Respondida

Não consigo tratamento para minha psoríase e fui mal atendida

Santa Casa de Porto Alegre

cidade: Porto Alegre

O que aconteceu

Meu nome é *****, tenho 21 anos e faço tratamento para psoríase pustulosa desde os 8 anos de idade no Hospital Santo Antônio. Durante todos esses anos, nunca tive problemas com receitas de medicamentos, atendimentos ou internações. Infelizmente, estou enfrentando novamente uma crise de psoríase pustulosa generalizada, com lesões que estão se espalhando e aumentando de tamanho, apresentando vermelhidão, inchaço e formação de pústulas.

Com a piora do quadro, procurei a dermatologia da Santa Casa e fui informada de que precisaria realizar exames antes de iniciar um tratamento com medicação injetável. Questionei se não existia algum medicamento que pudesse ajudar a controlar a proliferação das lesões enquanto aguardava os exames, mas me disseram que não seria possível. Mesmo com a evolução da doença, fui orientada a retornar somente no dia 16/11, enquanto os exames foram agendados para os dias 10/11 e 13/11.

Como as lesões continuaram piorando, voltei à dermatologia. Expliquei que os exames já estavam marcados e fui informada de que as atendentes não deveriam ter agendado aquelas datas, pois os profissionais haviam solicitado urgência. Ainda assim, saí sem uma solução para o meu quadro. Diante disso, realizei os exames solicitados naquele mesmo dia, na tentativa de agilizar o tratamento, e fui orientada a retornar no dia seguinte para uma nova avaliação.

Quando voltei, fui atendida por outra equipe. Durante a consulta, os profissionais fizeram comentários sobre como era interessante a forma como as lesões se distribuíam pelo meu corpo. O médico especialista comentou que o quadro parecia ser dermatite com seborreia. Expliquei que já havia sido diagnosticada com psoríase pustulosa generalizada, mas fui informada novamente de que não poderiam iniciar a medicação injetável sem um exame específico.

Além disso, os exames que eu já havia realizado não foram analisados durante o atendimento, embora apresentassem alterações relacionadas à inflamação. Ao perguntar se existia alguma alternativa para controlar a doença enquanto aguardava o tratamento injetável, o médico especialista demonstrou irritação e bateu a porta. Considero essa atitude desrespeitosa e incompatível com o acolhimento esperado em um serviço de saúde, especialmente diante de uma paciente que procurava ajuda porque seu quadro estava piorando.

Também questionei sobre a possibilidade de utilizar acitretina, mas me disseram que não poderiam prescrevê-la porque eu estava em idade de pensar em uma possível gravidez e que a medicação injetável seria o caminho mais rápido. O problema é que, conforme fui informada, a acitretina não estava mais disponível para compra no mercado, e eu dependeria do fornecimento pelo SUS, cujo processo de aprovação poderia levar de 20 a 30 dias. Já o tratamento injetável também dependia de exames específicos e de aprovação. Mesmo diante dessa situação, não recebi uma orientação clara sobre como proceder ou quais alternativas poderiam ser consideradas com segurança enquanto aguardava.

Após três atendimentos na dermatologia sem conseguir uma solução efetiva, meu quadro continuou se agravando. No dia 23/10, eu já estava com dificuldade para andar, novas lesões grandes haviam surgido e outras menores continuavam aparecendo. Procurei, então, a emergência da Santa Casa pelo SUS, levando um encaminhamento de um dermatologista, mas novamente não consegui o atendimento de que precisava.

Minha indignação não está no fato de existirem exames e protocolos necessários para determinados tratamentos, mas na maneira como fui atendida e na falta de uma orientação adequada diante da piora progressiva da doença. Considero preocupante que, mesmo procurando ajuda repetidas vezes e seguindo as orientações recebidas, eu não tenha conseguido uma avaliação que esclarecesse como proceder enquanto aguardava o tratamento indicado.

Diante do ocorrido, solicito que a Santa Casa e o Hospital Santa Clara apurem os fatos relatados e avaliem a conduta das equipes envolvidas, especialmente em relação à análise dos exames apresentados, à orientação fornecida sobre as possibilidades de tratamento e ao atendimento na emergência, mesmo diante de um encaminhamento médico. Também considero necessário rever os fluxos de atendimento e a comunicação entre os serviços, para que os protocolos e procedimentos administrativos não impeçam uma avaliação adequada de pacientes que apresentam agravamento clínico.

Espero que esta reclamação seja tratada com seriedade e que sejam tomadas providências para melhorar o acolhimento, a comunicação e a assistência prestada aos pacientes. Meu objetivo é obter esclarecimentos sobre o atendimento recebido e contribuir para que outras pessoas não enfrentem dificuldades semelhantes ao buscar ajuda médica.

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Interações da reclamação

  1. Santa Casa de Porto Alegre respondeu

    27/10/2026 às 16:11

    Boa tarde!

    Lamentamos pela situação descrita e pedimos desculpas pelos transtornos causados. Esse não é o padrão de qualidade que buscamos oferecer aos nossos pacientes e acompanhantes.

    Estamos verificando o ocorrido internamente para as devidas providências.

    Entraremos em contato através do email: [email protected] para dar continuidade à resolução.

    Nos colocamos à disposição para qualquer dúvida ou necessidade adicional.