Não resolvido

Veículo zero km com falhas graves na suspensão e motor

RAM

cidade: Piumhi

O que aconteceu

STELLANTIS/RAM: VEÍCULO ZERO KM DE R$ 618 MIL COM FALHAS GRAVES, ENGENHARIA ACIONADA DUAS VEZES E CONSUMIDOR ABANDONADO SEM CARRO

Adquiri uma RAM 3500 Limited Longhorn High-Output 2026/2026, zero quilômetro, pelo valor de R$ 618.790,90.

Em vez da segurança e da confiabilidade esperadas de um veículo desse porte e valor, enfrentei falha grave e reincidente na suspensão, alertas de motor e filtro de exaustão, perda de potência, limitações de velocidade, falhas eletrônicas, guinchos e sucessivas intervenções técnicas.

Já na primeira viagem, após a saída da Css, a caminhonete apresentou ruído na suspensão e tendência de puxar para a esquerda. Carro enviado de guincho a css.

Em 12/05/2026, com somente 801 km, a concessionária constatou mola dianteira esquerda desencaixada/empenada. A peça foi substituída com suporte técnico da engenharia da própria Stellantis.

Depois do reparo, o mesmo conjunto voltou a apresentar problema.

Em 08/06/2026, com apenas 1.679 km, o veículo retornou de guincho. A documentação registrou novo desencaixe ou desalinhamento da mola dianteira esquerda, além de aviso relacionado ao filtro de exaustão, falha do motor, travamento da multimídia e outras irregularidades.

A resposta formal da concessionária confirma que a engenharia da Stellantis foi novamente acionada, que um representante técnico da fabricante compareceu pessoalmente à oficina e que houve verificação e limpeza do sistema de injeção, reprogramação dos bicos injetores e do módulo.

Portanto, a fabricante não é uma terceira estranha ao problema. A Stellantis participou diretamente das orientações técnicas e das tentativas de reparo.

Também existe o comunicado interno SI 126/2026, de 05/06/2026, no qual a Stellantis informou à rede de concessionárias que havia identificado um lote de RAM 2500 e RAM 3500 com possibilidade de funcionamento irregular do motor, cuja causa ainda estava sendo investigada, determinando bloqueio de entrega dos chassis envolvidos.

Não afirmo, sem acesso à lista mantida pela fabricante, que meu chassi integrava esse lote. Exijo, porém, transparência: meu veículo apresentou sintomas de funcionamento irregular do motor no mesmo período, e somente a Stellantis possui a lista de chassis, os registros de engenharia, os diagnósticos completos e as comunicações técnicas necessárias para esclarecer a situação.

O que mais revolta é o tratamento dispensado ao consumidor.

Depois de muita insistência, em 11/06/2026 foi disponibilizado um veículo substituto de categoria inferior. Em 25/06/2026, fui informado pela locadora de que deveria devolvê-lo imediatamente, por ordem atribuída à fabricante. Cumpri a solicitação no mesmo dia e, desde então, permaneço sem veículo, apesar de ter desembolsado mais de R$ 618 mil por uma caminhonete destinada também à minha atividade profissional e rural.

Não comprei um veículo experimental. O consumidor não pode funcionar como piloto de testes da engenharia de uma multinacional, muito menos assumir sozinho os riscos, os custos e a privação decorrentes de falhas surgidas nos primeiros quilômetros de um automóvel zero quilômetro.

Diante da ausência de solução efetiva, o caso precisou ser judicializado. Sem decidir ainda o mérito, o Judiciário determinou a preservação do veículo, das peças, dos diagnósticos, módulos eletrônicos, registros de engenharia e comunicações internas, proibindo qualquer cobrança de guarda contra o consumidor.

Mesmo assim, esta reclamação é uma tentativa de solução consensual.

Solicito que a Stellantis/RAM designe imediatamente um representante com poderes reais para negociar e apresente proposta objetiva envolvendo:

1. resolução da compra e restituição integral e atualizada do preço;

2. ressarcimento das despesas comprovadas;

3. recebimento definitivo do veículo sem descontos ou cobranças;

4. disponibilização de veículo substituto funcional ou custeio da locação até a formalização do acordo;

5. apresentação transparente dos documentos técnicos e esclarecimento sobre eventual relação do veículo com comunicados ou investigações de engenharia.

Não aceito que concessionária e fabricante continuem transferindo responsabilidades entre si. Para vender um veículo premium, ambas aparecem. Quando surgem problemas graves de segurança, o consumidor não pode ser deixado sozinho.

Espero uma resposta compatível com o tamanho da marca, com o valor do produto e, principalmente, com o respeito que qualquer consumidor merece.

Reclamações parecidas

4

Interações da reclamação

  1. RAM respondeu

    03/09/2026 às 11:47

    Olá Eduardo, tudo bem?

    Protocolo de Atendimento: *****

    Realizamos tentativa de contato em 17/08/2026 para prestar esclarecimentos sobre o seu manifesto. Mobilizamos a gestão da concessionária Divesa Seminário e nossos setores técnicos para acompanhamento do caso relatado.

    Identificamos que a questão encontra-se em âmbito jurídico. Por essa razão, a Central de Serviços ao Cliente não possui competência para atuar ou realizar negociações neste canal, cabendo ao Departamento Jurídico da Marca o tratamento da demanda.

    Dessa forma, solicitações relacionadas à resolução da compra, restituição de valores, ressarcimento de despesas, disponibilização de veículo substituto, negociações comerciais, apresentação de documentos vinculados ao processo judicial e demais pleitos constantes em sua manifestação deverão ser tratadas exclusivamente nos autos do processo e pelos representantes legais competentes.

    Permanecemos à disposição, sempre que necessário, em todos os canais de atendimento para demais dúvidas ou solicitações.

    📞 Telefone: 0800 730 7060

    💬 WhatsApp: (31) 2123-8000

    Atenciosamente,

    Tamara Ramos

    Central de Serviços ao Cliente RAM | Reclame Aqui

  2. Reclamação encerrada e avaliada pelo consumidor

    Avaliação do consumidor

    Problema foi resolvido?Não
    Voltaria a fazer negócio?Não
    Nota do atendimento0

    Nada foi resolvido