e verificar a possibilidade de parada, porém, em razão da baixa visibilidade, da dúvida quanto ao ponto exato e das condições de segurança da via naquele momento, não realizou o desembarque fora do ponto regular.
Diante desse cenário, o desembarque foi realizado em Engenheiro Caldas/MG, em ponto regular, autorizado e considerado seguro para parada operacional. Assim, não houve interrupção indevida da viagem nem descumprimento do itinerário contratado, mas sim observância dos critérios de segurança e dos pontos de parada previstos para a operação.
Esclarecemos ainda que as paradas ao longo do trajeto devem seguir os locais autorizados e as condições seguras de operação, não sendo possível ao motorista efetuar desembarque em qualquer ponto solicitado fora dessas condições.
Sua manifestação foi registrada para conhecimento interno, mas, diante da apuração realizada, não foi identificada falha da empresa na condução do caso.
Permanecemos à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais.
Agradecemos pelo seu contato.