O que aconteceu
Venho por meio desta registrar uma reclamação formal contra a unidade da Microlins por prática comercial abusiva, omissão enganosa de informações, tratamento discriminatório e tentativa de enriquecimento ilícito.
No dia de ontem, fui contatada por uma atendente da instituição oferecendo um suposto 'incentivo de estudos' da FAEB. Antes de ir até o local, perguntei expressamente via WhatsApp qual seria o valor do curso e as formas de pagamento. Em resposta, por meio de áudio, a atendente garantiu textualmente que o curso NÃO teria mensalidades e NÃO teria cobrança de material, afirmando que eu pagaria apenas 'um valor de R$ 12,90'. Ela omitiu deliberadamente que o valor seria multiplicado por 30 vezes, camuflando o custo total de R$ 370,00.
Ao chegar à unidade, fui submetida a uma abordagem altamente agressiva e coercitiva pela equipe de vendas e pela própria diretoria. Ao mencionar que sou natural da Bahia, a diretora passou a fazer perguntas de cunho pessoal, evasivas e totalmente preconceituosas sobre a minha vida privada, questionando de forma discriminatória e irônica: 'Ah, você é casada? Você tem filho?'. Fui colocada em uma situação de extremo constrangimento, humilhação e vergonha devido ao meu estado de nascimento, sendo psicologicamente pressionada e induzida ao erro para assinar o contrato e realizar o pagamento imediato de R$ 370,00.
Ao perceber a publicidade enganosa baseada na omissão de informações financeiras, solicitei o cancelamento imediato antes do início das aulas, que estão previstas para começar apenas na próxima segunda-feira. No entanto, a escola está agindo de má-fé para me enrolar: recusaram-se a me atender nesta semana (amanhã ou sexta-feira) e insistiram em agendar o atendimento apenas para o dia 09 de outubro. Essa é uma tática clara para forçar o início das aulas e, com isso, tentar me cobrar uma multa rescisória ilegal de 10% a 20% sobre as parcelas do contrato.
O Artigo 37, 1 e 3 do Código de Defesa do Consumidor (CDC) proíbe a omissão de dados essenciais (publicidade enganosa), e o Artigo 6, inciso IV, veta métodos comerciais coercitivos ou que imponham constrangimento ao consumidor. Como o cancelamento foi exigido ANTES do início de qualquer prestação de serviço, a cobrança de multa é abusiva e nula.
Diante disso, exijo:
1. O cancelamento imediato do contrato, sem qualquer multa rescisória;
2. A devolução integral dos R$ 370,00 pagos sob indução ao erro e coação;
3. A exclusão definitiva dos meus dados do sistema de cobranças da escola.
O histórico de conversas, a recusa de atendimento imediato e o áudio da atendente estão guardados e serão apresentados ao PROCON e às autoridades competentes. Eu direcionada para a instituição Microlins e atendente me informou que eles fazem parceria com a FAEB.
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4Interações da reclamação
Microlins respondeu
01/10/2026 às 11:05
Olá Karine!
Pedimos desculpas pelos transtornos relatados e lamentamos a experiência descrita.
A MoveEdu entrará em contato com você por e-mail para explicar o processo de tratativa e encaminhar sua reclamação à unidade responsável. A Ouvidoria acompanhará o caso junto à unidade até a conclusão da tratativa.
Consumidor respondeu
02/10/2026 às 00:41
Entraram em contato comigo, mas insistem em não resolver o meu problema. Eu já disse que não queria ser atendida pela diretora da FAEB, pois ela me causou constrangimento e eu não quero passar por isso novamente. Respondi à mensagem da representante da Microlins pedindo clareza sobre como resolveriam a situação: perguntei se o problema seria solucionado sem a cobrança de multa rescisória e com a devolução integral do meu dinheiro. Reforcei também que não queria ser atendida novamente por quem me causou constrangimento. No entanto, a representante não respondeu como o caso seria resolvido e insiste para que o atendimento seja feito pela diretora. Se eu fiz o pagamento no caixa da escola, diretamente com um funcionário da instituição, por que não posso ser atendida por outro funcionário da Microlins para evitar novos constrangimentos?