Não respondida

Não consigo renegociar meu empréstimo consignado e fui cobrado indevidamente no cartão

Banco Itaú

cidade: Curitiba

O que aconteceu

Venho registrar uma reclamação formal contra o Banco Itaú em razão de problemas graves relacionados ao meu empréstimo consignado e, mais recentemente, ao parcelamento automático da minha fatura de cartão de crédito. Já tentei solucionar a situação diretamente com o banco e por meio dos canais oficiais de reclamação, porém não obtive uma solução efetiva.

1. EMPRÉSTIMO CONSIGNADO

Possuo um empréstimo consignado contratado junto ao Banco Itaú. Após meu desligamento da empresa anterior, passei a possuir um novo vínculo empregatício. O Itaú informou que o desconto do empréstimo poderia ser redirecionado automaticamente para a nova empresa, inclusive mediante os procedimentos necessários junto à Dataprev, tendo sido informado prazo operacional de até 90 dias para esse processo.

O problema é que a parcela atualmente prevista para o empréstimo, de aproximadamente R$ 875,00 mensais, tornou-se incompatível com minha realidade financeira atual.

Meu salário bruto na nova empresa é de aproximadamente R$ 3.500,00, com valor líquido aproximado de R$ 2.800,00. Além disso, meu benefício de alimentação, que anteriormente era de aproximadamente R$ 1.070,00, passou para cerca de R$ 680,00.

Atualmente possuo despesas essenciais mensais que incluem aproximadamente R$ 1.040,00 de aluguel, R$ 790,00 relacionados ao veículo e aproximadamente R$ 875,00 referentes à parcela do empréstimo consignado.

Somente essas três despesas já representam aproximadamente R$ 2.705,00 mensais. Considerando um salário líquido aproximado de R$ 2.900,00, sobrariam cerca de R$ 195,00 após o pagamento dessas obrigações, antes mesmo de considerar alimentação, água, energia elétrica, transporte, telefone, internet, medicamentos, despesas domésticas e demais necessidades básicas.

Portanto, a manutenção da parcela atual do consignado compromete de forma extremamente elevada minha renda disponível.

É importante deixar claro que não estou me recusando a pagar a dívida e não estou solicitando o perdão do empréstimo. Pelo contrário, tenho interesse em continuar pagando e regularizar minhas obrigações com o Itaú. O problema é que a parcela atual não é compatível com minha capacidade financeira.

Por esse motivo, solicitei ao Itaú a revisão e renegociação da operação, buscando principalmente a redução do valor mensal da parcela mediante eventual alongamento do prazo, de forma que o pagamento possa continuar sendo realizado sem comprometer integralmente minha renda.

Até o momento, porém, não obtive uma solução efetiva.

Também procurei atendimento por meio do Consumidor.gov.br, sem que o problema fosse devidamente solucionado ou que eu recebesse uma resposta satisfatória da instituição.

Diante da ausência de solução, registrei posteriormente reclamação perante o Banco Central do Brasil, sob o protocolo n 20261372034, aberta em 18/09/2026. Mesmo após essa tentativa de solução por meio de um canal oficial, a situação permanece sem resolução adequada.

Solicito, portanto, que o Itaú faça uma nova análise da operação, considerando minha situação financeira concreta e não apenas a existência formal do contrato, e apresente uma proposta real de renegociação, com redução da parcela mensal e eventual alongamento do prazo.

Também solicito esclarecimentos completos sobre o procedimento de transferência do desconto para a nova empresa, incluindo quando o desconto será iniciado, qual será o valor efetivamente descontado e quais medidas estão sendo adotadas pelo banco junto à nova empregadora/Dataprev.

2. PARCELAMENTO AUTOMÁTICO DA FATURA DO CARTÃO SEM AVISO PRÉVIO

Além do problema do empréstimo consignado, fui recentemente surpreendido com a realização de um parcelamento automático da minha fatura do cartão de crédito.

O Itaú realizou uma operação de 12 parcelas de R$ 157,90, totalizando R$ 1.894,80.

Minha fatura anterior era de R$ 1.326,53. Dentro do prazo, realizei um pagamento parcial de R$ 500,00. Dessa forma, o saldo que efetivamente permaneceu pendente era de aproximadamente R$ 826,53.

Apesar disso, o Itaú realizou um parcelamento cuja soma das parcelas chega a R$ 1.894,80.

O primeiro problema é que eu não fui previamente informado de que o banco realizaria esse parcelamento nas condições apresentadas.

Não recebi uma comunicação clara e específica informando que o saldo seria parcelado automaticamente, qual seria o valor financiado, qual seria a quantidade de parcelas, qual seria a taxa de juros, qual seria o CET e, principalmente, qual seria o valor total que eu passaria a dever.

Somente posteriormente tomei conhecimento de que o parcelamento havia sido efetivado.

Solicito, portanto, que o Itaú informe expressamente quando, como e por qual canal fui comunicado sobre a realização desse parcelamento, apresentando os respectivos registros da comunicação.

Não considero suficiente uma resposta genérica afirmando que o parcelamento automático está previsto em contrato. Solicito a comprovação de que as informações necessárias sobre a operação foram efetivamente disponibilizadas antes da sua realização, permitindo que eu tivesse conhecimento das condições aplicadas.

3. DIFERENÇA ENTRE O SALDO PENDENTE E O VALOR TOTAL DO PARCELAMENTO

Outro ponto que precisa ser esclarecido é a enorme diferença entre o saldo que permaneceu pendente e o valor total da operação criada pelo Itaú.

Após o pagamento de R$ 500,00, o saldo aproximado da fatura era de R$ 826,53.

Entretanto, o banco transformou esse saldo em uma operação de 12 parcelas de R$ 157,90, totalizando R$ 1.894,80.

A diferença entre R$ 826,53 e R$ 1.894,80 é de aproximadamente R$ 1.068,27.

Ou seja, a diferença representa valor superior ao próprio saldo original que permaneceu pendente.

Não estou afirmando, sem a apresentação dos cálculos pelo banco, que toda essa diferença necessariamente corresponda a juros. Justamente por isso, solicito que o Itaú apresente uma memória de cálculo completa e detalhada, permitindo identificar exatamente a origem de cada centavo cobrado.

Solicito que sejam discriminados, separadamente:

saldo original financiado;

valor principal;

juros remuneratórios;

taxa de juros mensal;

taxa de juros anual;

encargos financeiros;

multas, se houver;

tarifas, se houver;

demais cobranças incidentes;

CET da operação;

valor de cada parcela;

valor total da operação;

e a metodologia utilizada para chegar ao total de R$ 1.894,80.

Também solicito que o Itaú informe expressamente qual cláusula contratual autorizou o parcelamento automático e quais condições foram utilizadas para determinar a quantidade de parcelas e os respectivos valores.

Considerando que o Banco Central estabelece regras e limites aplicáveis aos juros e encargos financeiros nas operações de cartão de crédito, solicito ainda que o banco demonstre expressamente que a operação realizada respeita integralmente os limites legais aplicáveis ao caso.

Caso seja constatado que parte dos valores cobrados corresponde a juros ou encargos acima dos limites permitidos, solicito o imediato recálculo da operação e a exclusão dos valores indevidos.

Caso o banco entenda que a diferença de R$ 1.068,27 não corresponde a juros e encargos, solicito que identifique individualmente cada parcela dessa diferença e apresente a respectiva justificativa contratual e normativa.

4. PAGAMENTOS REALIZADOS ACIMA DO MÍNIMO

Também considero importante destacar que realizei pagamentos superiores ao valor mínimo em duas faturas.

Portanto, não se trata de uma situação em que simplesmente deixei de pagar o cartão ou me recusei a cumprir minhas obrigações.

Tenho realizado pagamentos dentro das minhas possibilidades financeiras e venho tentando manter minhas obrigações em dia.

Ocorre que minha situação financeira está atualmente comprometida principalmente em razão do valor elevado do empréstimo consignado, e a criação de um novo parcelamento automático no cartão aumenta ainda mais o comprometimento da minha renda.