Não respondida

Não recebi assistência adequada como gestante em voos da LATAM e perdi conexões

LATAM Airlines

cidade: Contagem

O que aconteceu

Venho registrar minha profunda indignação com os graves transtornos enfrentados por minha família durante nossa viagem internacional aos Estados Unidos, entre 26/09/2026 e 12/10/2026, com a LATAM.

Ressalto que, no início da viagem, eu estava grávida de 28 semanas, acompanhada do meu marido e do nosso filho de apenas 6 anos. Mesmo nessa condição, fomos submetidos a situações de extremo desgaste físico e emocional, falta de informações, ausência de atendimento prioritário e prejuízos financeiros.

IDA 26/09/2026 CONFINS / GUARULHOS / ORLANDO

Tínhamos voo saindo de Confins às 07h10, com conexão em Guarulhos às 11h35 para Orlando. Acordamos de madrugada e chegamos ao aeroporto dentro do horário previsto.

Após embarcarmos, permanecemos aproximadamente 4 horas e 30 minutos presos dentro da aeronave, sem decolar. Inicialmente, a justificativa foi o mau tempo em Guarulhos e, posteriormente, um buraco na pista.

Durante essa espera, a água e os alimentos disponíveis no avião acabaram, sendo necessário improvisar uma forma de receber mais água.

Eu estava grávida de 28 semanas, acompanhada de uma criança pequena, permanecendo por horas dentro da aeronave, sem condições adequadas de alimentação e hidratação.

Para piorar, fomos informados de que, caso optássemos por desembarcar, perderíamos o direito à remarcação do voo internacional. Diante dessa informação, permanecemos no avião, mesmo extremamente desconfortáveis.

Somente decolamos de Confins por volta das 11h40, quando nosso voo para Orlando já estava previsto para partir.

Chegamos a Guarulhos próximo das 13h e encontramos um verdadeiro caos!

FILAS QUILOMÉTRICAS, FALTA DE INFORMAÇÕES E NENHUMA ASSISTÊNCIA ADEQUADA

Mesmo sabendo que diversos passageiros perderiam suas conexões devido ao atraso, a LATAM não havia organizado adequadamente o atendimento ou a reacomodação.

Havia filas enormes, funcionários sem informações claras e passageiros completamente perdidos.

Já passava das 16h e ainda não havíamos conseguido nos alimentar adequadamente.

Ao informar que estava grávida e acompanhada do meu filho de 6 anos, uma funcionária da LATAM afirmou que não havia fila preferencial.

É inadmissível que uma gestante de 28 semanas e uma criança pequena sejam submetidas a horas de espera sem atendimento prioritário!

Eu já apresentava fraqueza e sintomas de pressão baixa. Sem condições de continuar em pé, tivemos que nos sentar no chão do aeroporto, enquanto meu filho estava exausto, estressado e com fome.

Somente quando não aguentei mais e busquei atendimento à frente da fila conseguimos ser atendidos e receber um voucher para alimentação.

A companhia não demonstrou o cuidado necessário com uma passageira grávida e uma criança, mesmo diante de uma situação tão desgastante.

PERDA DE UM DIA DA VIAGEM E PREJUÍZOS FINANCEIROS

Devido à demora e à falta de solução antecipada, não conseguimos embarcar para Orlando naquele dia.

Tivemos que passar a noite em um hotel próximo ao Aeroporto de Guarulhos e embarcar somente no dia seguinte.

Nossa chegada a Orlando ocorreu apenas em 27/09, por volta das 17h, ocasionando a perda de praticamente um dia inteiro de uma viagem internacional planejada e paga com antecedência.

Além da frustração e do desgaste, tivemos prejuízos financeiros:

* Cobrança de uma taxa em dólares pelo hotel nos Estados Unidos, devido ao não comparecimento na data prevista.

* Perda de uma diária do veículo alugado antecipadamente.

* Perda de parte da programação da viagem.

* Desgaste físico e emocional de toda a família.

Não se tratava de uma viagem improvisada, mas de férias familiares planejadas com antecedência, envolvendo reservas, investimentos e expectativas.

RETORNO 11/10/2026 BOSTON / GUARULHOS / CONFINS

Infelizmente, os transtornos continuaram no retorno ao Brasil.

No Aeroporto de Boston, meu marido foi inicialmente impedido de embarcar sob a alegação de uma alteração em seu check-in, sendo exigido o pagamento de uma taxa de aproximadamente US$ 250.

Estávamos viajando com nosso filho de 6 anos, eu já com mais de 30 semanas de gestação e aproximadamente nove malas.

Como seria possível eu embarcar sozinha, grávida, com uma criança pequena e tantas bagagens, deixando meu marido para trás?

A situação gerou enorme ansiedade, insegurança e constrangimento.

Somente graças à ajuda de uma funcionária brasileira, que entrou em contato com a LATAM para esclarecer a cobrança, conseguimos resolver o problema e embarcar juntos.

NOVA PERDA DE CONEXÃO EM GUARULHOS

Ao chegarmos a Guarulhos, enfrentamos outra situação extremamente desgastante.

A liberação de nossas bagagens demorou mais de duas horas, pois precisávamos passar pelos procedimentos da Receita Federal.

Em consequência dessa demora, perdemos novamente nossa conexão para Confins.

Mais uma vez, enfrentamos tumulto, filas e dificuldades para conseguir atendimento e reorganizar nosso retorno.

Por volta da meia-noite, ainda estávamos tentando conseguir transporte para o hotel.

Como tínhamos aproximadamente nove malas, precisamos solicitar dois veículos por aplicativo, pois as bagagens não cabiam em apenas um carro.

Chegamos ao hotel por volta das 2h da madrugada, completamente exaustos, com fome e, no meu caso, novamente apresentando fraqueza e sintomas de pressão baixa.

Nosso novo voo estava previsto para aproximadamente 8h da manhã. Dormimos menos de quatro horas e tivemos que acordar novamente de madrugada, organizar todas as bagagens e solicitar mais dois veículos para retornar ao aeroporto.

Tudo isso comigo grávida, no terceiro trimestre da gestação, e acompanhada de uma criança de apenas 6 anos.

Somente conseguimos chegar à nossa cidade por volta das 10h do dia 12/10/2026.

DESCASO, FALTA DE ASSISTÊNCIA E DANOS SOFRIDOS

O que mais revolta não são apenas os atrasos, mas a maneira como fomos tratados e a falta de assistência adequada durante toda a viagem.

Compreendo que condições meteorológicas e questões operacionais podem ocasionar atrasos. Entretanto, isso não justifica a ausência de informações, a falta de organização, a demora na assistência e, principalmente, a negativa de atendimento prioritário a uma gestante.

Durante a mesma viagem internacional, minha família enfrentou duas perdas de conexão, horas de espera, alimentação tardia, despesas adicionais, insegurança e desgaste físico e emocional.

Eu estava grávida de 28 semanas na ida e com mais de 30 semanas no retorno. Meu filho tinha apenas 6 anos!

Ficar horas dentro de uma aeronave com água e alimentos insuficientes, precisar sentar no chão de um aeroporto por fraqueza, enfrentar filas enormes sem prioridade e passar noites praticamente sem dormir ultrapassa os transtornos comuns de uma viagem.

Minha condição exigia cuidados e atenção, especialmente diante dos episódios de pressão baixa e do desgaste físico provocado pelas longas esperas.

SOLICITO UMA SOLUÇÃO DA LATAM

Diante de todos os acontecimentos, solicito:

1. Explicações formais sobre os atrasos, as perdas de conexão e a assistência prestada nos dois trajetos.

2. Esclarecimentos sobre a negativa de atendimento prioritário, mesmo estando grávida de 28 semanas e acompanhada de uma criança pequena.

3. Explicação sobre a cobrança de US$ 250 exigida inicialmente para o embarque do meu marido em Boston.

4. Ressarcimento dos prejuízos financeiros comprovados, incluindo a taxa cobrada pelo hotel nos Estados Unidos, a diária perdida do carro alugado e demais despesas adicionais decorrentes dos transtornos.

5. Uma proposta de compensação financeira pelos danos morais sofridos por mim e minha família, considerando a gravidade e a repetição dos acontecimentos.

Não considero aceitável que uma família, especialmente uma gestante e uma criança pequena, seja submetida a tantas situações desgastantes em uma única viagem, sem assistência adequada.

Espero uma resposta séria, individualizada e uma solução efetiva da LATAM.

Esta reclamação representa minha tentativa de resolver a situação administrativamente.