O que aconteceu
Em maio de 2026, levei meu Jeep Compass Limited T270 2022 à concessionária Fiori para realização de serviços no sistema de arrefecimento, conforme orçamento n 1913614, no valor total de R$ 14.513,06.
O serviço envolveu diversos componentes do sistema de arrefecimento, incluindo válvula termostática, radiador, bomba dágua, mangueiras, reservatório, tubos de circulação do líquido de arrefecimento e outros componentes relacionados. O próprio orçamento registra a substituição da válvula termostática.
Agora, poucos meses depois, o veículo apresentou vazamento no sistema de arrefecimento justamente na região da termostática, segundo diagnóstico da própria concessionária, e esse vazamento teria provocado superaquecimento do motor.
O veículo está imobilizado na concessionária desde 24/09/2026, sem solução até o momento. A concessionária informa que será necessário desmontar o cabeçote para verificar se houve dano interno ao motor e pretende cobrar R$ 2.000,00 apenas pelo diagnóstico, sob a justificativa de que o veículo "não possui mais nenhum tipo de garantia".
Considero essa justificativa inadequada, pois o problema atual envolve exatamente o sistema que foi objeto de uma intervenção extensa e recente realizada pela própria concessionária.
Não estou afirmando antecipadamente qual foi a causa do defeito, mas é indispensável que seja tecnicamente apurado se existe relação entre o serviço realizado em maio e o problema apresentado agora. Não considero razoável simplesmente transferir ao consumidor o custo dessa investigação sem antes esclarecer a eventual responsabilidade pelo serviço anteriormente realizado.
Além disso, diante da permanência do veículo na concessionária desde 24/09, solicito a disponibilização imediata de um veículo reserva durante todo o período em que meu veículo permanecer impossibilitado de utilização, especialmente enquanto são realizados o diagnóstico e eventual reparo.
Solicito à Fiori:
1. que suspenda a cobrança de R$ 2.000,00 pelo diagnóstico até que seja esclarecida a possível relação com o serviço realizado em maio;
2. que forneça relatório técnico detalhado indicando o ponto exato e a causa provável do vazamento;
3. que informe qual válvula termostática foi instalada em maio e qual componente atualmente apresenta o problema;
4. que apresente a ordem de serviço/fatura definitiva dos serviços realizados em maio;
5. que preserve as peças eventualmente retiradas do veículo;
6. que não realize desmontagem do cabeçote ou qualquer intervenção adicional sem minha autorização expressa e sem esclarecer previamente quem assumirá os custos caso seja constatada relação com o serviço realizado anteriormente;
7. que disponibilize carro reserva enquanto o veículo permanecer imobilizado, considerando que ele está parado desde 24/09/2026;
8. caso a concessionária negue o carro reserva, que apresente formalmente a justificativa contratual e/ou jurídica para a negativa;
9. caso seja posteriormente constatado que o defeito atual possui relação com o serviço realizado em maio, que sejam considerados também os prejuízos materiais comprovadamente decorrentes da indisponibilidade do veículo.
O Código de Defesa do Consumidor prevê responsabilidade do fornecedor por vícios na prestação de serviços, e o término de eventual garantia contratual não afasta automaticamente a possibilidade de responsabilização por vício oculto.
Busco uma solução técnica e administrativa para o problema, sem a transferência automática ao consumidor de custos que podem decorrer de uma intervenção realizada pela própria concessionária há poucos meses.
O veículo já está há dias imobilizado, sem que tenha sido apresentada uma solução definitiva, e não considero razoável permanecer indefinidamente sem o automóvel e ainda ser obrigado a pagar R$ 2.000,00 para investigar um problema potencialmente relacionado ao serviço anteriormente executado pela própria concessionária.
Aguardo uma posição formal da Fiori, a disponibilização de veículo reserva e a solução definitiva do problema.
Mayron Rodrigues de Almeida