Respondida

Falta de empatia com familiar acompanhando minha mãe em fase terminal

Santa Casa de Porto Alegre

cidade: Porto Alegre

O que aconteceu

À Ouvidoria do Complexo Hospitalar Santa Casa de Porto Alegre,

Escrevo este e-mail em um dos momentos mais dolorosos da minha vida, como filha de uma paciente em fase terminal de vida, internada no Hospital Santa Clara, e como alguém que já não tem forças para continuar pedindo por algo que deveria ser básico: empatia, acolhimento e respeito.

Minha mãe foi internada no Hospital São José no dia 09/09, após o rompimento de um aneurisma, que resultou em AVC hemorrágico, AVC isquêmico e hidrocefalia. Permaneceu na UTI até o dia 13/10, quando foi transferida para a unidade de internação, já sob cuidados paliativos, diante da gravidade de seu quadro clínico.

Inicialmente, foi encaminhada ao quarto 222, onde a equipe de enfermagem autorizou a permanência de duas acompanhantes, considerando a delicadeza do momento e a necessidade de estarmos ao lado dela. Havia, inclusive, espaço para duas cadeiras junto ao leito.

Posteriormente, por uma decisão unilateral do hospital, minha mãe foi transferida para o quarto 507A, no Hospital Santa Clara. Essa mudança dificultou a permanência de duas acompanhantes e, para agravar a situação, foi negada a disponibilização de uma segunda cadeira.

Parece absurdo precisar explicar que estamos falando de uma paciente em fase terminal de vida. Não estamos pedindo privilégios, conforto extra ou qualquer tratamento excepcional. Somos apenas duas filhas que desejam permanecer ao lado da própria mãe durante os últimos dias de sua vida.

Já busquei ajuda da equipe de cuidados paliativos e da enfermeira Raquel, do posto do quinto andar. Mesmo assim, continuo sem uma solução para uma situação que tem nos causado ainda mais sofrimento em um momento em que estamos emocionalmente devastadas.

Escrevo este e-mail sentada no chão, ao lado do leito da minha mãe, porque sequer temos uma segunda cadeira disponível para acompanhá-la com o mínimo de dignidade. É profundamente doloroso precisar chegar a esse ponto para tentar garantir condições básicas à nossa família.

Enquanto tentamos assimilar a possibilidade de perder nossa mãe, acompanhar sua condição clínica e encontrar forças para enfrentar cada dia, também precisamos gastar a pouca energia que nos resta implorando por compreensão. É desumano que, em um momento como este, a nossa família precise enfrentar esse tipo de situação.

Entendo que o hospital possui regras, limitações de espaço e rotinas assistenciais. No entanto, acredito que situações de terminalidade de vida exigem sensibilidade, avaliação individualizada e, acima de tudo, humanidade. Decisões administrativas não deveriam desconsiderar a necessidade de uma mãe estar acompanhada pelas próprias filhas em seus últimos dias de vida, especialmente quando a permanência de duas acompanhantes já havia sido autorizada anteriormente.

Diante disso, solicito a intervenção urgente da Ouvidoria para que essa situação seja revista, garantindo condições adequadas para a permanência de duas acompanhantes e a disponibilização de uma segunda cadeira junto ao leito da minha mãe.

Mais do que uma reclamação, este e-mail é um pedido de socorro de uma filha que está tentando atravessar um dos momentos mais difíceis da sua vida e que não deveria precisar lutar para poder estar ao lado da própria mãe.

Espero que este relato seja recebido com a seriedade que merece e que providências sejam tomadas com urgência, enquanto ainda temos a oportunidade de estar com ela.

Att,

Reclamações parecidas

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Interações da reclamação

  1. Santa Casa de Porto Alegre respondeu

    22/10/2026 às 08:03

    Boa tarde!

    Lamentamos pela situação descrita e pedimos desculpas pelos transtornos causados. Esse não é o padrão de qualidade que buscamos oferecer aos nossos pacientes e acompanhantes.

    Estamos verificando o ocorrido internamente para as devidas providências.

    Entraremos em contato através do email: [email protected] para dar continuidade à resolução.

    Nos colocamos à disposição para qualquer dúvida ou necessidade adicional.

    Att.,