O que aconteceu
Gostaria de registrar minha profunda indignação com a experiência extremamente desagradável que eu e minha família tivemos HOJE (22/10/2026) com a equipe da GAV Resorts, em Porto de Galinhas/PE.
Eu, meu esposo, nosso bebê de apenas 5 meses e um casal de tios havíamos acabado de chegar a Porto de Galinhas. Estávamos conhecendo a praia e, em seguida, procuraríamos um local para almoçar, pois já estávamos há bastante tempo sem comer. Ressalto que sou mãe lactante, estou amamentando e precisava me alimentar, além de atender às necessidades do meu bebê.
Enquanto estávamos na região, fomos abordados por dois representantes da GAV Resorts, que nos convidaram para conhecer a empresa. Deixamos claro, desde o primeiro momento, que não tínhamos interesse. Entretanto, como meus pés estavam sujos de areia, ofereceram um local para lavá-los. Aceitei entrar exclusivamente por esse motivo.
Ao terminar, percebi que os representantes já estavam conversando com meus familiares, oferecendo um voucher de R$ 200,00 para consumo em restaurantes ou beach clubs. Segundo eles, bastaria preencher alguns dados e conhecer a apresentação da empresa, o que levaria apenas 30 minutinhos.
Expliquei que não gostaria de participar, pois estava com fome e precisava me alimentar. Mesmo assim, insistiram repetidamente e começaram a coletar os dados do meu esposo e do meu tio.
O que deveria durar 30 minutos já estava se aproximando de UMA HORA, sem qualquer perspectiva de encerramento!
Diante da situação, levantei e chamei minha família para irmos embora, pois já não estava me sentindo bem com a demora e a fome. Nesse momento, começaram as situações mais constrangedoras: diversos funcionários se aproximavam, tentando nos distrair, puxando conversa e brincando com meu bebê, dificultando nossa saída.
Informei a uma funcionária que poderíamos voltar em outro momento, quando tivéssemos mais disponibilidade. Foi então que apareceu um homem de terno e gravata, dizendo que já estávamos finalizando e oferecendo trocador para o bebê, suco, café e água.
Deixei claro que não queria nada daquilo. Eu queria apenas sair, comer e cuidar do meu filho!
Mesmo diante da minha insistência, continuaram tentando nos manter no local, com várias pessoas se aproximando e dificultando nossa saída.
Outro episódio extremamente desagradável aconteceu quando meu tio informou sua renda, que era inferior ao perfil financeiro buscado pela empresa. Em vez de respeitarem a informação, os representantes insinuaram que ele estava mentindo sobre quanto ganhava! Uma atitude completamente desrespeitosa e constrangedora.
Por fim, decidimos simplesmente sair andando. Mesmo assim, alguns representantes continuaram nos seguindo e falando conosco. O episódio mais absurdo aconteceu quando o homem de terno e gravata afirmou que, já que eu havia dito que voltaria no dia seguinte, deveria cumprir minha palavra, pois ele havia "jogado uma praga, e praga de vendedor pega".
QUE TIPO DE ATENDIMENTO É ESSE? QUE TIPO DE EMPRESA CONSIDERA ACEITÁVEL TRATAR POTENCIAIS CLIENTES DESSA MANEIRA?
Em nenhum momento demonstraram verdadeira empatia ou respeito pela nossa situação. Eu estava acompanhada de um bebê de apenas 5 meses, que precisava ser amamentado, ter sua fralda trocada e receber os cuidados necessários, enquanto eu também precisava me alimentar. Ainda assim, a prioridade dos representantes parecia ser exclusivamente nos manter ali para tentar realizar uma venda.
Não questiono o direito da empresa de divulgar seus serviços. O que considero inadmissível é a insistência excessiva, a abordagem invasiva, o constrangimento e a falta de respeito diante de negativas expressas.
Estávamos iniciando nossas férias em família, em um momento que deveria ser de descanso e tranquilidade, mas acabamos passando por uma experiência extremamente estressante, desgastante e desnecessária.
NÃO RECOMENDO A ABORDAGEM COMERCIAL DA GAV RESORTS EM PORTO DE GALINHAS!
Uma empresa que pretende conquistar clientes deveria começar respeitando suas decisões, seu tempo e, principalmente, suas necessidades básicas.
Registro esta reclamação para que outras famílias, especialmente aquelas que viajam com bebês e crianças pequenas, estejam cientes desse tipo de abordagem.
Espero um posicionamento formal da GAV Resorts, uma apuração da conduta dos profissionais envolvidos e providências concretas para que outras famílias não passem pelo mesmo constrangimento.
Não quero justificativas comerciais ou respostas genéricas. Quero que a empresa reconheça a gravidade do ocorrido e compreenda que nenhuma tentativa de venda justifica desrespeitar uma mãe, seu bebê e sua família.